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A loucura imperial da guerra contra a Síria. Como impedí-la?
12 de setembro de 2013 Politica
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Manifestação em Damasco contra a invasão e a favor de Bashar Al-Asad

O que está por trás do Estado de loucura imperial na guerra contra a Síria? 

Pode a humanidade impedir outro ataque ilegítimo contra a Síria na Líbia?

Quiçá, respondendo a estas duas perguntas possamos deixar de ser expectadores, para sermos protagonistas e sujeitos da história e pôr um fim a um regime imperial, capitalista, que chega ao borde da sua crise global, econômica, social e política, buscando na guerra o seu último estertor de sobrevivência, juntando tudo, o máximo do desenvolvimento técnico-científico (para fins perversos e por ele mesmo criado), e seus sofisticados meios de falsificação comunicacional, com a prepotência imperialista e bárbara, contra a humanidade.

 

O cenário é de fim da linha, última parada desse sistema moribundo, baseado na propriedade privada, no egoísmo, na violência e na desigualdade social. Afeganistão, Kossovo, Iugoslávia, Iraque, Palestina, Líbia, e a ameaça contra Síria, são cenários permanentes de invasão e matança. Aí sim se lançaram bombas de uranio enriquecido, napalm, gás sarin, sob o silêncio da ONU. É certo que o berro de guerra de Barack Obama, tem a debilidade da hipocrisia, da incerteza de seus aliados governos burgueses da Europa frente à pressão de milhões de desempregados e “indignados”, às condenação do Parlamento britânico contra Cameron, à oposição do papa Francisco, ao firme “Não de 80% do povo norte-americano, às denúncias de veteranos da guerra do Iraque e Vietnã. Mas, sobretudo na fortaleza criada neste início de século, onde a bloco dos governos progressistas e revolucionários da América Latina, consolidou uma integração impulsionada pela Venezuela de Chávez (e seguida por Maduro), pela Cuba do resistente Fidel, Bolívia, Equador, Argentina, Brasil, Nicarágua, Uruguai, pelo bloco de Unasur, Alba e Celac, unidos ao círculo dos Países Não Alinhados, do Irã, do BRICs, dando um grande impulso a que a Rússia e a China recuperassem a consciência de que são historicamente Estados socialistas, levando-as a atuar como força militar e política decisiva para contra-restar o império capitalista e os EUA. Parafraseando a J. Posadas: “os impulsos podem vir de qualquer lado, mas as decisões se tomam em Moscou”.

 

Desde então, de 1991, quando caiu a URSS, houve um momento de depressão das direções e movimentos e partidos de esquerda mundiais, até o surgimento de um processo sui generis, um militar Hugo Chávez, na então desconhecida Venezuela, com seu projeto revolucionário bolivariano, socialista e internacionalista. Foi um renascimento planetário em cadeia, que determinou novas relações objetivas de forças mundiais. Mas, não completamente a tempo de que direções da esquerda, partidos comunistas e socialistas, recuperassem sua força politica, social, ou a decisão de constituir governos de esquerda na  Europa, que fossem capazes de romper com a dependência ao FMI, Banco Europeu, e às diversas bases da Otan em território europeu, e salvaguardar o Estado Revolucionário do Iraque e da Líbia de Kadaffi; que estendessem a revolução para contribuir a uma fortaleza mundial que impedisse golpes como a grande perda para a humanidade que foi a morte de Hugo Chávez. Agora trata-se de tomar consciência de que se aproximam momentos decisivos para a humanidade. O Pentágono e a Otan, há 10 anos fizeram planos de mudar o mapa do Oriente Médio, ocupar um a um países fontes de petróleo: Iraque, Líbia, Síria, Irã… e próximos da Rússia.

