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Macri fecha o 678 e completa o cerco à informação independente. Intervenção na Afsca
24 de dezembro de 2015 Batalha de Ideias
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Por FC Leite Filho
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Blindagem midiática e judicial é o novo nome para a censura na Argentina. Desde que assumiu, em 10 de dezembro, o governo neoliberal de Maurício Macri capitaneou um cerco de ferro à informação alternativa, que a impede de circular em qualquer meio tradicional de comunicação – rádio, jornal e TV. Toda notícia passou a ser centralizada e controlada pela equipe integrada de tecnocratas e agentes de transnacionais instalada na Casa Rosada. Ainda bem que existe a internet.

Só comparável à fase mais dura da ditadura de Videla (1976-1983), este apagão midiático se concretiza com a incorporação, pelos macristas, da TV Pública, um veículo governamental que Cristina Kirchner revitalizou e tornou relativamente competitivo com as TVs comerciais, e a cooptação dos grupos comunicacionais privados antes simpáticos ao antigo governo popular.

Este cerco será completado, nesta quarta-feira, 23 de dezembro de 2015, com o fechamento do programa de análise de notícias, intitulado 678. Há sete anos transmitido pela TV Pública, o célebre Canal 7, fundado por Evita Perón, em 1951, este programa de TV alternativo passou para a história como a crítica mais minuciosa e contundente às manipulações desinformativas dos setores concentrados.

Blindagem midiática e judicial é o novo nome para a censura na Argentina. Desde que assumiu, em 10 de dezembro, o governo neoliberal de Maurício Macri capitaneou um cerco de ferro à informação alternativa, que a impede de circular em qualquer meio tradicional de comunicação – rádio, jornal e TV. Toda notícia passou a ser centralizada e controlada pela equipe integrada de tecnocratas e agentes de transnacionais instalada na Casa Rosada. Ainda bem que existe a internet.

Só comparável à fase mais dura da ditadura de Videla (1976-1983), este apagão midiático se concretiza com a incorporação, pelos macristas, da TV Pública, um veículo governamental que Cristina Kirchner revitalizou e tornou relativamente competitivo com as TVs comerciais, e a cooptação dos grupos comunicacionais privados antes simpáticos ao antigo governo popular.

Este cerco será completado, nesta quarta-feira, 23 de dezembro de 2015, com o fechamento do programa de análise de notícias, intitulado 678. Há sete anos transmitido pela TV Pública, o célebre Canal 7, fundado por Evita Perón, em 1951, este programa de TV alternativo passou para a história como a crítica mais minuciosa e contundente às manipulações desinformativas dos setores concentrados.

Assim chamado por causa de sua equipe original de seis painelistas, de ser transmitido no 7 e no horário das 8 da noite, o 678 nunca passou de uma sofrível audiência, mal chegando a oito por cento. Mas incomodou os chamados poderes fáticos e perturbou, com suas reportagens minuciosas e entrevistas sarcásticas, seus apresentadores congêneres campeões, particularmente os do conglomerado Clarín, que monopoliza 70% da audiência.

Desafio – O programa, que tem seu custo operacional, já que envolve pagamento e viagens de profissionais, inclusive para o exterior, passou a constituir um grande desafio para os defensores da informação veraz. Algumas empresas de TV, que receberam muitos incentivos da administração kirchnerista, estão se esquivando de apresentá-lo, alegando possível chantagem ou perseguição do novo governo.

Gestões estão sendo feitas junto às redes de TV C5N e Canal 9, mas nada se avançou de concreto até o momento. Talvez o mais certo é que o 678, se encontrar uma maneira de sobrevivência, se fixe no canal de vídeos Youtube, onde já desfruta, há certo tempo, de considerável e cativa audiência. Considerada até mais efetiva que da TV tradicional, por permitir maior concentração por parte do internauta, a transmissão pelo Youtube já promoveu o prestígio até de redes mundiais de TV, como a russa RT (Russian TV), que já atingiu quase quatro bilhões de acesso, batendo três vezes a audiência da CNN americana e duas da inglesa BBC.

O fato é que há um esforço para manter o programa, que fez história no jornalismo alternativo, não apenas pelasua bravura e prioneirismo, mas sobretudo pela sua eficácia. Recorde-se queuma reportagem do 678, principalmente do tipo daquelas que desmontava reportagens tendenciosas do Clarín ou do La Nación, repercutiam nesses próprios órgãos, que se viam obrigados a desmenti-la ou a justificar seus argumentos. O programa era ainda comentado, ainda que de forma negativa, nos programas noticiosos ou talk-shows das grandes TVs. Seus apresentadores costumavam emparedar os políticos que entrevistavam, inclusive, Maurício Macri, e o então governista Daniel Scioli, perguntando-lhes se permtiriam a continuação do programa, em caso de vitória eleitoral. Macri era geralmente taxativo – “nem 678 nem 876”, dizia -, enquanto Scioli colocava panos quentes, dizendo não ser este um problema crucial.

O segredo do programa era destrinchar cada uma das arremetidas midiáticas contra o último governo popular, que ocorriam na forma de notícias espetaculosas, a maioria sem o menor fundamento. Elas eram todas trombeteadas em manchetes pela cadeia de 200 jornais, rádios e TV do Clarín e por veículos de grupos menores, mas influentes, como o La Nación, e o grupo Perfil, que edita a revista Noticias, cujo proprietário, Jorge Fontevechia, comprou recentemente parte da brasileira Editora Abril, dona da Veja.

Com equipes de jornalistas e pesquisadores altamente capacitados, o 678 era capaz, por exemplo, de desmentir com fatos irretorquíveis, notícias caluniosas, infamantes ou simplesmente inventadas. Uma delas dizia que o ministro da Economia, Axel Kicillof, recebia 400 mil pesos de proventos, quantia 50 vezes maior que seu salário ministerial, por acumular um cargo dirigente na petrolífera estatal YPH. O desmentido cabal veio com o programa entrevistando o ministro, que mostrou seu contra-cheque.

Uma outra patranha de Clarín, divulgada juntamente com a revista Veja, do Brasil, propalava que o filho da presidenta Máximo Kirchner, em associação com a embaixadora na Colômbia, Nilda Carré, possuía uma conta bancária secreta nos Estados Unidos. O texto começava com impropriedades jornalísticas gritantes; “Segundo fontes bancarias e documentos (que não especificou), ambos (correntistas) controlariam uma conta no Banco Felton dos Estados Unidos, com 61 milhões de dólares e outra no Morval Bank, das Ilhas Caymán, com 19 milhões de dólares

Para dar foros de verdade a seu arremedo, o material citava detalhes, aparentemente, precisos, como o montante do dinheiro depositado (41 milhões de dólares) e até o número da conta (00049852398325985), como se ufanavam os jornalistas Daniel Santoro, do Clarín, e Leonardo Coutinho, da Veja, autores das respectivas versões nacionais da publicação.

A equipe do 678 deslocou-se aos Estados Unidos e às Ilhas Caymán, onde comprovou através de declarações juradas dos gerentes dos respectivos bancos, constatando a inexistência absoluta dessas contas. Tanto o Clarín como a Veja se viram obrigados a interromper o noticiário, ainda que se recusassem a admitir a falsidade ou a desculpar-se peranteos leitores. Simplesmente silenciaram sobre o episódio e lançaram-se a outras aventuras caluniosas, que eram por sua vez bombardeadas pelo 678. Um programa desse não pode simplesmente ir para o espaço e tudo tem de ser feito para a sua manutenção, nem que seja precariamente na internet.

FC Leite Filho


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