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Balanço da derrota eleitoral do PT
10 de outubro de 2016 Editorial
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Lula e Haddad

O resultado das últimas eleições municipais e a derrota eleitoral do PT, demonstra que o golpe midiático hegemônico funciona, que o marketing vence contra a política, consolidando com o alto  abstencionismo e votos brancos e nulos, um processo galopante de perigosa despolitização e descrédito popular nas instituições democráticas, com graves riscos ao povo brasileiro frente aos quais, urge uma reflexão, autocrítica e atuação unificada das forças populares e progressistas no país.

 

Inútil consolar-nos com que o PSDB saiu favorecido porque estabeleceu uma aliança de aço com o Globo. Até o PMDB sai machucado, mas não tanto. Foram protegidos, blindados, pela mídia terrorista. O PT foi jogado aos leões. Nada disso é consolo. O eleitorado não agiu como se estivesse frente a uma máfia golpista. Reagiu com "normalidade" e em alguns casos, favoreceu mesmo a direita golpista, com algumas exceções.

 

O “jornalismo de ficção” levado a cabo pela, Globo, Veja e Estadão, atuante desde o início da Lava Jato, foi o maior marqueteiro dos candidatos conservadores vencedores. Quando pobre vota com o rico, pelo projeto do rico que é contra os pobres (fenômeno ocorrido em alguns votos ao Não ao Acordo de Paz na Colômbia, na Argentina que votou Macri, é porque o veneno do “apoliticismo” incutido nas missas evangélicas, nos programas televisivos martelantes de “anti-corrupção”, redes sociais, twitters desistabilizantes, tiveram efeito nas periferias de São Paulo e Brasil afora. Em São Paulo, segundo o Ibope, os eleitores da base da pirâmide de renda declararam pouco ou nenhum interesse pela eleição superando uma taxa de 14 a 27 pontos maiores do que os mais ricos. Em São Paulo, o desinteresse pelas eleições atingiu 55% com renda até um salário mínimo, contra 39% dos eleitores acima de cinco salários mínimos. Entre os paulistanos, o desinteresse se traduziu em uma maior taxa de votos brancos e nulos na periferia pobre da cidade do que nos bairros mais ricos do centro expandido. O PT acaba de perder 50% das prefeituras no Nordeste. A média geral de perdas do PT é de 60% no país. No voto do engano, nulo ou branco, fruto do bombardeio midiático fascista e reacionário, mentiroso e enganador, triunfa a ojeriza aos “partidos políticos, sobretudo ao PT demonizado por um lado e por outro; somam-se a alguns protestos pela esquerda que não se veem representados em debates que não são de projetos de transformações claros, mas de defesas ou ataques a gestões ou pessoais. Macri, na Argentina, demitiu 140 mil no Estado, fechou empresas nacionais, mas financia novos postos ministeriais para especialistas de redes sociais para encobrir a realidade na nova Argentina empobrecida pelo ataque neo-liberal do novo sócio Temer no Brasil. O extremismo desta elite reacionária e colonizada se materializa na aprovação da lei da entrega do petróleo que acaba de ser aprovada. Mesmo contra as evidências de perdas econômicas, sociais e de soberania nacional, ela se une para afundar o país na miséria e na pobreza. Perdemos, ontem a terceira e grande batalha consecutiva, a do Pré-Sal, sem conseguir colocar as massas na rua.

 

A máquina capitalista de dominação dos processos eleitorais está intacta. Inútil dizer que há suspeitas sobre a lisura do pleito em São Paulo, como antes, quando Alkmin havia vencido em 80% dos municípios. Pode ser sim, que o sistema eletrônico de votação esteja bichado. Mas seria um dos fatores, não a explicação total. A mídia terrorista, esta sim, determinante. Outro fator. Mas, que parte toca ao PT, à esquerda? Qual o grau e a qualidade da responsabilização?

 

O fascismo cresce no vazio da esquerda

 

Este é o grande problema, o fascismo cresce no vácuo, no vazio da esquerda, e o vazio não são somente as praças, são as ideias, as ideologias, os programas, os projetos. Mas os fascistas estão governando, estão com a máquina, a maioria parlamentar, a euforia do setor financeiro, a histeria de setores muito reacionários da classe média, a tragédia do evangelismo – que se ocupa de enganar aos mais pobres, e o Tio Sam, sorridente, manipulando as suas marionetes daqui. E a mídia canalha, continuando no seu papel demolidor das consciências, da verdade, desinformando, acobertando, mentindo, caluniando, ofendendo, humilhando e rebaixando o nível cultural, educacional, ético e moral da sociedade.

