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A Convenção da OTAN 2016 em Varsóvia: histeria bélica contra a Rússia
13 de julho de 2016
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Publicamos o texto abaixo traduzido do sito http://lesposadistes.com/le-sommet-de-lntre-la-russie/

 

Pela primeira vez, uma reunião de Convenção da OTAN se reúne tão próxima às fronteiras da Rússia. Isso se converte num símbolo da concentração dos meios militares, financeiros e políticos da Aliança Atlântica para aumentar o enfrentamento com a Rússia. Em poucos anos, a Rússia passou do status de partnership (associado) logo após a dissolução do Pacto de Varsóvia e o desmantelamento da URSS, a ser considerada como o principal adversário, ou inimigo dos 28 países membros da OTAN.

Nesta Convenção, os 28 governos participantes, junto aos seus “convidados”, confirmam acelerar dos passos em direção a uma guerra declarada: sempre em nome da necessidade de “defesa” e da “garantia da segurança dos povos”, concentram os preparativos militares da maior agressividade: tal como na construção do escudo anti-míssil (dos países bálticos até a Rumenia e o Mar Negro), reafirmação da estratégia nuclear da OTAN, incluindo “o direito de golpear primeiro”, modernização e reorganização dos exércitos para adequar-se aos “critérios da OTAN”; grandes deslocamentos e exercícios militares massivos, terrestres, aéreos, navais nos países fronteiriços da Rússia; integração nos planos da Geórgia e Ucrânia que não são membros da OTAN (o presidente Porochencko será parte dos “convidados” à Cúpula da Varsóvia); proximamente se integrará um novo membro: Montenegro (apesar da contundente oposição da população).

A Polônia se oferece como o melhor servidor da OTAN: os atuais dirigentes políticos se vangloriam de receber a Cúpula no mesmo lugar em que se firmou o Pacto de Varsóvia (1), e de ver deslocamentos de tropas da OTAN no seu território, no lugar das tropas do Pacto de Varsóvia da época da URSS. Orgulham-se também de ter tantos soldados polacos entre os batalhões permanentes que a OTAN está instalando nos países do Leste europeu.

Não se trata, porém, somente da Polônia. Em quase todos os países do Leste europeu que foram parte, seja da União Soviética, ou do Pacto de Varsóvia, ascendem ao governo os piores partidos de direita, anti-comunistas, liberais ou católicos pró-capitalistas. Foram desalojados os partisãos iludidos da “terceira via” social-democrática ou democrata-cristã e, ao invés de sustentar uma mínima “neutralidade”, vendem-se à OTAN. Na realidade, a Aliança Atlântica não é um guarda-chuva protetor. É o instrumento militar de defesa dos interesses dos grandes capitalistas, tanto dos EUA como dos Europeus, sejam ou não da UE.

Desde os anos 1990, com a caída do “muro de Berlin”, a absorção da RDA (República Democrática Alemã) pela Alemanha capitalista, a dissolução do Pacto de Varsóvia, o desmantelamento da URSS, o campo ocidental, a través da OTAN, buscou recuperar todos estes países, inclusive a Rússia. Conseguiram, em parte, estimulando transformações na economia, com a invasão do mercado capitalista, apoiados nas velhas burocracia corruptas e parasitárias dos Estados operários que se candidataram a formar uma classe burguesa. Conseguiram somente comprar uns “oligarcas” dispostos a vender aos grandes capitalistas europeus e norte-americanos os sectores da economia que a alta burocracia soviética havia conseguido privatizar na época de Eltsin. É a época também em que a OTAN oferecia o partnership (associação) à Rússia, esperando, desta forma, terminar cooptando-a na grande aliança mundial intitulada a “luta contra o terrorismo”.

