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Apoio incondicional a Lula da Silva!
13 de julho de 2017 Editorial Politica
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APOIO INCONDICIONAL A LULA!

 

Lula: Só o povo brasileiro pode decretar o meu fim

 

Chamamos à mobilização total dos trabalhadores, dos sindicatos, da militância do PT e dos movimentos sociais, do MST, das mulheres, dos estudantes,  de todos os partidos políticos progressistas e de esquerda,  dos militares nacionalistas, dos movimentos religiosos, contra a condenação arbitrária e criminosa de Lula, e o assassinato da CLT.

 

“O Brasil está de luto com a morte da CLT”. São palavras da presidenta constitucional Dilma Rousseff que resumem o sentimento de amargura da maioria do povo e dos trabalhadores do país que, das mãos de Vargas, consolidaram com luta e suor, durante 74 anos, as leis que asseguravam seus direitos e o dignificaram. A CLT morre com o voto cínico, frio e calculado de um Congresso de maioria de bandidos, corruptos, oligarcas, banqueiros e assassinos da democracia e uma canetada cínica de um pequeno ditador, acusado de crimes graves, e com o maior índice de rejeição da História.

Apesar da valente atuação das senadoras da senadoras do PT ocupando a mesa do Senado – que já estão ameaçadas de punição pelo Conselho de “Ética” (o mesmo que absolveu Aécio Neves) – e da bancada de oposição, os discursos soavam mais como uma tentativa de sensibilizar monstros. Gente indiferente para com as classes populares, verdadeiros zumbis. Representantes da classe mais alta, insensíveis, sem coração nem alma, aos quais fez um comovido apelo o Senador Paim. Governistas, golpistas que riam e passeavam. Não falavam, não por vergonha, que não têm, mas porque desprezavam o debate, cumpriam a ordem, compactos. Unidos pelo interesse de classe. É o comportamento das classes no século 21, ligadas às altas finanças, dispostas a arruinar o mundo numa guerra nuclear, porque não têm noção de humanidade. No caso do Brasil, é uma visão colonial, de Casa Grande, descrita por Gilberto Freire, de costumes aristocráticos dos quais ainda não conseguimos nos livrar, de aceitação do abismo social entre seres "brancos e evoluídos" e as reminiscências da escravidão. O apagão de luz e do microfone acionado pelo presidente do Senado (PMDB), a agressão policial, ao senador Requião, foram atos fascistas de atentado à democracia, uma tentativa de calar os trabalhadores representados pelo último bastião de uma decente minoria parlamentar.  Esta votação refletiu a solidão da esquerda parlamentar, a desconexão informativa do povo, e a ausência do poder de decisão das ruas, das fábricas, dos bairros. A CLT foi pisoteada à revelia do povo!

Para completar o jogo e fechar o círculo do ataque golpista midiático-judicial-parlamentar, que derrubou Dilma Presidenta, e a CLT, o “Juiz” Moro ousa condenar o Lula a 9 anos de prisão. E a campanha midiática de terror contra ele e a esquerda aumenta o tom, numa torcida insana, mas muito bem programada.

Em parte, o momento foi escolhido: fala-se da condenação a Lula, e esquece-se a sanção do fim da CLT.

 

O enterro da CLT no Senado

É uma nova tentativa de destruir o candidato com as melhores projeções nas pesquisas que indicam que será o grande vencedor das eleições de 2018. Há tempos, desde os primeiros ataques ao “Mensalão”,  quando Gushiken e José Dirceu falaram em distribuição da verba publicitária, tocando no poder da grande mídia (como se na Argentina se quisesse desafiar o latifúndio midiático do grupo Clarin), o principal alvo do poder hegemônico passou a ser Lula e o PT.

Mais ainda agora, que é um Lula que ninguém segura, que cobra justiça pela sua dignidade e de um povo excluído, que já iniciou a caravana revolucionária pelo país, tocando chão e massas, voltando às origens, ao nordeste, aos sindicatos, aos camponeses e trabalhadores; decidido, dando entrevistas inéditas, históricas, de autocrítica e de revisão política, o que deixa o poder hegemônico preocupado.

Um Lula que diz na entrevista à Revista Nordeste: “O único medo que eu tenho é de mentir para aqueles que confiam em mim. O meu compromisso com a verdade, de não fazer nada que possa trair o sentimento daqueles que confiam em mim, sobretudo das pessoas mais humildes deste país é tão grande, que eu estou disposto a viajar mais do que nunca; no Nordeste, todos os estados, dando entrevistas, para levantar a moral do povo. Não existe espaço para a gente ficar de cabeça baixa”. (https://www.youtube.com/watch?v=6xxAMJLhs38)

