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Brasil é país homenageado na X FILVEN em Caracas
17 de março de 2014
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No dia 14 de março inaugurou-se em Caracas, na área que abrange o Teatro Tereza Careño, a Uneartes até a Praça dos Museus, a X Feira Internacional do Livro, que este ano tem como país convidado de honra, o Brasil. A presidenta Christian Valles do CENAL (Centro Nacional do Livro), do Ministério Popular para a Cultura que organiza esta Feira, destacou que ‘‘é a primeira vez que o país convidado é de fala portuguesa’’, o que significa uma audácia de ambos os países para solidificar a cooperação cultural Brasil-Venezuela.

 

Este evento que se repete anualmente, desta vez comporta mais de 400 atividades, 142 expositores nacionais e internacionais, stands vários como a do Ministério da Cultura da Venezuela (Fundação Perro e La Rana, Editora Ayacucho, Monte Ávila, e outras), de instituições governamentais e universitárias diversas, editoras privadas nacionais e internacionais (Argentina, Cuba, Equador, Bolívia, Brasil, Haiti, República Dominicana, Irã, Palestina, China, Bélgica, Espanha e outros), englobando vários temas que vão dos literários, infantis, musicais e culinários, até os da história política nacional e mundial, da economia e da filosofia marxista e revolucionária. Vale notar que já há anos que na Venezuela se publicam em castelhano, alguns livros de Gilberto Freire, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Paulo Freire, Jorge Amado e até de José Ignacio Abreu e Lima.

 

O poeta e escritor venezuelano Cesar Chirinos é a grande estrela literária, homenageado de honra deste ano, e tem a palavra em vários encontros e conferências no ambiente da Filven-2014. O Brasil, país homenageado, teve nas palavras do embaixador brasileiro na Venezuela, Ruy Pereira, a síntese da importância desta homenagem ao Brasil. Além dos agradecimentos, destacou que trouxeram uma tonelada de livros desde Brasília e Rio de Janeiro para este encontro cultural Brasil-Venezuela. Saudou o presidente operário Maduro, e trouxe o apoio da presidenta Dilma Rousseff. Recordou que nesse mesmo dia, intervieram no Quartel da Montanha (onde desde o dia 5 de março se realizam Encontros de personalidades e ativistas sociais de todo o mundo, em homenagem ao primeiro aniversário da morte de Hugo Chávez) representantes do Fórum de São Paulo, como Rui Falcão, o presidente nacional do PT, reiterando que estavam todos unidos pela defesa da democracia, pelo povo, pela paz e pela convivência na Venezuela (recebendo forte aplauso do público). Citou as agências brasileiras que atuam na Venezuela, Embrapa, IPEA, Caixa Econômica e o Instituto Cultural Brasil-Venezuela, presentes com publicações no stand-Brasil nesta Filven, país convidado de honra desta X FILVEN. ‘‘A feira é um lugar privilegiado para dar acesso ao livro’’, e destacou que a maioria dos stands brasileiros ressaltam a produção público-estatal dos livros. Chamou a atenção para o papel fundamental que exerce o Estado, o setor público no desenvolvimento cultural, com equidade e solidariedade dos cidadãos. Manifestou o interesse do Brasil de estimular a cooperação cultural e literária entre o Brasil e a Venezuela a partir da plataforma da FILVEN. O sentido da participação do Brasil é resgatar suas raízes autóctones, a literatura indígena, dos povos originários, que transcende nossas fronteiras e nos unem à Venezuela, difundindo o folclore com raízes africanas, trazendo temas para debate como a o livro em braile, a produção literária das mulheres escritoras, e o resgate de Jorge Amado. Recebeu aplausos pelo chamado à união dos povos da América Latina, que impedirá a ingerências nas decisões dos destinos dos nossos países.

