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A provocação anglo-americana contra o Irã
16 de abril de 2007 Edições Anteriores Politica
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O “Sunday Times” de 8 de abril de 2007 fez comentários a propósito dos 15 marinheiros libertados recentemente pelo Iră e por Ahmadinejad: “Este fanático religioso psicopático  [..] venceu Blair na arena das relaçőes públicas globais”.  Os setores burgueses que fazem esta declaraçăo săo restritos, mas controlam a guerra e a mídia, e estăo furiosos.  Desta vez, a provocaçăo fracassou e gerou  um desconcerto público.

Quando os 15 estavam por aterrissar, os jornais da tarde lançaram manchetes de denúncia por “ingeręncias estrangeiras no Iraque”, e quase acusaram o Iră de haver matado quatro soldados ingleses no Iraque. Mas, a populaçăo já năo acredita neles. É de público conhecimento que o imperialismo anglo-americano prepara há 4 anos a “Operaçăo Iră Livre” com 45 mísseis de porta-aviőes e bases militares.  Mas, o general militar russo, Leonid Ivashov, os advertiu para năo usá-los contra o Iră.

Famílias de soldados ingleses mortos no Iraque formaram o Military Families Against the War (Famílias militares contra a guerra) junto ŕs famílias americanas. Quando os 15 voltaram, a Marinha lhes permitiu vender caro suas histórias ŕ imprensa. Os comandantes pensavam diminuir desta forma a revolta das famílias contra uma utilizaçăo provocatória desconhecida pelos marinheiros ou para a qual năo tinham armas adequadas.  Como parte desta grande crise social, o governo restabeleceu há pouco a censura ŕ imprensa, por temor ao que poderia sair.

Blair năo tem pleno controle da situaçăo. Há muita contestaçăo ŕ sua política de guerra, como o movimento Stop the War que insiste que Iră năo seja atacado. Uma outra expressăo disso, é o militante pacifista, Brian, que construiu uma tenda contra a guerra em frente ao parlamento em 2003, e se mantém até hoje, contando com o apoio da populaçăo que lhe traz comida; participa dos atos, intervém. A polícia veio muitas vezes de noite para retirá-lo, mas os amigos chamaram a imprensa para impedir qualquer açăo

Nas igrejas também há uma crise. O bispo protestante de Rochester, Michael Nazir-Ali, declarou que “os iranianos atuam dentro de uma tradiçăo espiritual e moral que falta na Inglaterra”. O bispo católico das Forças Armadas Britânicas, Tom Burns, chamou a “um ato de clemęncia de acordo com os preceitos religiosos”. O bispo de Salisbury, David Stancliffe, opina que a Inglaterra “tem perdido autoridade”, e agregou que “lamentava a guerra no Iraque”.  A resistęncia no Iraque é enorme e determina esta crise. Um milhăo de iraquianos se mobilizaram e disseram  “go home” aos invasores em Najaf.

Durante a detençăo dos 15 marinheiros no Iră, a rádio e TV inglesa năo fizeram nenhuma referęncia a “reféns”; somente Bush falou nisso. Falaram de “detidos”, e se calaram; sentem que as massas entenderam o seu jogo e que estăo contra. É evidente que estourou uma crise entre a Marinha, o Exército e o Governo, e contra Bush. Porém, o imperialismo continua no seu propósito assassino de atacar o Iră, com o falso pretexto da produçăo da energia nuclear iraniana. Esse é um direito de soberania energética do Iră. Mas, a Marinha americana tem feito constantes exercitaçőes no Golfo Pérsico. A debilidade das direçőes sociais democráticas na Europa, contribuiu para a armaçăo de bases missilísticas contra o Oriente Médio e o bloco da ex-URSS. Os movimentos contra a guerra devem exigir o retiro imediato das tropas invasoras do Iraque, impedir a invasăo do Iră e a guerra que preparam contra a Russia, a China e a Coréia do Norte.

 

Da nossa correpondente em Londres

16-04-07


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