 

A direção revolucionária venezuelana preparou-se a dar consciência da etapa que se vive a si mesma e ao povo. A carta do presidente Maduro a Obama demonstra ao mundo de que lado está a paz e de que lado a guerra.  http://www.poderenlared.com/2013/09/02/lea-la-carta-por-la-paz-que-el-presidente-maduro-envio-a-obama/    E mais recentemente a mensagem de Putin ao povo norte-americano: http://www.nytimes.com/2013/09/12/opinion/putin-plea-for-caution-from-russia-on-syria.html?src=twr&_r=3&. São chamados a  que Obama tenha coragem de enfrentar os falcões internos, dos que dirigem o super-Pentágono e o bunker abaixo da Casa Branca, e dão ordens para a guerra. O Parlamento é uma farsa. Obama, do desmerecido “Nobel da Paz”, dos prometidos planos da saúde, no qual trabalhadores negros, hispanos e democratas depositaram alguma esperança, que recebeu das mãos de Hugo Chávez as “Veias abertas da América Latina”, ao virar a casaca agora e vestir a armadura do gladiador, não demonstra que perdeu a vergonha (porque já não tinha), mas perdeu a guerra interna, e está com a corda no pescoço, que ele fará tudo para não ser um novo Kennedy, demonstrando que o sistema capitalista irá inevitavelmente à guerra e seja quem seja o presidente, terá que servir a esse fim. Capitalismo e paz são incompatíveis. De onde partiram todas as guerras? Quem lançou a bomba sobre Hiroshima e Nagasaki, quem atacou o Vietnã? O presidente Maduro, nem Putin, nem os chineses, não se iludem quanto a isso. Medvedev cedeu, os chineses vacilaram no Conselho de Segurança da Onu frente à Líbia. Mas, Putin, ao assumir, declarou uma linha segura de enfrentamento. No G20 em San Petesburgo, ex-Leningrado, Putin, ex-KGB vai mais longe que Brejnev do velho PCUS, e num contexto decisivo de guerra mundial. Por isso, chamam à paz, buscando uma solução política, o CSU decide, mas dizem: “se os EUA intervém, nós estamos com a Síria, e vamos intervir”.   http://www.iranews.com.br/noticia/10788/ . Por isso, na Venezuela, estão mobilizados o Exército, a Marinha, as milícias, o chamado governo de rua, a união cívico-militar, frente a qualquer tentativa de golpe. E naves russas, anti-mísseis estiveram recentemente no mar do Caribe para ações conjuntas com a marinha venezuelana. Outro dia, na comemoração dos 203 anos da independência, no lago de Maracaibo (Zulia), desfilaram navios da marinha venezuelana, junto com uma fragata de bandeira cubana e outra brasileira. Muito significativo! A revolução bolivariana é pacífica, mas não desarmada”(H.C.). Aprenderam do golpe de Pinochet no Chile contra Allende, do qual se recordam agora 40 anos. Por ação norte-americana o Palácio de La Moneda foi bombardeado. O dirigente assassino da ELS, contra Bashar Al-Asad, chama despudoradamente aos EUA a bombardear a Síria, inclusive à casa presidencial, e se dispôs a liquidar pessoalmente a Asad.

 

O povo europeu, da Itália, Inglaterra, França, Bélgica, Espanha e Alemanha, tem uma função fundamental de retomar as manifestações contra as bases norte-americanas e da Otan em seu território, seguindo o exemplo dos centenas de milhares que saíram com bandeira síria no Yemen e na Síria. Agora mais do que nunca, para defender um povo irmão contra os ataques dos aviões que partirão dessas bases, Nápolis, Sigonella, Pisa na Itália em direção à Síria, Irã e seus aliados. Mas, sobretudo porque apoiar os planos de guerra dos governos europeus conservadores, significa o massacre econômico-social dos trabalhadores europeus. A guerra será um suicídio para Europa. Certamente opor-se a esse plano de guerra, significa dever impor governos de esquerda com projetos verdadeiramente socialistas. Não há mais campo para o reformismo.