Este é o Lula que pode voltar.  Um Lula que ao passar dirigindo um PT com 13 anos de governo deste país, derrubado por um golpe de estado (impeachment da Dilma), fortaleceu-se e aprendeu muitas lições. E que entre outras, reconheceu a falha na insuficiente política comunicacional anterior, que põem na ordem do dia conquistar a “Regulação da Mídia”, e desde já usar TVs, rádios comunitárias, revistas, jornais populares para reconquistar o projeto de nação soberana destruído.  Preme uma situação conjuntural mundial ameaçada por um tsunami reacionário em toda América Latina (veja-se Venezuela, Argentina e Brasil), com a voracidade destrutiva de um capitalismo mundial agonizante, que põe um limite ao reformismo, e obriga às lideranças dos governos progressistas e de esquerda, a uma revisão, a dar um salto rápido de Estados reformistas a Estados Revolucionários, ou de Estados Revolucionários mais avançados (como é a disjuntiva da Venezuela neste momento) a Estados operários (como Cuba). Tarefas que não se realizaram a tempo, na Argentina kirchnerista e no Brasil sob o governo do PT, antes que a oligarquia e o monopólio financeiro se armassem.

O salto qualitativo teria implicado num fortalecimento independente do poder popular, das organizações sociais e sindicatos, uma maior participação no controle social do Estado, o reforço e garantia da Soberania Nacional, a articulação com a ala progressista das Forças Armadas, uma luta ideológica que pudesse unir as conquistas sociais à consciência de que o regime capitalista e oligopolístico brasileiro um dia tentaria por limites à redenção dos mais pobres.

 

Chávez e a revolucão bolivariana

Nisso a Venezuela avançou mais, prevendo vínculos constitucionais com a organização popular, inclusive armada para prevenir golpes,  criando instrumentos midiáticos populares, construindo consciência política, e agora a realização de uma Assembleia Constituinte popular, que pode consolidar o processo revolucionário sobre novas bases, o que explica a ferocidade do ataques do imperialismo e das oligarquias internas, mas também a capacidade de resistência a este feroz ataque. Na discussão, compreensão e solidariedade com a Revolução Bolivariana está também a sobrevivência da democracia no Brasil. Na Venezuela, como no Brasil, conquistas de recentes 15 anos de governo progressista e de décadas de lutas e sacrifício, são destroçadas por um simples golpe parlamentar-midiático-judicial, sem que haja possibilidade de reação senão a expectativa de uma eleição que está longe de estar assegurada. Um retrocesso na Venezuela estará acompanhado com um banho de sangue que vai superar o das ditaduras chilena e argentina, não há que se ter dúvida.

Não foram suficientes as ações para criar e fortalecer a Unasur, a Alba, a adesão do Brasil aos Brics, o fortalecimento do Mercosul, a proposta de uma aliança militar do Sul. Lula, com Chávez e Néstor/Cristina Kirchner foram impulsionadores desta grande unidade, e por isso mesmo o Império reagiu, inicialmente pelas beiradas com o Golpe contra Lugo no Paraguai e depois contra Zelaya em Honduras, que foram os balões de ensaio dos golpes parlamentares e das “revoluções coloridas” no continente. O Império retomou o controle do Mercosul, e agora da OEA, para combater os governos progressistas.

As burguesias latino-americanas, apêndices colonizadas do Imperialismo, atuam com profundo ódio de classe contra esse processo de ascensão social dos mais pobres. É esta realidade objetiva que reabilita o conceito de “classe oprimida” contra “classe opressora”, bastante mascarada pela ideia de que seria um fato positivo que os pobres se tornassem “classe média” como tanto se discutiu no Brasil nos últimos tempos. Vê-se claramente que é um falso piso, a elevação da condição material dos pobres jamais poderia ter mascarado a sua condição de “produtores de riquezas”, pilar portanto das relações sociais e econômicas, confundindo-os com as classes dominantes, opressoras e apropriadoras da riqueza produzida.

Falar em "luta de classes" há algum tempo no Brasil no período de avanços progressistas podia parecer radicalismo de manual. Agora a esquerda está falando, a partir da demolição da CLT até em abolição da “Lei Áurea”, sinalizando que retrocedemos à opressão de classe do século XVIII. São horas em que temos que ver a substância das coisas, como Marx as viu, como Lênin, Trotsky e J. Posadas as viram, “classe é classe”.

Essa era de governos progressistas conduziu as vanguardas políticas a tentar sobreviver no mundo da tática e dos taticismos, o que as levou a esticar a corda da aliança com as burguesias, por demasiado tempo,  e delas hoje são as vítimas, sem poder ter controle algum sobre o processo. As alianças táticas, eleitorais são necessárias, mas até a esquina. Até lá é preciso construir forças para a ruptura transformadora, senão, se sucumbe. Passou-se da esquina. 

Isso não significa que não teremos que fazer alianças no futuro, ao contrário: as enormes derrotas que está sofrendo a esquerda a colocam numa correlação de forças ainda mais frágil, fora dos governos, das instituições, dos meios de comunicação com as amplas massas trabalhadoras. Ninguém em sã consciência entrevê para agora uma revolução popular generalizada para derrubar os golpistas e canalhas que se apoderaram do governo e das instituições. Daí todos apostarem nas eleições de 2018, como única possibilidade de revanche, e, pelo que se vê na condenação de Lula, uma hipótese ainda distante. Mas nem mesmo a candidatura de Lula poderia prescindir de alianças com setores que hoje dissentem do assalto ao poder pelos setores mais poderosos e reacionários.

