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A tragédia de Mariana: um crime anunciado
10 de novembro de 2015 Artigos
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A tragédia em Bento Rodrigues, Mariana, causada pelo rompimento das barragens do Fundão e de Santarém, da Samarco, terceirizada da Vale do Rio Doce, despejando 62 milhões de metros cúbicos de lama carregada de dejetos de minério e água, provocando 2 mortes confirmadas e 25 desaparecidos, destruindo quase uma inteira população (158 das 180 casas), ou qualquer cifra que nos possam anunciar, é, terminantemente, um crime anunciado do sistema capitalista onde a ganância e o lucro estão acima da defesa da vida humana e da natureza.

Dentro da lógica humana, era proibitivo que construíssem 2 barragens sobre um povoado, e previsível tal acidente. Dentro da lógica capitalista, este tipo de risco não é contabilizado. O Sindicato dos Trabalhadores da Mineração, junto com o governo  e sociedade devem exigir uma apuração rigorosa sobre as causas desta tragédia que deixou centenas de desabrigados e sabe-se lá quantos mortos. Os danos ambientais causados por estas indústrias de mineração são absurdamente incalculáveis, considerando também os efeitos nocivos desta lama química à saúde dos sobreviventes ao longo dos anos.  Elas operam sem nenhuma responsabilidade social, sem nenhuma preocupação com o equilíbrio ecológico e sobretudo com vidas humanas que ficam diariamente expostas a diversos tipos de resíduos tóxicos. Operam sim, voltadas para o lucro imediato que enchem os bolsos de seus donos. (Vejam nas matérias abaixo). Assim como estas mineradoras que funcionam clandestinamente! São imensas as áreas devastadas para a exploração de minérios sem nenhum controle por parte das autoridades.  Por ser uma atividade de alto risco ambiental e consequentemente danosa à sociedade, é que os governos, federal e local deveriam criar uma comissão de fiscalização rigorosa, séria, não só com a participação de agentes do governo, mas com a participação dos sindicatos e da comunidade. Que  seja debatida com a sociedade a criação de regras para a exploração deste tipo de atividade. Fica em questão, a terceirização, sobretudo, os mecanismos de negligência, de falta de controle social gerados pela privatização (das 41% de ações) da Vale do Rio Doce na era FHC. As barragens de Fundão e Santarém eram de responsabilidade da empresa Samarco, que tem 50% de suas ações nas mãos da Vale, uma das maiores mineradoras do mundo; a outra metade pertence à australiana BHP Billiton. A tragédia de Mariana reforça a reflexão da sociedade sobre a importância do papel do Estado nos sectores estratégicos da nação, não somente como um fator econômico de desenvolvimento, mas social, de possibilidade de maior controle da sociedade sobre as atividades das empresas quando estatais. A desestatização parcial da Vale, representou um retrocesso neste sentido.

Chamamos à mobilização com brigadas de solidariedade dos sindicatos, da CUT, MST, MAB, UNE, PT e movimentos sociais, junto com soldados do exército nas ações de organização dos refúgios e acolhidas aos desabrigados, e às ações preventivas de novos desastres na região de Mariana e adjacências. Tomemos os exemplos da união cívico-militar em 1973, na chamada Operação Dorrego, diante das inundações catastróficas na província de Buenos Aires; e em 2013 em La Plata, onde soldados e estudantes unidos acolheram famílias, crianças, refugiados das enchentes na Universidade de La Plata.

http://jornalggn.com.br/noticia/empresa-da-vale-cuida-da-cena-do-crime-exclui-imprensa-e-povo-por-laura-capriglione#content

http://cobertura.brasildefato.com.br/


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