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A greve dos caminhoneiros e sua extensão aos petroleiros, derrota da política neoliberal e da tentativa de ditadura
09 de junho de 2018 Artigos
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É hora de tirar a soma da guerra dos caminhoneiros, que já não é mais só uma greve econômica  corporativa, estendeu-se a inúmeros setores sociais, e agora dá um salto com a greve dos trabalhadores da Petrobrás, que vai reforçar a resistência dos primeiros, que começavam a dar sinais de cansaço pelo prolongar do movimento, e pelo aumento da pressão repressiva da mídia e do governo.

Houve um momento em que interesses empresariais do setor do transporte formaram parte da iniciativa dos caminhoneiros, o que levou setores da esquerda à caracterização da greve como “locaute”; pela orientação ideológica destes setores, muitos assemelharam o movimento à famosa greve dos caminhoneiros que deixou de joelhos o governo de Salvador Allende em 1973, preparando o terreno para o golpe fascista de Pinochet.

Porém, é preciso considerar que o governo de Allende não foi como o do Temer golpista de direita. Além disso, havia muitos outros fatores em jogo no Brasil de 2018, diferentes da situação chilena, ocorrida no ápice da Guerra Fria.

Em primeiro lugar, a revolta legítima de milhares de trabalhadores autônomos e empregados, oprimidos pela loucura neoliberal dos aumentos indiscriminados dos combustíveis. Em segundo lugar, o sofrimento do conjunto da população com os aumentos de gás e gasolina, e não somente o diesel usado no transporte. E finalmente, uma revolta crescente na sociedade contra os sucessivos golpes aos interesses populares, ao nível de consumo e de vida.

É bem verdade que a extrema direita tentou e tenta tirar proveito do movimento dos caminhoneiros, com o slogan “intervenção militar”, procurando interromper o processo ainda relativamente democrático que tem pela frente a pauta das eleições presidenciais, que até o momento o regime ditatorial não conseguiu remover, que colocarão inevitavelmente na pauta o retorno de Lula à presidência.

É verdade também que a mídia tentou desviar as atenções para a “carga tributária” como componente responsável pelo aumento do preço do combustível, ocultando a barbárie da política imposta pelo Governo e pelo entreguista Pedro Parente de aumentos indiscriminados ao sabor do mercado internacional.

É também verdadeiro que muitos dos setores que propiciaram a derrubada do governo legítimo da Dilma e do PT, tentaram e tentam se associar aos caminhoneiros para “varrer do mapa a classe política”, como se fosse possível manter o país em democracia sem um funcionamento dos órgãos de poder político, substituindo-os por.... generais. Toda esta operação de direcionamento da raiva legítima dos caminhoneiros fracassou, transformou-se em outra coisa, não vingou, ficou em bravatas. A classe média, timidamente, vai percebendo o engano, não segue as provocações. Nem os caminhoneiros.

Forças armadas? “Intervenção militar” ou “aliança cívico-militar pela soberania”?

O governo, esgotadas todas as propostas estapafúrdias para esvaziar o movimento, sem garantias, preservando a política criminosa da direção da Petrobrás, acuado pela grandiosidade do movimento, recorreu às forças armadas. Estas aparecem no cenário cautelosas, recusam-se a cumprir o papel de repressores. Demonstram velada simpatia pelos manifestantes. Algumas forças policiais se animaram a praticar a violência contra algumas manifestações, localizadamente, mas no geral conciliaram senão confraternizaram abertamente com a causa dos caminhoneiros, como tem ocorrido em várias situações.

A tal “intervenção militar” no seu sentido bolsonariano, fascista e repressiva, fracassou. A instituição armada, por enquanto, recusa-se a arriscar aventuras. Não quer dizer que não possa ocorrer, mas o custo interno seria grande e imponderável. Eles sabem que as simpatias da população não são para ditaduras, mas por direitos, justiça social, rechaço à má política, à corrupção, aos desmandos e prepotência do regime. O uso da força que ela pede, são um recurso contra esta estrutura de governo corrupto, e não a repressão contra o povo. O risco para as viúvas da ditadura é que os militares, finalmente, entrem em cena para cumprirem um papel diverso daquele “programado”, tradicional: a violação da soberania nacional está na garganta dos militares mais conscientes, mais não dá para suportar. Petróleo, se sabe, é nervo sensível. Demoram? Sim, demoram, mas impulsionados e sensibilizados pelo povo, podem tomar posição nacionalista. Nunca esqueçamos da Revolução do Cravos de Portugal, é uma das hipóteses no jogo político atual no Brasil. A esquerda tem que tomar consciência disso, e não cair na armadilha de ir acusando os militares indiscriminadamente. É preciso chama-los a uma aliança cívico-militar para defender a Soberania Nacional e o Petróleo é do Brasil, como a frente proposta pelo senador Requião.

