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As ambições da OTAN para ser a polícia do mundo se enfrentam com a resistência dos povos
12 de abril de 2009 Edições Anteriores
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A cúpula da OTAN em Bucarest, que reúne os chefes de estado dos 26 países membros da Aliança, expressou as ambições da OTAN de ser a polícia do mundo com grandes resistências dos povos vítimas destas guerras, a elevação de uma frente objetiva antiimperialista entre a China, Russia, os Estados Revolucionários da América Latina e do Oriente Médio e Próximo, e a oposição da população, em vários países europeus como no Canadá e no próprio EUA, contra esta corrida infernal aos armamentos e à guerra.
Não é casual que a Cúpula colocou como objetivo essencial a «obrigação de ter êxito no Afeganistão» .
Desta forma, impor a autoridade do governo de Karzai e das tropas de ocupação da Isaf e dos EUA em
todo o país, e exigir respeito dos seus vizinhos, Irã e Paquistão. Para esse objetivo, decidiram aumentar a
participação dos países membros em soldados aptos aos combates, em material logístico, em aviões capazes
de carregar armas atômicas (os F-16), e estabelecer uma estratégia por muitos anos de presença otaniana
nesta região.
A cúpula da OTAN resolveu também integrar-se ao sistema de escudo anti-mísseis que já está sendo
instalada na Europa, através de acordos entre os EUA e os governos checo e polaco. Estes mesmos acordos
foram firmados solenemente em plena reunião em Bucarest e receberam o aval de todos os países além da
resolução de preparar um sistema anti-mísseis capaz de cobrir todos os países europeus. Da mesma forma, o
Irã foi designado como o «inimigo » contra o qual há que se proteger.
A OTAN busca reafirmar a vontade de muitos governos dos países membros e, em primeiro lugar, a dos
EUA, de passar por cima das Nações Unidas, de conseguir o que se chama «uma aliança das democracias»
com o objetivo de caçar os «extremistas e os terroristas» em qualquer lugar do planeta, de sair na defesa de
qualquer de seus membros, seja fora ou dentro do território; dá maior destaque a assegurar o abastecimento
energético dos seus membros.
Estas são suas tres metas fundamentais. Mostram que, apesar dos fracassos do imperialismo em impor-
se no Iraque como no Afeganistão, não tem outro caminho que seguir na mesma linha: melhor o caos que
a retirada! E também na questão da instalação do sistema anti-mísseis, passam por cima da oposição das
massas que, como na Chequia ou na Polônia, não param de manifestar seu pleno rechaço: assim defendem
as democracias. A «aliança das democracias» se mostra um claro sinônimo de uma aliança de interesses
comuns capitalistas contra os povos do mundo que querem recuperar a soberania sobre seus recursos

minerais e energéticos.
Isso é o que se propõem. Outra coisa é saber se vão conseguir realizar. A firme oposição da Rússia ao
escudo anti-mísseis, à integração da Georgia e Ucrania à OTAN, e ao reconhecimento da cisão do Kossovo,
é um apoio à luta das massas na Europa que não aprovam essa corrida armamentista. Da mesma forma, é
importante a decisão do governo do Irã de não ceder às intimidações tanto dos yanques, da União Européia e
da OTAN. O Irã sente a sua resistência apoiada pelos Estados revolucionários da América Latina, pela Rússia
e pela China.
É preciso recordar que a OTAN participou das manobras navais dos EUA no Caribe desde o ano 2007,
com o pretexto da luta contra a droga e de proteção ao «território holandês» ao redor da costa venezuelana.
Era uma manobra tanto política como militar, contra Cuba, e contra o governo revolucionário da Venezuela
e os novos Estados revolucionários da América Latina. Por isso, é muito importante o atual projeto de
integração militar latino-americano independente dos Estados Unidos para impedir esta pretensão da OTAN
de ser a polícia do mundo.

Comitê de Vigilância contra a Otan na Bélgica

Janeiro de 2008


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