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A reorganização da OTAN: Uma nova máquina de guerra a serviço do sistema capitalista
01 de julho de 2009 Edições Anteriores
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A OTAN deveria ter desaparecido com o desmantelamento da União
Soviética, a desagregação dos países do Leste Europeu e a dissolução
do Pacto de Varsóvia, mas pelo contrário, os EUA trataram de dar-lhe
novos objetivos e tarefas: lutar contra o “terrorismo internacional”, a
criminalidade organizada, a pirataria, a degradação do meio ambiente,
as catástrofes naturais e estimular o transporte “humanitário” Mas, com
esta fachada de defesa e de segurança do planeta, a OTAN desenvolve uma
organização militar sob a direção dos EUA, onde os seus aliados são somente
executores, para definir perímetros e zonas de intervenção, sem o aval da
ONU para tais operações.

Em 1966, o general De Gaulle pôs claramente em evidência os interesses
contrários da OTAN em relação à independência e à soberania da França e
decidiu retirar todos os soldados franceses das estruturas que dependiam dos
EUA e desativar todas as instalações sobre o território francês. A partir daí
arrastaram e mudaram o comando da organização para a Bélgica.
Hoje, sob o disfarce de “solidariedade ocidental” e de “fortalecimento da
Europa”, Nicolas Sarkozy decide que a França deve reintegrar-se sob o
comando militar da OTAN e sustentar desta forma os interesses americanos.
Esta situação demonstra por um lado o fracasso da Europa, incapaz de pôr-
se de acordo para uma política comum de defesa, mas também a necessidade
do mundo capitalista, frente à sua crise econômica e, apesar dos interesses
divergentes, de unificar-se para enfrentar todo tipo de resistência popular e
toda forma de oposição e alternativa política.

A cúpula do G20 de 2 de abril em Londres mostrou a incapacidade do sistema
capitalista resolver seus problemas e a grande hipocrisia dos dirigentes dos
maiores países do mundo que, por um lado necessitam reanimar o sistema
com planos de salvação dos Bancos e dos grandes setores da economia e,
por outro, declaram que é preciso moralizar o próprio sistema, denunciam
os paraísos fiscais e querem levantar o segredo bancário que eles mesmos
instauraram utilizando amplamente suas leis sobre a circulação livre dos
capitais. Só na França, os Bancos que formam parte do plano de salvação do

governo têm todas as filiais implantadas nos paraísos fiscais, como também
os grandes grupos de automóvel ou do comércio.
O sistema capitalista trata de desencalhar-se usando o dinheiro das vítimas
de sua própria crise; e as ajudas públicas servem para aumentar os seus
lucros. São mais de 50 milhões de pessoas que se desempregaram durante o
ano 2009, segundo as estimativas, mas não ocorre na mente dos capitalistas
questionar os fundamentos deste sistema que privilegia alguns em detrimento
da maioria, atuando contra as maiores preocupações dos cidadãos: o direito
ao emprego e à justiça social. (…)

A ocupação militar do Iraque mostrou o fracasso da política americana, como
a ocupação militar do Afeganistão. O governo afegão é corrupto, dirigido por
uma poderosa rede de senhores da guerra e de barões do tráfico de droga. As
estratégias americanas que falam de talibãs moderados – o que é uma pura
invenção política, de acordo com especialistas eminentes, já que se trata de
uma organização paramilitar – teriam como objetivo fazer retornar ao poder
um setor sob as ordens dos norte-americanos com o fim de poder controlar
de novo a região. Mas, não fazem outra que provocar novos enfrentamentos,
novas guerras civis e lutas tribais, estendendo a dimensão dos conflitos ao
Paquistão e ao Irã.

Hoje, a França também se inscreve oficialmente na lógica de guerra dos EUA
reintegrando o comando da OTAN. A cidade de Estrasburgo foi colocada sob
alta vigilância e em estado de sítio para não incomodar a cúpula da OTAN
e as festividades do seu 60º aniversário. Havia tantos soldados e policiais
quanto os manifestantes vindos de todas as partes para dizer “Não à OTAN!
– Não à guerra!”. Mas, sob as redes da televisão nacional a desinformação
era total tratando de enfocar os quebra-quebras e os profissionais das
provocações que estavam em primeira fila, porque tinham que demonstrar
que os manifestantes do movimento pacifista eram criminosos e terroristas.

O OTAN é uma máquina de guerra contra os povos e as suas aspirações a
viver melhor. Para combatê-la é necessário a união de todas as forças
progressistas políticas e sindicais e cidadãs do mundo inteiro em torno a um
vasto movimento contra o sistema capitalista e a guerra que ele prepara,
para construir um outro mundo solidário que cubra as necessidades de todos
os seres humanos.


{Acessos: 96}
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