O que a mídia e os políticos chamam “a volta da guerra fria” é o fato que os restos do sistema socialista, dos países socialistas do Leste europeu, da União Soviética, são ainda muito importantes. A questão é que o capitalismo não pode mudar a sua natureza; não pode suplantar a propriedade privada, a corrida ao lucro e às ambições do poder, à concorrência, aos enfrentamentos econômicos, sociais, políticos e militares, que se dirigem de forma antagônica a todo progresso social coletivo. Além disso, não pode permitir a subida dos novos concorrentes como estes oligarcas russos ou dos ex-países socialistas da Europa; isso sem falar dos novos países emergentes como a China e o BRICS. Além disso, não podem ignorar as rebeliões das massas que não cessaram um minuto. O fim da história.

Da partnership (associação) ao enfrentamento armado

Estes conflitos chegam à tona cada vez mais amplamente. A OTAN apresenta suas ações como de legítima defesa frente a uma agressão russa, como na sua participação no golpe de estado na Ucrânia que conduziu à instalação do atual governo e do presidente Porochenko. Os políticos atlantistas da Europa pressionam para que a Ucrânia adira completamente à Aliança. A mídia europeia oculta sistematicamente a intervenção determinante da OTAN na guerra civil na Ucrânia, enquanto apresentam, por outro lado, a massiva vontade popular de reintegrar-se com a Rússia, como uma “anexação da Crimeia por parte da Rússia. Mesmo com divergências quanto ao modo de organizar-se contra a Rússia, todos os dirigentes da Aliança continuam se submetendo aos novos critérios que são claramente de preparativos de guerra contra a Rússia.

As relações entre a União Europeia e a OTAN

O Brexit, mesmo que se cumpra dentro de X anos, não vai debilitar os objetivos da Aliança: os meios militares muito importantes da Gran Bretanha, ficam à disposição da OTAN, particularmente o sistema TRIDENT. As ilusões de alguns setores menos reacionários, socialistas ou democrata-cristãos, ou certas tendências liberais, de alcançar uma política de segurança e militar autónoma da União Europeia se desvanecem rapidamente. Era o sonho destes setores de construir um “pilar europeu” dentro da OTAN. A última tentativa de “Uma Estratégia Global” de segurança e Defesa apresentado justo antes da Cúpula da OTAN por Morgherini, chefe da diplomacia da UE, confirma o distanciamento de toda a autonomia européia e, ao contrario, convergências mais sólidas com a OTAN. A realidade é que, mesmo com declarações dizendo de negocia e conciliar com a Rússia, nenhum governo europeu, pertencendo ou não à Aliança Atlântica, se emprenha numa política autónoma em relação à Rússia. Nenhum, por exemplo, decidiu levantar, por sua conta, as sanções económica contra a Rússia. O que ficou, e continua até agora, é a linha de seguir a escalada agressiva e as disposições concretas militares para circundar a Rússia. É só enumerar os governos europeus que já se comprometem em mandar soldados a participar nos batalhões da OTAN que vão se instalar nos países bálticos e na Polônia: Alemanha, Canadá, Reino Unido, Estados Unidos, Países Baixos, Bélgica, França, Dinamarca, Itália, Noruega, Turquia e Espanha.

A OTAN reafirma a sua ambição de carrasco do mundo

Muitos dos chefes de estado ou seus representantes convidados na Cúpula da OTAN, não somente não são membros, nem candidatos, nem provêm de países europeus: vêm do Afeganistão, Jordânia (veja a lista); todos países participantes de coalisões da luta contra o terrorismo, e Daesh em particular. Israel não fica para trás, como tampouco os Emirados e a Arábia Saudita que acabam de instalar seus representantes permanentes e escritório na sede da OTAN em Bruxelas.

 Les Posadistes (Desde Europa)

9.7.2016

 

Sugerimos a leitura complementar da notícia publicada no Blog do Jornal Pátria Latina"O presidente russo estava em conferência de imprensa com jornalistas estrangeiros na conclusão do Fórum Econômico Internacional de S.Peteresburgo, dia 17 de junho, quando decidiu que era hora de deixar perfeitamente claro que o mundo caminha por uma trilha que pode levar a uma guerra nuclear."

http://www.patrialatina.com.br/putin-perdeu-a-paciencia-ha-jornalistas-responsaveis-pela-guerra-mundial-que-se-aproxima/

 


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