Em entrevista à rádio Arapuã da Paraíba, Lula diz: “A construção de uma aliança política vai depender de se fazer um programa para recuperar a economia brasileira. É muito difícil a gente imaginar hoje que possa ser feita uma aliança política como a que foi feita em 2010. Mas, é muito complicado também você imaginar que um partido sozinho tenha força para ganhar as eleições. Obviamente que eu sonho em construir um bloco de esquerda, progressista com o PSB [...], com o PDT, PCdoB, com outros partidos de esquerda, e com personalidades dignas que existem nos outros partidos políticos”.  Neste raciocínio, provavelmente se inclui o senador Requião, ou elementos mais progressistas do PMDB. Ao mesmo tempo, se evidencia por todos os atos que Lula se aproxima muito do MST, e estimula os movimentos de base da Frente Brasil Sem Medo, e da Frente Brasil Popular. Não é casual que Lula diz: “Não vou voltar para fazer o mesmo, mas para fazer melhor”. ..... “O dado concreto é o seguinte: você tem que saber de que lado você está, você tem que saber para quem você vai governar, porque senão você vai governar para quem é rico”. Lula sinaliza uma aliança com uma qualidade maior, embora esse seja no momento um desafio totalmente indecifrável, em que não podemos nos dar ao luxo de esnobar sequer as fraturas na frente dos canalhas, canalhas, canalhas. (https://www.youtube.com/watch?v=EyMrju0DO_8)

O surgimento de uma aliança popular mais ampla que o PT e que incorpore todos os movimentos sociais mais combativos, os sindicatos, os brizolistas, nacionalistas, todos os movimentos progressistas está na ordem do dia, mas seria ilusório imaginar de vencer as eleições de 2018 e constituir uma maioria parlamentar progressista sem enormes batalhas populares. É preciso considerar quais serão os próximos passos do inimigo, e eles podem ser vistos na retomada da campanha contra Lula a partir da condenação do “Juiz” Moro.

O massacre a sangue frio recente,  a verdadeira execução de onze sem-terras no Pará, mostra a crueldade da cara da elite dominante. Porque tem mandante. "Prenderam" os policiais, os agentes. Mas os mandantes.... nunca se saberá. E são os mesmos da Câmara e do Senado. O mesmo tipo de gente. A casa grande e seus feitores.... Subordinar-se à "tática" com essa gente fica difícil.

Por isso é preciso construir esta enorme aliança popular e social, contra estes coronéis do parlamento. É um desafio para as esquerdas como romper com os currais eleitorais que ainda funcionam. E não será diferente desta vez, mesmo que o povo recoloque o Lula lá. Senado e Câmara poderiam não mudar substancialmente, tornando o país ingovernável.

O cenário lúgubre da batalha na defesa da CLT  no Senado foi um retrato preocupante da luta árdua a se levar. A elite ainda tem raízes profundas na Casagrande e o povo ainda carrega marcas de submissão a esta elite. Não teve tempo, nem condições, de perceber o que está subjacente à demolição da CLT. O bombardeio midiático unilateral e mentiroso é uma parte do problema. Outra questão é a necessidade de uma profunda revisão do papel dos sindicatos, principalmente frente à supressão do imposto sindical, que empurra os sindicatos para assumir novamente uma postura de classe, de combate, de propor transformações sociais, em lugar de simplesmente intermediar negociações com os patrões. O outro, é a mudança da cultura de consumo como expressão de “ascensão social” a prescindir do pertencimento a uma classe produtora, e é um debate que a esquerda ainda deve à população trabalhadora.

As massas populares poderão manifestar a oposição no voto? Sim e não. Se voto houver em 2018. Haverá mudanças. Mas os filtros eleitorais, já os conhecemos. Mentiras serão reeditadas e jogadas na grande mídia. Se armará a guerra nas redes sociais. E a maioria do povo fora do circuito. Já não basta o “Fora Temer! Nem o “Fora Maia”!, se é que Temer será realmente substituído. É preciso apoiar a campanha pelas “Eleições Diretas Já!”, preparando o terreno para uma Assembleia Constituinte, e uma Reforma Política.

Há que mobilizar-se na defesa incondicional contra a aberrante condenação ao companheiro e presidente Lula. Condenar a votação criminosa contra a CLT. Há que, como mínimo, desmascarar cada um dos parlamentares golpistas, como já estão fazendo as redes sociais.  Imprimir em cartazes suas caras de vampiro e distribuir nas fábricas e nas ruas. Manter a campanha pelas Diretas Já em todos os cantos do país. Esse é o momento da esquerda se unir em torno de um projeto político que não vise apenas as eleições, mas sobretudo a organização e à consciência política do povo brasileiro por uma democracia participativa, não só deliberativa, para reconquistar os direitos perdidos, revogar as leis reacionárias e retomar o curso das transformações sociais progressistas.

Comitê de Redação

12 de junho de 2017

 

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