As elites estão por demais desmoralizadas. O último bastião, que parecia inalcançável, a mídia, parece desnorteada, seus chamados à desistência, sua tentativa de confundir as pessoas ocultando que a causa dos aumentos dos combustíveis não são os impostos, mas a política de livre mercado do petróleo e derivados, e mesmo a tentativa de ameaçar repressão, tudo isso está produzindo um efeito contrário, um boomerang contra a Globo, a Record, a Band, porta-vozes do terror, acuados, e que no momento cerram fileiras em torno das decisões do governo. Os caminhoneiros se apoderam das redes sociais, encontram apoio, saem do gueto, recebem solidariedade popular, alimentos, ducha em casa de particulares, todo tipo de apoio.

A greve dos petroleiros pode ser o golpe de graça contra este governo odiado. E representar o início de um novo ciclo de lutas, além de criar condições para que o processo eleitoral presidencial não seja abortado, como querem muitos. Mas sobretudo, coloca em evidência que o problema não é de um governo “corrupto” ou menos – sendo que para todos está claro que este é o mais corrupto da história republicana – mas AS POLÍTICAS NEOLIBERAIS SUICIDAS QUE LEVARAM A NAÇÃO À BEIRA DO ABISMO, a aplicação mais drástica do modelo privatista que o Brasil tenha conhecido, a começar pelo congelamento dos gastos sociais por décadas.

E este é um terreno onde a esquerda é imbatível. Não “colou” a acusação de que o PT arruinou o país, a Petrobrás: fica evidente que quem “arruína” é quem vende a preço de banana, quem desmancha, destrói as instalações, bloqueia a produção de derivados para importar. Era esse o impulso que faltava, e que os petroleiros colocam em evidência quando pela primeira vez na história, fazem uma greve PARA REDUZIR OS PREÇOS DOS PRODUTOS PARA O BEM DA POPULAÇÃO E EM SOLIDARIEDADE AOS CAMINHONEIROS, e não por interesses corporativos. É de uma transcendência enorme, uma greve POLÍTICA, como bem denuncia a direita, o governo, vendo que aí mora o perigo.

Este recuo dos petroleiros diante da pressão e criminalização do TST que ameaçou com multas pesadíssimas e prisão de seus dirigentes, não significou  uma derrota, mas, ao contrário como disse a direção da FUP tratou-se de um recuo com o objetivo de acumular forças e amadurecer as condições para uma GREVE GERAL, capaz de impor uma derrota nesta política de entrega do patrimônio público e acima de tudo da Petrobrás, empresa estratégica e responsável pelo desenvolvimento econômico, social e da nossa soberania. É da exploração desta nossa riqueza e da descoberta do Pré-Sal tão cobiçada pelas multinacionais estrangeiras, que no governo Lula e Dilma geraram-se milhares de empregos e outros milhares saíram da extrema pobreza. E no momento que finalizamos este editorial, acaba de renunciar Pedro Parente: uma vitória importante da luta dos caminhoneiros e petroleiros que promete seguir adiante.

Nas próximas horas e dias se verá. A resistência popular tem um custo, em sacrifício, desabastecimento, a economia nacional está de joelhos, os caminhoneiros, cansados. Mas a esquerda, os movimentos sociais, a Frente Brasil Popular, MST, PT, nacionalistas, rapidamente se organizaram e deram ao movimento dos caminhoneiros outro rumo, muito mais seguro, que certamente vai ajudar a recompor a fratura do passado, em que se deixaram manipular por interesses empresariais. POR ISSO É ESSENCIAL MANTER A CAMPANHA PELA LIBERDADE DE LULA, O ÚNICO DIRIGENTE QUE PODE RECONDUZIR O PAÍS À SOBERANIA NACIONAL E À DEMOCRACIA PARA A MAIORIA DO POVO.

Reergue-se o ORGULHO NACIONAL, o rechaço à condição de vira-latas a que este governo imundo e vassalo nos submeteu, e criam-se condições para uma reviravolta. Por isso é essencial apoiar este movimento até A VITÓRIA FINAL COM A DERRUBADA CONSISTENTE E DEFINITIVA DOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS, A SAÍDA E INSTAURAÇÃO DE PROCESSO CONTRA PEDRO PARENTE E SEUS MENTORES POR ENTREGUISMO, A DEFINITIVA DERROTA DA POLÍTICA DE PREÇOS FLUTUANTES, na perspectiva do REFERENDO REVOGATÓRIO de todas as medidas de concessão no campo do petróleo, pré-sal, benefícios fiscais, com a recompra de todas as ações e definitiva REESTATIZAÇÃO DA PETROBRÁS para o benefício do seu povo e da Nação como um todo.

TODO APOIO À GREVE DOS CAMINHONEIROS! TODO APOIO À HISTÓRICA GREVE DOS PETROLEIROS! O PETRÓLEO É DO BRASIL!

Comitê de Redação

1 de junho de 2018


Palavras-chave: caminhoneiros;greve dos petroleiros

{Acessos: 211}
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EDITORIAL:

Apoio incondicional à candidatura Haddad-Manuela e à coligação!
Pela composição mais ampla com todas as forças de esquerda, progressistas, nacionalistas e democráticas e dissidentes do regime ditatorial neoliberal e fascista! É preciso contar com as divergências do inimigo. É preciso emplacar Haddad no primeiro turno.
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