Home
Videos
Edições impressas
Jornais anteriores
Contato
Sobre nós
Brasil vota ao lado do imperialismo contra a Síria e choca-se com os BRICs
20 de fevereiro de 2012 Artigos Edições Anteriores Notícias Politica
Recomende essa matéria pelo WhatsApp

As crescentes reservas e questionamentos lançados contra o voto do Brasil contra a Síria na ONU, quando se posicionou ao lado dos países do intervencionismo militarista, aspirantes àrepetição da Fórmula Líbia, certamente vão se multiplicar face a escandalosa declaração da Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, convocando militares sírios a desertarem, noexato momento em que os sírios votam democraticamente no Referendo Constitucional. É inadmissível que o Brasil tenha votado no caso sírio ao lado de países que sustentam estesvalores e posições políticas ilegais, belicistas, que violam a soberania da Síria e toda a legislação internacional!

 

Se quisesse realmente dar sustentação sincera e concreta ao discurso de “buscar uma saída pacífica e negociada para a crise Síria”, o chanceler Patriota deveria afastar-se da linha norte-americana, cujas autoridades estatais anunciam publicamente estarem armando a oposição, e levar o Brasil a posicionar-se com os países que, de fato,  estão impedindo a repetição do massacre da Líbia: a Rússia, a China, a Índia, África do Sul (todos do BRICs) e com os países da ALBA, Venezuela, Cuba, Equador, Bolívia, Nicarágua, e também a Argélia, o Líbano e aCoréia do Norte.

O voto do Brasil na ONU ao lado de países que proclamam abertamente por uma intervenção militar na Síria é o agravamento de uma perigosa involução em determinados aspectos dapolítica externa brasileira na era Dilma, diferenciando-se, com nitidez,  daquela praticada no go-verno Lula/Amorim. Esses equívocos são graves e podem conduzir a situações que afetam asoberania brasileira e podem provocar catástrofes com enorme destruição e  perda de vidas, como foi no caso da Líbia.  O primeiro sinal veio com  um indefensável voto que na práticacondena apenas o Irã por violar os direitos humanos, quando, em sua visita a Cuba, contrariando esta linha de dois pesos e duas medidas, Dilma Rousseff declarou que todos têmtelhados de vidro nesta matéria, e que um debate sério do tema,  deveria começar por discutir o macabro centro de torturas da Base de Guantânamo, mantido pelos EUA.

O fracasso da reunião dos “Amigos da Síria”

Ocorrida na Tunísia, a reunião dos autodenominados  “Amigos da Síria”, representou um retumbante fracasso para o imperialismo norte-americano, pois deixou exposta a sua histeriamilitarista que, no entanto, não conseguiu arrancar do encontro qualquer medida concreta que sustentasse seu discurso, face a decidida posição adotada por Rússia, China e Irã.  Estespaíses não apenas vetaram qualquer resolução da ONU visando uma intervenção militar na Fórmula Líbia, cujos resultados, macabros, deveriam exercer alguma influência para que oItamaraty revisasse radicalmente suas posições submissas aos países imperiais. Além do veto, tomaram medidas concretas como a reativação de uma base militar russa na Síria, a reali-zação de manobras com navios russos e iranianos no Mediterrâneo, e o retumbante chamado de Hu Jin Tão, premier chinês, convocando a uma aliança militar entre Rússia e China paraenfrentar o imperialismo que, conforme sua declaração, “só entende a linguagem da força”. Não param por aí as medidas concretas em defesa da Síria:  O Irã acaba de assinar um acordomilitar com o Líbano, cujo exército, atuando coordenadamente com a Resistência, que Israel não pode derrotar há alguns anos, está fazendo manobras na fronteira sírio-libanesa paradesbaratar os esquemas para o contrabando de armas e mercenários para o interior da Síria.

 PT e CUT devem reagir para evitar o desastre!

Observa-se, além do grotesco servilismo do Itamaraty à ideologia dos países que querem fabricar pretextos para uma intervenção armada, um vazio e uma paralisia nos partidos, sindicatose movimentos sociais, que sequer esboçam qualquer reação crítica diante de semelhante absurdo, um voto que de fato coloca o Brasil em contradição e distanciamento com os países do BRICs e da Alba. É, pois, um voto em dissonância com a política externa que dá sustentação à criação da CELAC, da UNASUR, ao fortalecimento do MERCOSUR, à defesa da soberaniaargentina sobre as Malvinas. E, também,  em contradição com a proposta do Ministro da Defesa, Celso Amorim, que apresentou ao país proposta para uma ação integrada de defesa entre a América do Sul e a África, o que é de uma importância imensa. É urgente que Dilma intervenha no Itamaraty com severa correção desta rota perigosa. E disto devem ocupar-se também o PT, os partidos progressistas, a CUT, os movimentos sociais e os intelectuais. Certamente, os militares brasileiros, que tiraram lições concretas em relação à sinistra mensagem que oimperialismo mandou ao mundo quando invadiu a Líbia, estão também percebendo a desastrosa orientação política que o Itamaraty está praticando em nome do Governo.

20 de fevereiro de 2012


{Acessos: 198}
Recomende essa matéria pelo WhatsApp


Faça seu Comentário



Comentários
Nenhum comentário para esse conteúdo.
EDITORIAL:

Apoio incondicional à candidatura Haddad-Manuela e à coligação!
Pela composição mais ampla com todas as forças de esquerda, progressistas, nacionalistas e democráticas e dissidentes do regime ditatorial neoliberal e fascista! É preciso contar com as divergências do inimigo. É preciso emplacar Haddad no primeiro turno.
Receba nossa newsletter

Videos recentes
Suplementos Especiais
Links Recomendados
Matérias recentes
Noticias recentes
Batalhas de Ideias
Comunicação
Ganma Hispan TV Press TV Russia Today TeleSUR
Palavras-chave
J. Posadas - Obras publicadas
Leituras sugeridas
A FUNÇÃO HISTÓRICA DAS INTERNACIONAIS Del Nacionalismo Revolucionario al Socialismo Iran - El proceso permanente de la revolucion Iran - El proceso permanente de la revolucion La musica, El Canto, La Lucha Por el Socialismo
Desenvolvido por Mosaic Web
Recomendar essa matéria: