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A farsa macabra do 11 de setembro e o nazifascismo do século XXI
26 de junho de 2012 Edições Anteriores
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11 de setembro de 2001 (Trade World Center)

Voltamos a afirmar o que fizemos antes mesmo que o segundo avião atingisse as Torres Gêmeas de Nova Iorque: os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos foram uma farsa macabra, organizada e orquestrada pelo Pentágono, pelas alas mais sinistras da administração Bush e pelo estalishment industrial-militar para tentar dar uma sobrevida ao imperialismo e iniciar uma nova era de agressão contra a humanidade. Nada mais, nada menos.

Hoje, quando toda a mídia do Império repete até à náusea a sua versão dos fatos, as
suas “lembranças” e homenagens às 3 mil vítimas do auto-atentado, a Otan e seus aliados celebram
com regozijo os mais de 50 mil mortos dos seus bombardeios na Líbia, e tentam justificar os 10 anos de
guerra de agressão a outros povos como um subproduto da resposta à “ofensa” recebida pelos norte-
americanos naquela trágica data.

A maior e principal vítima de toda essa estória foi e tem sido a verdade e a correta
informação.

Centenas de pessoas, intelectuais, cientistas, políticos e especialistas de todo o mundo já
desmontaram, peça por peça, as versões apresentadas pelo Império e suas “comissões da verdade”.
Arquivos mortos ou vivos foram queimados. Os meios de comunicação do Império reproduziram, tal
como um vírus de computador, cada detalhe, cada depoimento, cada dramatização desta comédia
de mau-gosto, cobrindo com fantasias e propaganda ideológica as guerras verdadeiras, reais, ocultas
ou declaradas, levadas pelos mesmos no Afeganistão, no Paquistão, no Iraque, na Líbia, em todo o
Oriente Médio; e antes na Iugoslávia. Personalidades como o ex-presidente italiano Francesco Cossiga,
como o ex-ministro da informação da Alemanha, Alex Von Bulow, intelectuais como Gore Vidal, Michael
Moore, e Resoluções dos parlamentos da Venezuela, do Japão e outros, os mais renomados cientistas
dos EUA questionam veementemente a versão oficial dos EUA sobre o atentado. As incongruências
patéticas dos relatórios do FBI e da própria CIA sobre as supostas “investigações” – denunciadas
por peritos e especialistas – demonstram que encobre-se com propaganda e boletins de guerra este
sinistro episódio que possui o alcance de um golpe de estado mundial.

Alguns paralelos com a era nazi-fascista podem ser facilmente evocados: as chamadas “razões
propagandísticas”, a repetição sistemática de mentiras, o ocultamento dos fatos, a ideologia do regime
(hoje chamado “democrático”), a rápida condenação dos opositores à condição de párias, “ditadores”,
inimigos da humanidade. Daí deriva o outro fenômeno tipicamente nazi-fascista, a manipulação das
massas. Manipulação esta tornada possível somente com a capitulação, naquela época da social-

democracia européia frente às burguesias e às guerras nacionais, na atualidade derivada do abandono
das idéias socialistas ou marxistas por uma parte dos partidos de esquerda a nível mundial, hoje
completamente inseridos na lógica e ideologia da globalização capitalista. Exceção aos governos de
esquerda da América Latina, da África e do Irã.

Homenagem deve ser prestada, no entanto, àquela esquerda que, ontem e hoje, não se dobrou
e continua a resistir e a fustigar a ideologia burguesa e o imperialismo, não se submetendo à sua
Santa Aliança que hoje se chama Otan. Esta, ao lado das massas inteligentes, juvenís, trabalhadoras,
nacionalistas, continuam a armar uma reação de escala universal, embora nas dificuldades em que a
História impôs.

