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A vitória de Pirro de Temer no Congresso e as Caravanas de Lula
16 de novembro de 2017 Artigos Editorial
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Foto: Ricardo Stucker

 

Temer venceu no Congresso novamente. Sua sinistra tropa de choque, armada com todo o arsenal do fisiologismo e da máquina estatal, esmagou com facilidade e a golpes de distribuição de recursos públicos e favores, a oposição parlamentar. Mas não foram somente os mecanismos já conhecidos do rolo compressor do aparato político, há uma solidez ideológica nisso, com ingredientes de atuação sistemática de grupos poderosos, representantes de classe do setor agrário, industrial, financeiro, que apostam na continuidade das “reformas” e da trituração das conquistas sociais e da soberania nacional. Por isso já nem se preocupam com a dialética, com a oratória, submissamente declaram no microfone, para que toda a nação veja e escute,  “pela estabilidade econômica do país”, não precisam mais fazer homenagem à sogra, ao cachorro, à família. Tudo amalgamado por uma ideologia fascista, de extremismo religioso funcional aos interesses do imperialismo, e de revanchismo classista contra os que ousaram tentar mudar as estruturas sociais do Brasil nas últimas décadas. Sem excluir a atuação sistemática do Império em todas as esferas de poder, comprando e vendendo almas, principalmente no poder Judiciário, interessados em subjugar definitivamente a Nação Brasileira. A imprensa comercial monopolista completa o quadro.

 

Este bloco poderoso que foi se estruturando nas entranhas da aliança que sustentava o governo de aliança como PT, pegou a esquerda reformista e popular desprevenida e foi capaz de neutralizar o relativo intervalo democrático conquistado pelas massas desde a Constituinte de 88, produz, sobretudo na classe média, um terrível processo de embrutecimento político, com fenômenos de fascistização acelarados, jogando justamente com o desespero da quebra do otimismo, do progresso, dos avanços do Brasil Nação da era em que o PT pôde governar. Essa neutralização impediu e entorpeceu aos poucos a resistência ao Impeachment. Mas não apagou as brasas por debaixo das cinzas, como veremos.

 

Temer parecia o “golpista inviável” e que não duraria muito; as divergências e fissuras no seio dos golpistas logo apareceram, tal era o nível de comprometimento dos mesmos com os fatos de corrupção política a níveis de gangsterismo, mil vezes mais graves daqueles atribuíveis ao PT, impossíveis de esconder mesmo com a blindagem midiática do justicialismo unilateral da Lava Jato. Mas no frigir dos ovos, de fissuras se tratava. Não de rupturas sérias. As classes dominantes se recompactaram, cerraram as filas e resolveram tentar atropelar unidas a sociedade, saquear a Nação e vende-la a quem quiser comprar por menor preço. Esse aparente paradoxo se explica: a ideia de Nação e desenvolvimento nacional já não interessa à elite financeira e ao setor agroindustrial cosmopolita, como reconhece Dilma Roussef em sua última entrevista ao Brasil247. 

 

Entretanto, estão indo com muita sede ao pote, demasiada sede. A dancinha bufonesca do deputado Carlos Marun ao comemorar a derrota da oposição na Câmara e a blindagem do criminoso no poder é gasolina no fogo: além do roubo, o insulto. A casta parlamentar perdeu a noção de perigo, sente-se protegida pela caterva.  Mas há sintomas de que algo deu errado no projeto, e são cada vez mais frequentes. O fervilhar das redes sociais como elemento de resistência e comunicação de fatos ocultados pela grande mídia foi aos poucos superando o uso das mesmas redes como a principal arma de ataque da extrema direita que levou à manipulação e às manifestações de 2013, 2014, à tentativa de “revolução colorida”. A intensidade da “guerra das redes” não diminuiu, mas são tantas as contradições da direita, dos conservadores e dos fascistas que a enxurrada de fake news, posts agressivos e propaganda anticomunista acabaram por assustar até mesmo à classe média que se identificou como “coxinha” e que foi cúmplice da derrubada da Dilma. A própria realidade do entreguismo descarado e do ataque às conquistas sociais que no arrastão atinge os funcionários públicos, setores médios como os ligados ao comércio, aos serviços, conduz a desmascarar a direita, que não consegue se desmarcar da tão odiada “classe política” que alimentaram.