 

"Não basta ser de esquerda, é preciso mostrar o que é ser de esquerda"; o que não se fez, sem meios de comunicação públicos, comunitários, informação, formação política, conscientização e debate nos bairros, organizações de base, sindicatos. Basta ver o Haddad, como se não bastasse o Lula, para ver a obra gigantesca dessas pessoas, que desaparece num golpe de mídia como se nada fosse. Apagar a memória histórica, esta é a tarefa dos fascistas de hoje.

 

Colômbia, o acordo de paz, e o Plebiscito

 

As massas não são fascistas, nem atrasadas por sí, mas podem estar sendo induzidas a constituir um caldo de cultura como no período prévio à guerra nazi-fascista. O lumpen-proletariado foi arrastado ideologicamente pela burguesia. Leve-se em conta também o que aconteceu na Colômbia: as massas são fascistas? Aí também, é preciso relativizar: o plebiscito pela paz perdeu por poucos votos. Mas é incontestável que a direita manipulou poderosamente a classe média e parte do campesinato para rejeitar o acordo, que no fim, daria garantias aos guerrilheiros de voltar à vida civil sem serem processados e aprisionados, ou exterminados. Era o lado mais importante, porque a trégua a cessação dos combates, já é um fato. E era a questão mais delicada, e por mais que a trégua continue, não há garantias para a guerrilha de poder participar da política sem serem assassinados. Conclusão: a esquerda não tendo hegemonia nesse processo, a direita extrema golpeia duro, influencia, sobretudo através da mídia. Mesmo quando pareça óbvio que a pacificação do país interesse a todos, inclusive aos empresários e milionários. Sem desconsiderar o dedo do imperialismo, interessado numa Colômbia em guerra permanente.

 

Um novo Plano Condor assume a dianteira. A reorganização da esquerda tem que apressar os passos

 

O fato é que há um Plano Condor em marcha, arquitetado pelo imperialismo, como denunciado por Rafael Correia do Equador (junto a participantes no III Encontro Latinoamericano Progressista) que substitui os métodos torpes da tortura, dos desaparecimentos e assassinatos militares de líderes populares, com o golpe parlamentar-jurídico-midiático contra os governos progressistas que ascenderam na década passada no Brasil, Argentina e Venezuela. E isso não implica nenhuma brandura, pois o projeto econômico neo-liberal de cortes nos direitos dos trabalhadores, aposentadorias, desativação industrial, cortes no Estado, demissões massivas de técnicos e especialistas na Petrobrás, por exemplo, apoiados na falsa campanha anti-corrupção e na consequente privatização é uma ditadura brutal e idêntica à da Argentina macrista. É uma reflexão que temos que fazer: há uma direitização global, frente à qual o cretinismo parlamentar e a arrogância do poder quando a esquerda chega a um governo, local ou nacional, são doenças fatais.

 

Onde cabe o balanço autocrítico do PT e das esquerdas?

 

Abandono da ideologia (entendida como interpretação marxista da História)? Sim, óbvio, o PT há muito que deixou de utilizar esta ferramenta, salvo pelo corpo dos seus militantes que atuavam com conceitos e ideias marxistas, até certos limites; daí decorre a crença na instituição burguesa tal qual ela é, inclusive a imprensa, a justiça, o parlamento, como passíveis de aperfeiçoamento e evolução. Manter a ideologia, a meta do socialismo como nos Congressos do PT dos anos 80-90, não implica renunciar às políticas táticas de alianças parlamentares, mas não navegar indefinidamente nos preceitos da legalidade burguesa. A experiência chilena nos idos anos 70, do fracasso do governo socialista de Allende, à que Chávez alertou, sofrendo na pele a ameaça crescente da oposição violenta à revolução bolivariana foi muitas vezes recordada pelas esquerdas, mais como um exemplo histórico do que uma adoção profunda de ferramentas teórico-políticas e medidas para impedir a contrarrevolução nos novos processos democráticos e consolidar a revolução permanente, rumo a Estados revolucionários na América Latina. Muitos diziam: “um novo Chile não ocorrerá, nem outro Pinochet!!”. Mas, o que fazer para que isso não ocorra? Quais as lições tiradas do Chile de Allende? Como ir do governo ao poder?

 

Muitos caciques políticos do PT, e de outros partidos considerados de esquerda, não têm mais a mínima noção do que seja a luta de classes. Acreditaram com fé religiosa nas "instituições democráticas" da burguesia. E continuam acreditando. É verdade, não se pode pretender que declarem que não acreditam na "democracia". Nem poderiam, porque nela nadaram. Ou seja, jogaram o jogo da democracia parlamentar burguesa até as últimas consequências. E ele se demonstrou viciado, adulterado, falso, enganador, manipulado. Jamais pensaram na hipótese de uma república de poder direto. Para eles, utopias: Governo é igual a poder. Mentira. Jamais foi. Foi o PT "consentido" ou "tolerado", mesmo tendo só 20% do parlamento, e agora, a brincadeira acabou. Governo é ilusão. Poder são os meios de produção. Porque então as protagonistas são as empreiteiras e não os políticos? Os empresários, os financiadores, os manipuladores da mídia, este é o poder real. Parte do PT por estar sentada no Planalto, achou que tinha Poder.

