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Avança a unidade e a iniciativa das massas do Oriente Médio contra o imperialismo
18 de janeiro de 2007 Artigos Edições Anteriores Politica
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Apesar de todos os golpes recebidos diariamente, e a falta de um programa e de uma
verdadeira direção unificada anti-capitalista e revolucionária, a profunda experiência,
consciência e convicção das massas, a sua vontade permanente de luta contra a
opressão na tentativa de abrir espaço à vida e ao progresso, não dão trégua aos planos
cínicos e macabros do imperialismo no Oriente Médio.
Nenhum dos planos do imperialismo, de guerra, destruição, ocupação, massacre
quotidiano de civis, de operários, cientistas ou técnicos, e agora, de campiões de
atlética e de futebol, as tentativas para manter em vida o governo de Fuad Siniore
no Libano, de Mahumd Abbas na Palestina e do outro no Afeganistão, dos grupos
assassinos no Iraque ou os planos de ataque contra o Irã, nada disso consegue criar
uma perspectiva ou uma margem de manobra que lhes permita roubar o petróleo ou
viabilizar a aplicação do Plano para o Novo Oriente Médio. Não há nenhuma margem
de manobra, política ou social, portanto passam a utilizar os franco-atiradores.
Franco atiradores em Beirute, em Gaza, e bandos de assassinos protegidos no Iraque.
As massas libanesas com Hassan Hassrolla, podiam há muito tempo derrotar o
governo fantoche. Após quase 60 dias de greve geral convocado pelos sindicatos até
a derrubada do governo, ela foi cessada e a população enviada para casa. Teriam
conseguido e deveriam fazê-lo. Provavelmente Teerã, pressionado pela ameaça de um
ataque militar adiou tudo e deu via a uma combinação de saída diplomática e reforço
das relações internacionais, prosseguindo o processo das transformações sociais
e econômicas. Siniore se lamentou porque o exército teria se recusado à ordem de
reprimir os grevistas. Portanto, entraram em ação as provocações e os paramilitares.

O convenho das burguesias em Paris, tratará de apoiar o governo Siniore porque
qualquer substituição conduzirá Hesbollah na campanha governamental e levará
o Líbano decididamente fora da órbita dos países imperialistas. De toda forma as
decisões em Paris não oferecem nenhuma perspectiva porque Siniore é aos olhos das
massas um traidor, um agente dos imperialistas e dos vértices paramilitare e não tem
outro caminho senão ir direto para a tumba da família.
Contra o embargo financeiro e nuclear desejado pelos imperialistas, o Irã veta o
ingresso a 38 inspetores da AIEA e aumenta os acordoc com a Russia, China, India
e os países asiáticos e europeus, enquanto os Republicanos nos EUA perdem na sua
própria casa. Não resta aos agressores que pensar a planos de destruição militar. Os
russos instalaram mísseis super capazes Tur-M1 terra-ar nas instalações nucleares
iranianas; os chineses vendem os caça Jian-10 semelhantes ao F-16 e ao Mig-29, e
uma delegação iraniana esteve na Coréia do Norte para discutir questões de defesa
comum, enquanto os russos e indianos fazem acordos pelos novos Mig-20 construídos
na India. O crescente papel do Irã no Oriente Médio, a sua resistência contra as
pressões imperialistas e o seu processo interno fizeram sim que estes países se
tornassem um sério obstáculo aos planos imperialistas e o centro propulsor e operativo
dos processos revolucionários no Oriente Médio, que obriga os anglo-americanos a
aumentar as intervenções das manobras militares, apesar da oposição do Congresso,
do Senado e dos organismos institucionais e produtivos comerciais.
O incidente entre o submarino nuclear dos EUA e a petroleira japonesa na saída
do Golfo Pérsico faz parte dos preparativos militares e da pressão sobre os países
árabes para fazê-los participar nos planos de sufocamento do Irã. Mas um ataque
contra o Irã será um grande incêndio que se alastrará por muitos países entre os quais
os grandes como Russia, China, India, além de todo o Oriente Médio. Quem mais tem
este cenário apocalítico são os países imperialistas. Podem destruir e arrasar todo o
território, mas não ocupar melhor do que o Iraque ou o Vietnã. A crise psicológica do
exército dos EUA está no nível da guerra do Vietnã. Se uma guerra contra o Irã tiver
que vir, com alguma forma de golpe de estado, haverá enormes rebeliões no próprio
EUA e em todos os países do G7. Internamente, as forças ocultas do poder capitalista
e difusas dos aparatos mafiosos estão trabalhando para criar obstáculos e derrubar
Ahmaidnejad; mas, cada vez que ele retorna da Venezuela, empurra decididamente
as reformas estruturais no interesse da população, como a distribuição das ações dos
centros produtivos para as famílias pobres, aos operários e aos agricultores. A caixa
comum Irã-Venezuela de 2 bilhões de dólares para o desenvolvimento latino-americano
está somente no começo. Existe um outro de 4 bilhões entre o Irã e o Pakistão. E a
colaboração vai se dando entre a China e Russia, Pakistão e India. O Irã não é um país
isolado. Existe toda uma rede de infraestrutura, gás, eletricidade, ferrovias, petróleo e
outras trocas com todos os países limítrofes. Há acordos de segurança com a Arábia
Saudita, com uma estreita colaboração contra a guerra e para a resolução da crise
libanesa, iraquiana e questoes entre xiitas e sunitas. O Irã é membro da organização
militar-comercial de Xangai. A diplomacia da pressão e ameaças não funciona mais e
resta somente a última opção: a militar, com todas as suas tremendas consequências
possíveis. Mas cada golpe ao Irã terá um contra-golpe mais amplo e profundo contra
todas as estruturas imperialistas.
No Iraque, as forças de agressão não conseguem impor nenhum equilíbrio a seu
próprio favor. Destruiram todos os organismos iraquianos como no Vietnã e sem poder
substituir com os próprios. O governo iraquiano é muito mais próximo ao Irã do que
aos anglo-americanos; fez um acordo com a Síria para expulsar os agressores. Os EUA
tiveram que substituir o próprio embaixador Khalilzad que se sabia que estava por