 

Mas e o povo trabalhador, real e verdadeiro, e os habitantes dos grotões, o que têm a dizer? Eis que Lula se lança às caravanas pelo Brasil, e recolhe um entusiasmo, um carinho popular e um apoio político de enormes proporções, dadas as condições de linchamento midiático a que tem sido submetido nos últimos anos. O Brasil profundo dos trabalhadores, dos homens e mulheres do campo, das regiões interioranas, desce às praças e estradas espontaneamente para abraçar e festejar o seu verdadeiro e único presidente. A todos Lula passa uma mensagem de otimismo e de que é possível retomar o sonho de transformar o país. Contata-se e se mede a profundidade das conquistas dos governos petistas que se tenta cancelar. Erro crasso das elites, querer apagar o inapagável. O falso lema da “corrupção” cai por terra. Lula aparece como incontestável candidato a voltar a governar o país. Moro aparece em decadência nas pesquisas de opinião. Seus malfeitos e os de toda a equipe de promotores da Lava Jato vão sendo desmascarados pelos fatos e pela impotência em incriminar Lula.

 

Mas não só, já logo após o golpe surgiram fenômenos como a Frente Brasil Popular, Povo sem Medo, a Frente Parlamentar Nacionalista, reações em vários setores intelectuais, na magistratura, e com certeza no âmbito militar, contra a demolição das conquistas sociais, os ataques à soberania nacional, o justicialismo reacionário e parcial. As redes sociais fervem de debates, propostas, e aumenta a convicção que a este processo golpista haverá a justa resposta, com a revogação de todas as suas leis, de todos os seus desmandos. Um novo governo popular já nascerá com a certeza de que é preciso retomar todas as conquistas e ir muito mais adiante, porque ficou provado que não haverá outra oportunidade e que as classes dominantes jamais aceitarão pacifica e democraticamente as transformações sociais. Lula e Dilma, em sintonia com o senador Requião e vários setores progressistas, assumem abertamente a bandeira do referendo revogatório das medidas reacionárias e da Constituinte.

 

A questão agora é: Temer vai tentar governar até as próximas eleições. As elites tentarão manter a frente unida para retomar as “reformas”, atacar mais ainda os interesses nacionais e da sociedade brasileira, e criminalizar a oposição, sendo seu objetivo maior afastar Lula da contenda ou destruir tanto a sua imagem a ponto de inviabilizá-lo. Tarefa que desde já está se demonstrando contraproducente.

 

Isso não significa o falso otimismo de achar que a retomada do governo popular será inexorável, longe disso. Os inimigos do povo brasileiro ainda dispõem de armas potentes. Porém há um dado novo, recente, inquestionável, que a última caravana de Lula por Minas Gerais coloca em evidência: formas de manifestação, resistência, participação de massas estão crescendo em todos lados. Isso se pode ver na ocupação do MTST em São Paulo, nas constantes manifestações por todo o país contra a consolidação da destruição da CLT, contra a nova ofensiva dos aliados de Temer para impor a reforma da Previdência. A amarga escola da derrota está formando os novos alunos da luta, do combate, de que não há progresso sem luta, sem programa de transformações profundo, como está ensinando a Constituinte popular da Venezuela, que vai dar novas bases institucionais a um processo de transformações revolucionárias, neutralizando a conspiração fascista. E que estas conquistas se fazem com a participação de milhões, que UM GOVERNO POPULAR JAMAIS DEVE BAIXAR A GUARDA E DEPENDER DE ALIANÇAS TRANSITÓRIAS, PARLAMENTARES OU DE APARATO, E MANTER VÍNCULOS PROFUNDOS E CANAIS ABERTOS COM A POPULAÇÃO TRABALHADORA, PARA QUE ESTA TENHA CONDIÇÃO DE DEFENDER SUAS CONQUISTAS.

 

A TAREFA ENTÃO É DEFENDER INCONDICIONALMENTE LULA E O PROCESSO DEMOCRÁTICO, derrotar qualquer tentativa de golpe no golpe, marcar cada conquista, cada passo para resistir contra os ataques do justicialismo reacionário, construir redes, comunicação, alianças populares, preparar-se para a vitória eleitoral de Lula sem baixar a guarda das armadilhas dos golpistas, FORMAR UMA PODEROSA FRENTE DE ESQUERDA, POPULAR E NACIONALISTA, PARA RECONQUISTAR O GOVERNO, CONVOCAR A CONSTITUINTE E REVOGAR TODAS AS MEDIDAS DE CUNHO REACIONÁRIO APROVADAS PELO GOVERNO DO PESADELO TEMER.

 


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