A crítica mais contudente deve ser dirigida àqueles dirigentes e partidos da esquerda que
compactuaram com esta barbárie que é a guerra contra a Líbia e a preparação insurrecional
contra-revolucionária na Síria, que constituem só o preâmbulo da grande agressão contra o Irã e
posteriormente o ajuste final de contas com a Rússia e com a China. É urgente que o governo brasileiro
se livre dos maus conselheiros que tentam dobrar a política exterior do país para a direita, para a velha
e carcomida aliança “ocidental”, em posição subalterna. É hora de avaliar as implicações dos votos
de “neutralidade” na ONU, de qualquer reconhecimento do Conselho de mercenários e traidores da
Líbia.

A OTAN escudada pelo CNT massacra
impunemente o povo líbio

A experiência mostrou claramente que o voto de “exclusão aérea” na Líbia foi transformado em
Procuração Geral e Irrestrita para destruir, matar e invadir, se é que a ONU tinha alguma credibilidade para
tomar estas decisões, com o Conselho de Segurança dominado pelas velhas potências e excluindo os outros
192 países membros, principalmente em questões que violam a soberania das nações.

Agora o Império pressiona com o mandato de captura da Interpol contra Khadafi, retirando àquela
instituição especializada em crimes internacionais qualquer credibilidade. A Interpol é usada como instrumento
político do Império que se arroga no direito de dizer quem é ou não criminoso. Pois bem, o voto na ONU
obriga o Brasil e cumprir “resoluções” como a disposição dos bens do povo da Líbia e acatar a ordem de
captura internacional. Não há neutralidade possível, estar em cima do muro. Compactuar com o genocídio e
a guerra colonial perpetrada contra o povo líbio (agora) e os povos árabes em geral (a seguir) nos vai levar
a um abismo. Tem razão o ex-Presidente Lula em advertir, em discursos na ESG, sobre os perigos desse
alinhamento diplomático com os Estados-terroristas da Europa e os EUA, ao frisar, “amanhã podem fazer com
qualquer outro país”.

E esta posição de Lula não é isolada: A ALBA acaba de se reunir para expressar unanimemente o não
reconhecimento a nenhum governo na Líbia imposto pelas armas da Otan, como o CNT. Os países da
UNASUR criaram o Conselho de Defesa Sul-americano, sinalizando os riscos da atual conjuntura.

Tudo, entretanto, aponta para o 11 de setembro. As recordações do retrocesso dos direitos individuais
e democráticos nos EUA (há milhares de prisioneiros conhecidos e provavelmente muitos outros mais,
sem qualquer possibilidade de defesa, sequestrados em operações clandestinas com a cumplicidade de
governos “social-democráticos”, torturados e até executados), o desastroso balanço econômico-financeiro das
guerras (perto dos 3 trilhões de dólares em gastos militares), a catástrofe econômica do Império prejudicando
as vidas de milhões de pobres nos EUA e no mundo, e a barbarização das relações internacionais, cujo
emblema é Guantanamo e a extra-territorialidade da tortura, da captura de pessoas em qualquer parte do
mundo sem justiça, sem mandato, sem lei alguma.

Então o que se quer fazer com a celebração dos 10 anos dos atentados às Torres Gêmeas é cobrir esta

montanha de infâmias com uma “solidariedade” construída fraudulentamente em torno dos EUA e, com
isto, acobertar as novas aventuras coloniais da França e da Inglaterra, a nostalgia do passado imperial
daquelas nações e, mais pragmaticamente, encontrar uma válvula de escape para o inevitável colapso do
Euro e do Dólar. Novamente, é inevitável a comparação com o período nazi-fascista, entre cujos fins estava a
saída para a catastrófica crise econômica das potências envolvidas.