trás das explosões e dos massacres. A experiência e o conhecimento alcançado pelas
massas árabes do Iraque após 16 anos de agressão e destruição faz sim que nenhuma
provocação, nem mesmo o eforcamento de Sadan Hussein conseguisse criar confusão
entre xiitas e sunitas; pelo contrário, aumentam as relações entre o Iraque, a Siria e
o Irã. Enquanto os EUA sequestram os diplomatas iranianos no Iraque, o Irã envia
técnicos, corrente elétrica, alimentos e tudo o que possa ajudar as massas iraquianas.
Faz a mesma coisa com os libaneses, os sirianos e os palestineses. Mas se retiram
os vários Robert Gates ou Condoliezza Rice dos encontros com os governos árabes,
e os mesmos retornam à sua própria posição e sustentam através da Organização
dos países árabes do Golfo Pérsico o direito do Irã de desenvolver a própria energia
pacífica nuclear. E agora eles também querem, enquanto as manobras dos ambientes
pró-imperialistas, como no Qatar ou no Kwait, ficam circunscritas e por trás do
dinamismo do processo.
Na Palestina, o governo Hamas, com o apoio das massas revolucionárias, suporta
toda provocação assassina seja dos israelenses, seja do aparato reacionário da OLP
e desmascara sua natureza e intenções. O Hamas não reconhece o Estado de Israel e
lutará até derrubá-lo junto a todas as forças revolucionárias do Oriente Médio; agora,
também com mísseis de várias organizações palestinas. Romperam com Mahmud Abbas
que está usando os seus franco-atiradores para levá-lo ao isolamento. As bombas
atômicas sionistas não servirão ao Estado sionista para salvar-se. Não pode colocá-
las no seu assento. O Estado sionista foi criado para dividir e esmagar os movimentos
revolucionários árabes, mas agora, depois da derrota imprimida pela resistência
libanesa, há uma profunda crise dentro e fora e vai rolando em direção à queda. Não
existe nenhuma perspectiva, nem social, nem econômica, nem política e nem militar
que possa salvar este Estado do seu destino; nem a ONU, nem dentro dos países que
o inventaram, nem entre as burguesias árabes que já tem os seus próprios espinhos,
e nem a Palestina ocupada. Esta corroída a sua própria capacidade de justificar-se
historica e materialmente. Cai a sua força ideológica e, agora, depois da derrota no
Líbano, se derruba também a sua impunidade. Quando cair o governod de Siniore e
as pessoas no no Líbano explodirem de alegria, no Estado sionista haverá funerais e
aumentará a sua crise de direção. Portanto, o imperialismo deverá substituir parte das
funções de Israel no Oriente Médio, como deverá substituir através da Otan o papel
que cabia antes ao Pakistão do leste; e dentro de pouco terão problemas sérios também
na Turquia que não aguenta mais a situação. Estes eram os países do pacto do centro
que o imperialismo criou para dominar toda a região, desde a India ao Mediterraneo,
com custos próprios, mas agora deve substituí-los; mas ao fazer isso, se afundou no
pântano a ponto de não saber como sair.

Do nosso correspondente do Iran

Janeiro de 2007


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