 

Parte fundamental desta batalha para defender o governo e o povo sírio, é denunciar a guerra midiática, que é a que cria o primeiro terreno de operações e intervenção. Denunciar as mentiras veiculadas por vídeos fabricados por ONGs, e assumidos por Agências de Notícias, CNN, etc… As mortes montadas das crianças por gás sarin, como foi o vídeo que mostrou uma Praça Verde de Tripoli ocupada por “rebeldes” vitoriosos, produzido em Qatar, estimulando a rendição do povo pró-Kadaffi.   http://tijolaco.com.br/index.php/inspetora-da-onu-rebeldes-e-que-usaram-armas-quimicas/   Nas várias invasões da Otan se comprovaram invenções de imagens para justificar o ataque. Ninguém se esqueça da guerra do Kossovo, desencadeada com imagens repetidas centenas de vezes pela RAI e pela grande mídia europeia, de um suposto massacre promovido por Milossevic iugoslavo contra 44 civis. Após o desmembramento da Iugoslávia saiu à luz que era tudo falso; eram mortos de outros lugares em outro momento. Após a guerra contra o Iraque também, Collin Powel, que fez a palhaçada de agitar na ONU um tubo de ensaio, como suposta prova de arma química de Sadan Hussein, desmetiu, só depois do Iraque ocupado. Hoje, no caso da Síria é preciso desmascarar frente à grande mídia, a falsidade sobre o suposto ataque químico de 21 de agosto na Síria por parte do governo. É fora de qualquer lógica humana que ao estar já presente no país, uma comissão de investigação de armas químicas da ONU, a convite do próprio governo, este se ponha a atirar armas químicas contra seu próprio povo. A insistência de Obama em atacar, sem esperar resultados da Comissão demonstra o temor a que a verdade saia à luz. O governo e os russos já denunciaram que os autores foram os próprios rebeldes. O auto-atentado para justificar uma intervenção militar não teve prática mais atroz que a derrubada das torres gêmeas de Nova York em 11 de setembro. Em seguida atacaram o Afeganistão. Será que querem atacar a Síria também em 11 de setembro?   http://www.analisis365.com/2013/09/06/siria-nuevas-evidencias-revelan-falsedad-sobre-las-pruebas-de-armas-quimicas/

 

Dar audiência à Telesur é fundamental, já que a guerra midiática tirou do ar TVs iranianas como HispanTV e Press TV. Faz bem a Venezuela de ter construído 2 satélites com ajuda dos chineses; igualmente o Equador. O Brasil, vítima de espionagem da NSA norte-americana, não deve esperar por Obama: dever recuperar seu satélite entregue pelo FHC ao controle imperial. Retomar o controle satelitar da Amazônia completamente dominado pelos EUA. Dizer não aos militares norte-americanos que pretendem recuperar a base de Alcântara, onde já estiveram envolvidos na explosão que em 2003 levou à morte 22 cientistas e técnicos brasileiros. Inconcebível que depois da vinda do vice-presidente norte-americano, Joe Binden, o próprio governo colocou o projeto em pauta de votação. O império está de olho na Venezuela e depois, no Brasil. Há mais de 14 bases norte-americanas que circundam o nosso território. É momento de aprofundar a luta pela soberania nacional. A luta pelo pré-sal e o não aos leilões do petróleo são estratégicos. Snowden informou sobre a espionagem gringa na Petrobrás e Dilma quer fazer o leilão mesmo assim? O Ministro da PDVSA na Venezuela acaba de denunciar todo o plano de sabotagem numa das principais refinarias de petróleo. São metas para golpes de estado.  A nossa solidariedade com a Síria, significa aplaudir a decidida posição da presidenta Dilma no G20, contra qualquer intervenção militar naquele país, defender-se da espionagem, mas salvaguardando a soberania nacional sobre todas as fontes de energia, minerais, petróleo, água e florestas, com mobilização social e estratégia cívico-militar. É essencial estabelecer maiores laços entre os movimentos sociais, partidos e governos progressistas e de esquerda do mundo por uma Frente Única Anti-imperilista Mundial.

 

Os Editores

8/9/13)

 

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