Porém, há uma trágica diferença: a meta dos colonialistas atuais já não é a expansão dos “espaços vitais”
entendidos como reprodução ampliada do capital, exploração dos demais povos e seus recursos naturais.
Por incrível que possa parecer, os Impérios de hoje querem somente exterminar, destruir, esmagar os povos
que queiram emergir, sem deixar qualquer horizonte de desenvolvimento, mesmo aquele de colônias. Basta
dar uma olhada no Afeganistão atual: o país voltou a ser grande exportador de drogas sob a ocupação militar
da OTAN! O antigo estatuto colonial, por bárbaro que fosse, contemplava uma certa cogestão com parte
das elites nativas, para criar algum mercado, uma colocação dos produtos da metrópole em troca de mão
de obra e matérias primas baratas. Hoje a premissa é a destruição física e política do Estado que tenta uma
via própria de desenvolvimento, deixando ruínas e abutres no local, como ocorreu com a Somália, o Iraque,
o Haití, Etiópia, repetindo-se agora na Líbia, que registrava até agora o mais elevado IDH da África. Querem
transformar a Líbia numa Somália! Não há outra explicação para a destruição de escolas, universidades,
fontes de abastecimento de energia elétrica e água potável por parte da Otan, além da destruição dos meios
militares propriamente ditos (por eles mesmos fornecidos). É a vingança coletiva contra todo um povo. Jamais
produzirá qualquer base de civilização, nos séculos por virem. Será um pântano, como dizia o magistral cda.
Posadas, mas um “charco atômico”, do qual ele, de maneira convicta, afirmava que as massas do mundo
sairiam para construir o socialismo.

Então o neo nazi-fascismo de marca Otan, apelidado de “comunidade internacional” é
qualitativamente pior que o ítalo-alemão.

O fascismo moderno utiliza, antes que as tropas de assalto, a mídia militarizada, o
jornalismo “embutido”, jornalistas tocando os tambores de guerra!! Este é um capítulo à parte, que deveria
ser objeto de reflexão na esquerda brasileira. É preciso condenar com vigor todas as principais emissoras de
rádio e TVs privadas, e boa parte da mída pública, por repetir os boletins de guerra da Otan, desinformando,
cobrindo os massacres dos chamados “rebeldes”, martelando a população com estórias totalmente
inventadas que no dia-a-dia tentam justificar a passividade dos povos quanto a uma das agressões mais
bárbaras e evidentes como foi o ataque à Líbia. A própria linguagem, a obrigação imposta a redatores e
locutores de pré-desqualificar os líderes como fazem chamando obcessivamente o líder Muhamar Khadafi
de “ditador”, e a exaltação das supostas “vitórias” dos “rebeldes”, o ocultamento descarado da ingerência
militar e da violação do mandato da Onu, tudo isso mostra o lixo que é a chamada “imprensa livre” no Brasil.

O congresso PT acaba de adotar uma resolução a favor da regulamentação dos meios de comunicação
de massas no Brasil, seguindo o que foi ditado pela Constituição de 88 e jamais implementada, e tem toda
razão. É preciso não vacilar, manter a rota, porque este uso indevido das frequências da mídia conduz nosso
povo, por meio da mentira e da passivização, a submeter-se à guerra imperial. Goebbels não seria permitido
no nosso século, então o que fazem todos os dias os nossos pequenos Goebbels abrindo os noticiários de
manhã, de tarde e de noite? É a liberdade de desinformar para matar!

Única excessão nesse panorama, e rebatendo a campanha de guerra da CNN e da mídia do império,
a Telesur tem contribuido para para desmascarar a brutalidade da Otan e toda sorte de manipulações,
como a montagem-farsa da TV Al Jazira em Qatar, sobre uma suposta Praça Verde de Tripoli ocupada
pelos “rebeldes”. Aliás, nada se informa em outros meios sobre os verdadeiros níveis de resistência popular
à invasão em curso. Somente a Telesur e seus valentes jornalistas têm informado a verdade sobre as
barbaridades dos massacres da OTAN, e sobre a resistência popular. O que vale dizer que “outro jornalismo
é possível”, se as direções de esquerda abdicarem da falsa ideia de que a “imprensa” atual é uma instituição
sagrada, um reduto de liberdades.

