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Argentina: Memória, Verdade e Justiça
29 de março de 2015
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Ditadura, nunca mais!

Marcharam 350 mil, no dia 24 de março, em Buenos Aires, a 39 anos do golpe de Estado cívico-militar na Argentina que cometeu um dos mais hediondos crimes de lesa-humanidade da América Latina, provocando 30 mil desaparecidos. “Memória, Verdade e Justiça” foi o lema da manifestação.
 
Um coletivo social imponente de cidadãos, organizações pelos Direitos Humanos, peronistas, kirchneristas, juventude, mulheres, sindicatos, marchou junto aos movimentos das Mães e das Avós da Praça de Maio e familiares de desaparecidos, com tambores, bandeiras e faixas diversas, entre as quais  “Ditadura, nunca mais!”. Dirigentes destacadas como Hebe de Bonafini, ao lado das mães-coragem dos irrompíveis lenços brancos, desfilaram sob calorosa ovação num caminhão gigante, acompanhadas de dirigentes políticos da coligação kirchnerista (FPV). Palavras de Estela de Carlotto, a avó que recentemente descobriu seu neto, Guido Carlotto, sequestrado na prisão dos braços da sua mãe assassinada, vibraram o público que clama por mais justiça.
 
Antes de 2004 sempre houve manifestações com a bandeira dos direitos humanos, mas menores e no silencio. A partir desse ano o falecido ex-presidente Nestor Kirchner instituiu a Memória, a Verdade e a Justiça transformando em museu a ESMA (Escola Superior de Mecânica da Armada) que pertenceu à Marinha e serviu de prisão e centro clandestino de tortura durante a ditadura do general Videla. A partir daí, e até os dias de hoje, sob Cristina Kirchner, em todos os 24 de março, pontualmente, as marchas se agigantaram, e as conquistas são fatos: 600 genocidas condenados, 900 processados e 116 netos recuperados. Mesmo assim, clama-se por justiça até o fim: “Defender a vitória alcançada e avançar por mais democracia”.
 
O golpe é caracterizado como um conluio cívico-militar-eclesiástico-econômico. Por isso dizem: “Temos um país sem genocidas pelas ruas, mas é preciso que a corporação judicial aceite que também sejam condenados os participantes civis do horror”. Denunciam os julgamentos onde o Judiciário tem favorecido proprietários do jornal Clarin, La Nación, da revista Para Ti, da Nova Província, e o dono da Ledesma (empresa agro-industrial), cúmplices de assassinatos e perseguições. (*)

São esses poderes midiáticos que instigam o chamado “golpe suave” contra a gestão kirchnerista, que tem aplicado um projeto nacional de soberania e direitos humanos, rompendo com o FMI e o neoliberalismo. Recuperaram-se empresas do Estado privatizadas nos anos 90 (Aerolíneas Argentinas, YPF, Empresa de Correios, Águas, Empresa Ferroviária “All Ferrocarilles”), implantou-se a TV Digital Pública e Gratuita, criaram-se 48 Leis Trabalhistas, 6 milhões de novos postos de trabalho; salário mínimo vital e móvel (200 pesos em 2003 e 4.716 pesos em 2014); chegou-se a 6,9% de desemprego; 6 milhões de aposentados com o maior salário da América Latina e 2 aumentos anuais; Subsídio universal por filho (a famílias de baixa renda); reconhecimento do trabalho das domésticas; plano habitacional “Procrear”; lei da mídia, etc... Além de tudo, aprofundou laços de união com a América Latina, através da Unasul, Mercosul e Brics. Por isso, mais uma vez o povo reiterou: “As Malvinas são argentinas!” e “Ditadura, nunca mais!”.

H. Iono
Produtora TV Cidade Livre

(*) Hector Magnetto e Ernestina Herrera de Noble, do jornal Clarin, Bartolomé Mitre do La Nación, Augustín Bottinelli, da revista Para Ti, Vicente Massot, da Nova Província, e Carlos Blaquier, dono de Ledesma.

http://youtu.be/uM8xz8SVOqc


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