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Almirante Othon diz que a sua prisão interessa ao sistema internacional
27 de outubro de 2017 Batalha de Ideias Notícias
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https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/323590/Almirante-Othon-minha-pris%C3%A3o-interessa-ao-sistema-internacional.htm

247 - Em sua primeira entrevista após a Lava Jato, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, responsável pelo programa nuclear brasileiro, falou à Carta Capital e afirmou que é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43 anos de prisão pelos supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa nas obras de construção da usina nuclear de Angra 3. Segundo ele, sua condenação interessa sobretudo "ao sistema internacional preocupado com o fortalecimento de um dos países integrantes dos BRICS. Os brasileiros transnacionais, muito provavelmente, ficaram satisfeitos com o meu processo e a minha saída do cenário".

Segundo o almirante, os "brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham nascido neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em particular dos Estados Unidos. Não dão importância aos grandes problemas e desafios nacionais, não se preocupam em resolvê-los e, às vezes, em proveito próprio, não se importam em agravá- los. Minha condenação interessa ao sistema internacional contrário aos BRICS", afirma.

Responsável por uma das mais bem sucedidas experiências mundiais "na viabilização, com tecnologia nacional, do enriquecimento isotópico de urânio e de todas as demais etapas do ciclo do combustível nuclear" e no desenvolvimento e instalação nuclear para submarinos, incluindo a fabricação, no Brasil, de todos os equipamentos e componentes necessários" Othon também gerenciou "a definição do mais moderno programa de construção de centrais nucleares e armazenamento de rejeitos".

"Esse programa provocou grande impacto no cenário internacional. Uma evidência disso é o fato de eu ter recebido, em um mesmo dia, na sede da Eletronuclear, as visitas do subsecretário de Energia dos Estados Unidos e do ex-primeiro-ministro da Rússia e presidente da empresa estatal de energia atômica Rosatom, Sergey Kiriyenko", destacou.

 

 

Leia também:

Artigo publicado no site do Jornal Brasil Popular

 

A libertação do Almirante Othon e a independência tecnologia brasileira

Por Beto Almeida

Embora tardia, merece ser comemorada a libertação do Almirante Othon Pinheiro, ex-presidente da Eletronuclear e o mais importante cientista nuclear do Brasil, que deve a ele o desenvolvimento de tecnologias capazes de dotar o país de submarinos movidos a propulsão nuclear.

Qualquer país com a riqueza que o Brasil possui em sua plataforma marítima, como é o caso das imensas reservas de petróleo pré-sal, tem por obrigação desenvolver uma capacidade de defesa à altura dessas riquezas para garantir a soberania sobre elas.

O Almirante Othon – sempre espionado pela CIA – foi condenado sem provas e, aos 78 anos, a uma descabida pena de 43 anos de prisão. Certamente uma condenação política: culpado de defender o Brasil e o povo brasileiro.

A existência de cientistas militares como o Almirante, bem como aqueles que construíram o Programa Espacial Brasileiro e muitos outros programas visando dar ao Brasil independência tecnológica e capacidade soberana num mundo convulsionado e marcado pelo intervencionismo militar de grandes potências imperiais, indicam a necessidade de as forças progressistas e democráticas desenvolverem um diálogo nacional que inclua os militares num projeto democrático e soberano de Nação. 

Essa linha de desenvolvimento – oposta aos interesses dos EUA – já está formulada na Estratégica Nacional de Defesa, aprovada e implementada durante o Governo Lula, quando o orçamento militar recebeu reforço e os programas essenciais, como o do Submarino Nuclear e a Indústria Naval, foram firmemente apoiados.

http://brpopular.com.br/interna?id=5f568f7d-7321-416e-9ce8-80e2523f4448


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