A analogia com o nazi-fascismo nos leva à idéia de passivização das massas. E aqui o perigo é real. Na
guerra do Vietnã milhões se manifestaram no mundo inteiro contra aquela bárbara agressão. Hoje ocorre uma
nova guerra a cada mês, uma conspiração, um golpe de estado, com intervenção estrangeira aberta como os
franceses na Cote D’Ivoir, o instigamento ao separatismo no Sudão, os angloamericanos na Líbia, na Síria, a
Santa Aliança da Otan em todos lados, e não há qualquer reação importante das massas na Europa, no resto
do mundo. As reações que há são escondidas, ignoradas, silenciadas. Não há equilíbrio nem proporção nas
informações. O sistema de mída é todo ele, um quartel militar disciplinado. As massas, os setores juvenís,
tentam uma reação com os meios alternativos, os Wikileaks, os sites de relacionamento, as chamadas “mídias

sociais”; isso ajuda a organizar a contra-informação, a mobilização; entretanto, os inimigos já se apoderarm
dos espaços, e usam essas mesmas mídias para criar “revoluções” laranja, verde, ou qualquer outra, para
dar legitimidade às agressões. Lembremo-nos o quanto nos custou livrar-nos do que se chamou “revolução
de 64” aqui no Brasil. É o inimigo que se apodera até mesmo da nossa linguagem. Mas é preciso dizer com
força: a maior responsabilidade, a de neutralizar esta campanha terrorista do Império, é das direções políticas.
Quando os sindicatos, partidos e organizações de esquerda ignoram ou acobertam estas campanhas
fascistas, estão freiando as iniciativas que naturalmente as pessoas teriam de repudiar tais atos criminosos,
sem cair nas armadilhas midiáticas. Mas onde está a mídia da esquerda? Não é essa também uma renúncia
que entrega de bandeja a juventude, o povo humilde, nas mãos dos abutres da informação? Depois é
inútil lamentar-se. Mesmo detrás das campanhas moralizantes e pela “ética” há uma enorme manipulação
midiática, que leva cada vez mais jovens da classe média às ruas. É bom lembrar que os “rebeldes” líbios se
nutriram em primeira mão desse tipo de campanha, e que a expressão “primavera árabe” foi cunhada pelas
centrais do Império em função contrarrevolucionária. Mais uma vez, a informação é estratégica, é a que vai
permitir ao Brasil ser uma Nação Soberana e não retornar à condição de colônia. Ou não.

Todos estes fatos estão concatenados com o 11 de setembro e os próximos que virão. Porque certamente
virão. Não por alguma reação paranóica, impensada, não por um qualquer atentado feito sob encomenda para
justificar a restrição dos espaços democráticos. Virão porque o regime que o concebeu, matando friamente a
3 mil pessoas nos EUA e já passados de 2 milhões no resto do mundo (estimativa muito abaixo da realidade),
necessita criar o ambiente para o calote universal: não tem saída, não tem proposta, não tem futuro. Tem que
virar a mesa do cassino, tem que dizer a todos os povos que quem manda são eles, e que os 6, 7 trilhões de
dólares da sua dívida nunca serão pagos! Mesmo que para isso joguem nas trevas todo o resto do mundo.

Dez anos passados, a tentativa do império de fazer render a farsa e o terrorismo midiático do 11
de setembro, com sucessivos shows e comemorações, pode não mais funcionar para os milhões de
desempregados, “indignados” norte-amerianos que marcharam em Wisconsin, sintonizados com os
manifestantes da Espanha a Israel, que não são estúpidos e já entenderam o mecanismo dos “auto-
atentados”, e de uma guerra midiática perversa.

O futuro da humanidade e das novas gerações depende de uma reação unificada de governos populares
e revolucionários, sindicatos e movimentos sociais não corrompidos pela ideologia do império, para defender
a soberania dos povos, superando as ruínas do capitalismo e do imperialismo para construir o socialismo.

JORNAL REVOLUÇÃO SOCIALISTA
“Corrente Posadista do PT”
Edição especial – setembro de 2011


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