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A função anti-imperialista da Rússia
11 de setembro de 2014
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A ação desestabilizadora dos EUA contra a Rússia é uma clara demonstração que entramos num período de guerra fria, de grande turbulência política e com risco de ocorrer uma guerra global, com a utilização de armas atômicas.

A guerra na Ucrânia, o genocídio cometido por Israel contra o povo palestino, a retomada da intervenção militar do EUA no Iraque, a guerra na Síria e as sanções econômicas da Europa e dos EUA contra a Rússia são noticiados como fatos isolados mas precisam ser entendidos como uma ação do imperialismo contra a humanidade. A Rússia se tornou um centro político anti-imperialista.

A Rússia tem cumprido um papel importante ao ser protagonista de uma luta contra a ação do imperialismo. Depois de serem envolvidos em resoluções da ONU pouco explícitas sobre o Iraque e a Líbia, a Rússia, com o apoio da China no CSONU, impediu uma invasão direta da OTAN e dos EUA na Síria. Interviu politicamente na Crimeia, possibilitando um plebiscito que permitiu a sua incorporação a Rússia.

A guerra fria é uma caracterização de que a correlação de forças mundial está chegando a um ponto que a única saída da crise do EUA e do capitalismo em geral é a guerra. Guerra em todos os sentidos: econômica, política e militar. Quem faz guerra no mundo é o imperialismo anglo-americano e não a China, Rússia e Irã.

Desde que a ex-URSS se desestruturou, o mundo se organizou, vamos assim dizer, em vários blocos como a Eurásia, o Brics, a Celac, o Mercosul, Alba. A China passou a ser uma das fortes econômicas do mundo e mesmo com laços econômicos profundos com os EUA, em nada ajuda a estabilizar a crise econômica desta nação.

Os EUA já não tem mais a hegemonia econômica do mundo. O acordo de 40 anos, nas mais variadas áreas da economia, entre Rússia e China, cria definitivamente outra correlação de força mundial favorável as estruturas dos Estados Operários. Situação reforçada pela decisão dos países do Brics de criaram o Banco e o Fundo dos Brics.

Neste cenário, cabe destacar a função anti-imperialista da Rússia e da direção de Putin. Podemos destacar a recente carta de Putin dirigindo-se ao povo norte-americano por ocasião da guerra na Síria, cumprindo uma função de fomentar a discussão política do povo norte-americano em relação a política assassina da direção dos EUA. Putin impulsionou a autonomia da Crimeia e tem se posicionado firmemente em relação ao golpe de direita fascista na Ucrânia.

O entendimento deste processo passa por entender o que significa a estrutura do Estado operário. Mesmo que a ex-URSS tenha se desestruturado, ficaram ai as estruturas do Estado operário, com a tradição da construção do socialismo e ao mesmo tempo a lição de não repetir os erros e crimes do Stalinismo. Entendimento este reivindicado por Putin nas suas intervenções junto as massas russas e pelo mundo afora.

A proposta de criação de um movimento anti-dólar por parte de um assessor de Putin, coloca em cheque a economia norte-americana, a economia europeia e em último instância a existência das potências capitalistas. A tão propalada crise do capitalismo se manifesta de forma extrema. Neste sentido, as estruturas dos Estados operários russo e chinês estão se regenerando, num contexto de guerra fria. Regeneração sui generis que significa resgatar os princípios e programa de construção do socialismo.

Chamamos as todas as forças progressistas do mundo, a apoiar a proposta de Putin, de criação de um movimento anti-dólar. No entendimento dos russos, trata-se de uma ação para conter a guerra dos EUA contra a humanidade mas no nosso entendimento, o imperialismo anglo-americano vai aprofundar a guerra, por uma questão de classe. É preciso somar-se a ação da Rússia e de Putin. Somar-se ao enfrentamento que a Rússia está fazendo contra os EUA e alguns países da Europa, organizando uma Frente Única Mundial Anti-imperialista e colocar em discussão um programa de desenvolvimento das nações em base ao socialismo partindo das estruturas dos atuais Estados operários.

Conselho Editorial

Jornal Revolução Socialista

8 setembro de 2014


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