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A formação do Estado Palestino e o processo mundial revolucionário
05 de novembro de 2011 Artigos Edições Anteriores J. Posadas Politica
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Por J. Posadas

19 de fevereiro de 1978
(…) Nós também propomos um Estado Palestino, mas ao mesmo tempo propomos um chamado às massas de Israel e às massas do resto do mundo árabe, mostrando que um Estado Palestino é totalmente instável. Não existe lugar para o desenvolvimento histórico de um Estado assim. Já é necessário colocar o problema de uma forma muito mais elevada e mais simples. Porque agora se estabelece uma frente reacionária árabe, onde se unificam a reação árabe e a de Israel. E torna-se necessário enfrentar essa estrutura. Então, o pequeno movimento de Arafat se vê diante da ameaça de esmagamento e não vai ter campo de ação com outra política; e estará iludindo as massas palestinas ao acreditar que pode dar uma solução negociada ao problema. É preciso discutir esse ponto com os palestinos.

As lutas pela libertação, contra o sionismo, contra o imperialismo e a burguesia árabe estão unidas. Não se trata de ficar parado esperando mudanças, mas de ver: quais são as condições para a sobrevivência do Estado Palestino? Estamos de acordo que a proposta pode ser um centro. Mas, então, neste caso, este centro tem que estar unido à Argélia – sobretudo à Argélia – e a outros países árabes (mesmo à Síria), mas estes têm que permitir o desenvolvimento das lutas pelo progresso, porque senão os palestinos serão anulados. Não tem sentido estabelecer um novo Estado para competir com o sistema capitalista. Um novo Estado para uma nacionalidade palestina, que não tenha como objetivo eliminar o capitalismo no Oriente Médio não tem nenhum objetivo, não tem transcendência, não tem possibilidade de viver.

(…) Mesmo o Polisário (1), qual é o seu objetivo? Constituir-se como um grande país. Para construir um grande país tem que desenvolver-se economicamente e competir com os demais países, mas deste ponto de vista não tem perspectiva. A criação desses países já em plena etapa de destruição do sistema capitalista não se coloca da mesma forma que antes. Está unida a esta condição histórica em que a guerra se aproxima e desenvolve condições para que eles possam unificar-se e desenvolver-se como Estados operários. Então, a organização como Estado independente dever servir para este fim. Trata-se, por isso, de criar uma corrente que tenha a capacidade política de organizar o movimento em função desse objetivo; não para construir uma nova pátria. Não há sentido histórico nem objetividade nisso. Não há condições para um desenvolvimento econômico ou social separado; sequer do ponto de vista do idioma. Creio que é muito importante discutir isso. Sobretudo, considerando que o capitalismo já está em movimento, preparando a guerra.

A burguesia árabe quer limitar tudo à pátria

(…) Em várias considerações que fazem os palestinos se expressa a argumentação patriótica, local, territorial. Não há uma consideração histórica que supere todo tipo de interesse baseado nas condições territoriais, lingüísticas ou religiosas, sejam árabes ou judias. Porque o que nós colocamos são os problemas desta etapa da história que já não são os de antes. Então, é preciso discutir com os camaradas para elevar-lhes a convicção de que as direções políticas travam, limitam e evitam esta discussão e propõem a “pátria, o destino, o país..”

Nós argumentamos: em que condições vão construir o país? Para quê? De certo ponto de vista convém, porque pode criar dificuldades para o sistema capitalista intervir. Mas, por sua vez, toda burguesia árabe se lançará a fortalecer e criar uma camada burguesa que domine todas as demais. Não há possibilidade de nenhum desenvolvimento como países isolados, nem da Palestina, nem da Jordânia, da Líbia, da Síria, como unidades separadas. Não há possibilidade, nem necessidade.

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(…) Neste caso, qual é a função do Estado Palestino? É preciso fazer uma discussão sobre esse tema. Considerando que os palestinos podem passar por uma etapa de pátria palestina, mas que neste caso precisa ter uma direção que unifique o processo sobre uma base econômica que permita desenvolver o país, senão vão viver na pobreza e, então, nestas condições, um pequeno núcleo burguês domina tudo, completamente. É preciso discutir a elevação da cultura das massas e sua intervenção direta; não se trata de primeiro promover uma elevação cultural e depois a intervenção, mas a cultura junto com a intervenção. E fazer com que as massas tenham tempo de intervir e desenvolver correntes, tendências preocupadas com este problema.

Para que serve a pátria palestina? Para satisfazer a 72 mil palestinos ou para elevar as condições de vida de todos os palestinos? Se não é para isso, o que adianta? Ou seja, é mais ou menos como o problema do quíchua e do aymará; não é idêntico, mas é mais ou menos o mesmo problema. Não há lugar para uma nacionalidade quíchua ou aimará. Nós consideramos este aspecto e desenvolvemos o idioma como um meio para uma fase posterior. Assim fizeram os bolcheviques na primeira etapa, quando unificaram populações de 32 línguas diversas, concentrando em apenas uma: a União Soviética. Onde qualquer um pode falar sua língua, mas a que se comunica e transmite a necessidade de progresso é a língua soviética.

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(1) Frente Polisário: Frente Popular de Saguia Al Hanra e Rio de Ouro: fundada em 1973 com o objetivo de levar a luta armada pela libertação do Saara do domínio espanhol. a partir de 1976 consegue uma libertação parcial do território do Saara, sendo que o Marrocos mantém uma pequena área sob seu domínio.

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