 

Inútil acusar a "injustiça" do Impeachment. A "injustiça" das prisões do Mantega, Dirceu, Palocci, da perseguição implacável ao Lula. Já se sabia que "justiça" era essa, o quadro dantesco do STF frente ao Impeachment, frente aos desmandos de Moro, já haviam demonstrado abundantemente que ela é apêndice do poder burguês. "Justiça" para punir os de baixo e proteger os "de cima". Rasgaram a "Constituição cidadã" de 88. A cara feia, bruta, do poder, manifestou-se na votação infame da Câmara e Senado pelo impeachment contra Dilma Rousseff, na covardia do Supremo, nas aberrações jurídicas, no aval às ações do Torquemada-Moro e seus asseclas. O PT, que teve até ministro da justiça, acreditou na "Justiça" até o fim.  

 

Corrupção?

 

A corrupção é a quintessência do capitalismo, e vem apresentada como categoria moral. Como se pudessem existir administradores no capitalismo que não fossem "corruptos": todo defensor do capitalismo é um "corrupto", no sentido de defender interesses privados, como são 90% dos parlamentares e governantes. Mesmo que o "roubo" não seja pessoal, como na maioria dos casos não é, é partidário, é caixa dois, é esquema de poder para a obtenção de futuras licitações, contratos e benesses. O chamado projeto de preservação de poder. E nisto, nos elos mais fracos dos partidos (todos) sempre escapa o corrupto individual, a contazinha na Suíça para fins pessoais. Teve disso no PT? Provavelmente sim, mas residual. Nos outros partidos? Também, no atacado. Os desvios de recursos públicos tinham por finalidade assegurar os interesses do Capital e dos seus representantes no Parlamento. A palavra "corrupção", sempre foi utilizada como arma para liquidar a esquerda, que supostamente deveria ser a "reserva moral" da sociedade. Justamente este desmantelar da imagem de "reserva moral" é a arma mais potente das elites contra a esquerda. E atingiu o coração do PT. Hoje boa parte das hordas fascistas que querem agredir fisicamente os representantes da esquerda, provém do próprio PT porque se sentiram "traídas". O primeiro que te dizem é que "eu votei no Lula, mas me decepcionei profundamente". Esse era o alvo, a meta. Nós já sabíamos: os piores anticomunistas sempre foram os ex-comunistas.

 

Esse tema da “corrupção” seria algo a ter sido abordado politicamente com escritos pelo conjunto da esquerda. Pois não é suficiente o argumento que a Dilma dava muitas vezes de que ia investigar doa a quem doer, se ao mesmo tempo não avançava nas rupturas políticas necessárias para acabar com a estrutura econômica subalterna ao grande capital, às finanças que geram a corrupção. Chávez, muitas vezes dizia “doa a quem doer”, mas agitava a bandeira, o objetivo do socialismo, pelo menos, movendo as forças revolucionárias, apesar de que mesmo assim não eram suficientes, pois a revolução bolivariana não logrou o salto da Revolução Permanente em direção a um Estado operário. É como o tema da violência, droga, roubos, assaltos, que são intrínsecas ao capitalismo. É preciso derrubá-lo, mas ao mesmo tempo, não se compuseram as forças políticas de esquerda, a Frente Única, o programa para derrubá-lo.

 

