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Ahmadinejad e a ALBA
20 de fevereiro de 2012 Artigos Edições Anteriores Notícias Politica
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A turbulência iraniana continua ainda à flor da pele, mas a sua violenta carga de energia explosiva é visível nas duas viagens atuais e contrapostas: a do dirigentemáximo do governo revolucionário Ahmadinejad ao Estado Operário cubano e aos Estados Revo-lucionários da ALBA (Venezuela, Equador, Nicarágua); e do outro lado, a viagem do reacionário Ali Larijani, capo do parlamento iraniano, à Turquia, justamente no momento em que ocorreu o assassinato de outro cientistanuclear, e quando o Estreito de Hormuz se transformava no centro das tensões militares entre o Irã e o imperialismo, quando este tenta estrangular a revoluçãoiraniana impondo o embargo petroleiro. A presença dos navios militares russos nas águas e no Porto sírio demonstra que o centro da tensão no Oriente Médio ésem dúvida a Síria; o imperialismo se apressa em prosseguir com os planos contrarrevolucionários iniciados com a destruição do Estado popular líbio.

A rápida viagem de Ahmadinejad, enquanto prepara também militarmente a frente antiimperialista e revolucionária, amplia a luta interna contra as tentativasreacionárias em escala internacional, importando, por sua vez, a qualidade e o prestígio dos processos, Estados, gover-nos e dirigentes revolucionários comoChávez, Fidel, Correa ou Ortega.                 Esse giro ocorre no âmbito do o aniversário dos 33 anos da revolução islâmica, e das eleições parlamentares – umadas mais decisivas na história da revolução e da luta pelas transformações anticapitalistas no Irã. A viagem de Ali Larijani tem também seu peso e suas contradições.Erdogan, o primeiro ministro da Turquia, membro da Otan, tenta derrubar o governo de Assad na Síria, intervém junto aos emissários americanos em apoio a Tariq al Hashemi, ex-vice do primeiro ministro iraquiano, acusado de haver colaborado com o terrorismo de estado e ameaçado debaixo do pano ao governo iraniano.Mas, a Turquia não é somente o seu governo e muito em breve não será Erdogan a decidir os seus destinos.

As intervenções incessantes das massas num pequeno país como o Bahrein, sede da V Frota Naval dos EUA, estão revelando o verdadeiro caráter dosreacionários que até hoje fingiram de ser verdadeiros islâmicos, nacionalistas ou re-volucionários no Irã, como no Oriente Médio, ou nos Emirados do Qatar com asua emissora Aljazeerah, que até a guerra contra a Líba parecia ser amigo do governo iraniano.

Isto sucede em todos os países como no Egito e sobretudo no Irã onde o peso do processo contraditório da revolução no Oriente Médio incide e estimula a intervirna formação das novas direções revolucionárias antiimperialistas e anti-capitalistas. A viagem de Ahmadinejad à Venezuela e ao Equador de Rafael Correademonstra uma clara vontade e possibilidade de separar-se das pressões, recatos internos e tirar de cima o peso asfixiante das burguesias reacionárias mafiosas,contrabandistas e parasitárias representadas por Rafsanjani e os que estão por trás do golpe de veludo verde de 2009. Em menos de um ano o Irã passou do perigode um golpe de estado sutil que obrigou Ahmadinejad a desaparecer de circulação por 11 dias em abril, à sua viagem aos países do ALBA e a discutir por 3 horascom Fidel Castro preparando planos para os próximos passos.

Ahmadinejad, o dirigente revolucionário iraniano transporta consigo a força da revolução iraniana e do Oriente Médio aos países latino-americanos e retransporta oprestígio do Estado operário cubano e dos Estados revolucionários da América Latina e das suas idéias de transformação revolucionária no meio da turbulência eformação de novas direções revolucionárias do Oriente Médio.

Há poucas semanas, uma importante comissão parlamentar apresentou um relatório de 700 páginas sobre tudo o que ocorreu nos bastidores da contrar-revoluçãode veludo de 2 anos atrás com tantos personagens importantes comprometidos com o ambiente imperialista, desde Khatami, Mussavi até Mehdi HashemiRafsanjani. Apesar de que a sua leitura foi interrompida, ele exis-te e funciona como detonante e obriga também o poder Judiciário a se posicionar, ou a se dividir;estará diante de uma encruzilhada e terá que intervir.

A viagem de Ahmadinejad realizada a contragosto da oposição interna no Irã, bem como da direita na Venezuela, não foi um salto mortal e nem tem pernas curtas. A sua velocidade não expressa debilidade, mas ao contrário, uma grande decisão da direção revolucionária e de Ali Khamenei numa situação efervescente, sempossibilidade de postergação, nem de espera, sem se submeter ao recato de vários “caciques” de aiatolás reacionários ou dos aparatos parasitas e de todo omecanismo de corrupção do passado e do presente. Os prazos se encurtam e se impõem. Após as eleições parlamentares resta somente um ano e meio para oexecutivo terminar projetos iniciais e incompletos, seja pela lentidão das intervenções, seja pelas sabotagens do parlamento e dos aparatos financeiros, bancos,previdência social, bazar e da magistratura, etc… Dito isto, significa esperar muitas novidades que significarão limpeza, seleção e saltos na direção dastransformações sociais, mas que não serão absolutamente indolores. Há de se prever que a reação intervirá com toda sua força para se vingar e criar maiores danospossíveis.

A prevalência de forças internas com apoio militar, na aeronáutica e na marinha, alinhadas com a firmeza antiimperialista de Ahmadinejad se expressou na decisão decapturar, em dezembro, um avião espião não tripulado dos EUA, tipo drone, que invadiu ilegalmente o espaço aéreo iraniano. O Pentágono não calculou que em 33anos de soberania tecnológica o Irã fosse capaz de semelhante proeza. Essa atitude firme do Irã, soma-se ao apoio à posição da Rússia e da China contrária àvotação na ONU contra o governo sírio, numa clara sinalização aos setores internos,  que demonstraram ambiguidade frente à questão líbia, reconhecendo o CNT,enquanto Ahmadinejad condenava a atuação da OTAN. O não envio de petróleo para a França e a Inglaterra reflete que sem um disparo de armas, o Irã acelerasua força antiimperialista na região, e organiza-se internamente para a irreversibilidade deste processo.

O ataque à Líbia, que teve , entre outras coisas, o objetivo de separar e de isolar o Irã dos seus aliados estratégicos na América Latina, como já ocorreu em relaçãoà Russia, para fazer vencer os amigos oportunistas e conciliadores da Otan, agora, se transforma no seu contrário, com possibilidades de um salto de qualidade nasdecisões indispensáveis para as transformações socialistas e para organizar a Frente Única Antiimperialista mundial.

20 de fevereiro de 2012


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