 

O Ministro da Cultura Fidel Barbarito, disse que a Filven é expressão de democratização do patrimônio cultural do povo, e do legado do presidente Hugo Chávez que se perpetua. Recordou que ela foi sua inspiração que deu a possibilidade do povo se apaixonar pela leitura, como pela música, pela dança, e pela diversidade cultural. ‘‘Hugo Chávez fez da leitura um elemento libertador, promoveu a erradicação do analfabetismo, permitindo-o discernir a tergiversação da verdade, colocando o povo venezuelano na vanguarda da batalha das ideias’’.

 

Isto tem sido evidente, nestes dias que seguem à abertura da FILVEN. Estamos no domingo, e a Feira está superlotada, com uma maré de pessoas, estudantes, mulheres, intelectuais, trabalhadores em busca dos livros, vendidos a preços populares que variam de 2 bolívares (menos de um bilhete de ônibus), 30, 50 (menos de um lanche), a 300 bolívares. O notável é que é significativa esta busca bem maior a livros de conteúdo político-social e marxista nesta FILVEN. Isto indica uma resposta contundente do povo venezuelano, a todas as provocações fascistas, ao vir massivamente, sem temor algum, tranquilamente (aliás vale destacar que não tem havido nenhuma ação perigosa ou violenta contra o recinto ferial, protegido com atenção solidária pelas Forças de Segurança, Polícia Bolivariana e Guarda Nacional).

 

O vice-presidente, Jorge Arreazza, além de saludar o governo Dilma e o ex-presidente Lula, toda a delegação brasileira, como Anita Prestes que apresentou o livro  “A coluna Prestes“, editores e escritores nacionais e internacionais, dedicou profundas recordações ao amor à leitura de Hugo Chávez. Sendo além de vice-presidente, que sempre lhe foi leal, é esposo da sua filha Rosa Virgínia, e teve oportunidades de ver de perto paixão de Chávez pelo livro. Disse que era uma verdadeira biblioteca ambulante, que levava uma caixa de livros nas suas viagens, e protestava se lhe faltasse um; recomendava, quase ordenava, aos ministros, a leitura de  “A transição ao socialismo‘‘ de José Vicente Rangel.  ‘‘Sublinhava muitas coisas, e anotava comentários’’. Ele queria ver um povo leitor e escritor. Jorge Arreazza recordava que êle editou 1 milhão do livro ‘‘Don Quixote’’ e distribuiu gratuitamente ao povo. Assim foi  também com as ‘‘As veias abertas da América Latina’’ (Eduardo Galeano) e os ‘‘Os miseráveis’’ (Vitor Hugo). Recordou que ‘‘até a Barack Obama lhe presenteou as ‘‘Veias abertas da américa Latina‘‘ com a esperança de que ele pudesse ser um presidente diferente’’.

 

Estas são as primeiras apreciações que podemos fazer para todos aqueles que, por culpa do terrorismo da grande mídia contra o povo e o governo venezuelano, do presidente constitucional Nicolás Maduro, não conhecem a verdade dos fatos. Temos presenciado uma Venezuela repleta de mobilizações diárias de povo na rua, a favor do governo revolucionário e democrático: ontem, em apoio aos soldados da Guarda Nacional Bolivariana agredidos e mortos nos atentados fascistas, numa demonstração de que a união cívico-militar na defesa da soberania popular está firme. Hoje, se manifestam em massa os chamados ‘‘Transportistas pela paz’’, e a ‘‘Missão Alimentação’’ que luta para exercer o controle social do abastecimento estatal (PDVAL, Mercal) contra a sabotagem golpista dos grandes monopólios.

 

 

Aqui estamos presenciando ao vivo com nossa participação na FILVEN, como se está defendendo a revolução, e como o cubano José Martí está vivo: ‘‘Somente um povo culto pode ser plenamente livre’’. Aqui se está distribuindo gratuitamente um suplemento especial com vários escritos, incluindo o chamado ‘‘Livro Azul’’ e o ‘‘Plano da Pátria’’ (2013-2019) de Hugo Chávez, a um ano de sua morte, num claro sinal de que êle está mais vivo e fortalecido do que nunca!

 

Helena Iono

Jornalista participante no stand

Edições Ciência Cultura e Política

 

Caracas, 16 de março de 2014


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