Redimensionamento: o lado bom. Já o PT apresentou menos candidatos, em parte porque muitos desertaram, como ratazanas no naufrágio, intuindo que o terrorismo da Lava Jato iria afugentar os eleitores. O PT estava inflado de gente que nada tinha e jamais teve nada a ver com a esquerda, com a ideologia, princípio e moral da esquerda. Era o que o próprio Lula chamava de ter-se transformado "num partido igual aos outros", só que ele não tirou disso as consequências. Essas são, entre outras: o carreirismo, o oportunismo, o ser do PT por conveniência de poder local, pessoal, político, ou meramente interesses contratuais e econômicos. Sensibilidade social destes indivíduos? Zero. Ideologia? Zero. Basta ver as deserções mais bombásticas de Delcidio Amaral - que talvez nunca deveria ter sido admitido ao PT -, e Martha Suplicy, entre tantos. O PT inchou, como todo partido no governo ou próximo do poder. Novidade? Nenhuma. Vejam como inchou o mais ideológico e "duro" partido da História, o Partido Bolchevique de Lênin e Trotsky, após a tomada do poder. Principalmente depois que se consolidou no poder, ao final da Guerra civil. Tanto foi assim que tiveram que fazer, ainda Lenin vivo, campanhas de expulsão em massa de aderentes oportunistas. Até que Stálin se aliou a eles, os protegeu, e a metamorfose do partido se completou, porque se tornaram cabos eleitorais do próprio Stálin contra a ala revolucionária. Pois bem, essas ratazanas, quando o Partido perde o governo e os pedaços de "poder", são as primeiras a caírem fora. Estamos assistindo isso agora, no PT. Mas, essa burocratização e o carreirismo são produto do distanciamento do PT das bases nestes últimos 20 anos, do controle popular, do funcionamento democrático do Partido. Em princípio, isso não é irrecuperável, pois conta com quadros importantes e de valor. Não se trata somente de novos nomes, mas de dirigentes de massas e uma revisão politica. 

 

Não é o fim da linha

 

Embora tenhamos assistido ao fim da linha – que não acreditávamos possível – de gigantescos partidos da esquerda no século XX, o PT ainda é detentor de uma "marca" poderosa, a começar do seu líder principal o Lula. As elites, apesar do golpe em curso, não conseguiram ainda assentar o próprio poder. Mesmo o fato de ter que manter disputas eleitorais, não é demonstração de força total, e mesmo apesar do caráter falso e mentiroso da "democracia" burguesa. Eles têm lá as suas contradições, os seus ajustes de contas, mas logo logo irão concentrar a atenção em liquidar o que resta do PT, a começar pelo Lula. Resta sabe se os 20% do eleitorado que desertou destas eleições, mais os resistentes que defenderam o PT em situações críticas, mais o fato de ser ainda o terceiro partido em eleitores, se tudo isso será suficiente como linha de defesa, ou se será uma Linha Marginot (a trincheira de farinha). E a memória recente, ainda muito recente para ser apagada, das conquistas enormes da era Lula. A grande prova serão as eleições presidenciais, se chegarmos a ela intactos. Se a permitirem. Mas tudo indica que não terão forças para evitá-la. Mesmo assim, a esquerda não tem garantia alguma. Ainda há vida, pulsação, sinais vitais, no PT e na esquerda. É hora de reconsiderar a fratura com o PSOL, porque todas as forças são preciosas. O progressismo do PMDB ainda sobrevivente, do PDT, ver como recuperar para um projeto comum. Os sindicatos, MST, movimentos sociais dos mais variados.

 

Mas com uma diretriz talvez central: recuperar a relação com as massas populares, a juventude, os trabalhadores, os cidadãos comuns, o povo do interior, ofuscada pela gestão prepotente (e ilusória) do governo. Esperar por uma outra grande operação de marqueteiros, de recuperação da imagem, ou por atos heroicos de líderes ou representantes partidários, é temerário: a mídia terrorista não deixará pedra sobre pedra da imagem da esquerda. Menos agimos por meio de marqueteiros, mais avançamos na relação sincera e orgânica com as bases das quais jamais teríamos que ter-nos afastado.

 

Frente Única Ampla de Esquerda e Progressista

 

Os resultados das eleições foram bastante desfavoráveis ao PT mas não podem ser encarados como uma derrota fragorosa pois ainda é uma força política significativa no país e junto aos movimentos sociais. Não há que avaliar a sua força pelas apenas pelas eleições pois assim estaremos reafirmando novamente a supervalorização do parlamento e do executivo. Há que reanimar sua atuação junto aos movimentos sociais, recuperando a militância dos núcleos de bairro e fábrica.

 


É imprescindível apoiar uma Frente Ampla de Esquerda e Progressista para unificar todos os movimentos sociais, sindicatos, partidos de esquerda, PT com Lula/Dilma, MST-MAB-MPA, CUT, PDT, PSOL, Requião e a esquerda do PMDB e do PSB, sindicatos, organizações estudantis, artistas e intelectuais, outros partidos de esquerda, ecologistas, etc... mas essencialmente com um programa de transformações sociais, um projeto de nação independente, enfocado não somente no pleito eleitoral de 2018 e em boas intenções e ativismo parlamentar, mas com um inadiável enraizamento nas demandas e organizações populares dos bairros, das fábricas e dos sindicatos. É preciso estar alerta a não distrair o debate político desta Frente Ampla com nomes e candidatos, mas construir dirigentes autênticos para recuperar um projeto nacional e popular.

 

Comitê Editorial

05/10/2016

 

 

 

 

 

 

 

 



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