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CUT: Programa nacional de rádio democrático e popular vem aí
30 de junho de 2016 Notícias
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Programa nacional de rádio democrático e popular vem aí

Projeto foi anunciado nesta quinta no encontro de comunicação da CUT. Vagner Freitas alerta: “Isso terá custo, e os sindicatos serão chamados”

Escrito por: Isaías Dalle • Publicado em: 30/06/2016 - 12:56 • Última modificação: 30/06/2016 - 13:33

A CUT anuncia que fará parte de um programa diário nacional de rádio, matutino, que será retransmitido pelas rádios comunitárias e redes educativas de estados em que a orientação política está afinada com os ideais progressistas e, evidentemente, pelas mídias livres que quiserem aderir.


O programa entrará no ar ainda em julho, segundo anunciado na manhã desta quinta-feira, durante os debates do 9º ENACOM (Encontro Nacional de Comunicação da CUT). O esforço reúne sindicatos e parceiros, dentro do contexto de unificação dos movimentos sociais que se intensificou a partir de 13 de maio de 2015, quando foi realizada a primeira grande passeata contra o golpe que se prenunciava.


“Será uma espécie de barricada nossa. A ideia é que esse programa entre no ar o mais rapidamente possível. Quem sabe cheguemos a uma rede de TV”, disse o ex-ministro Gilberto Carvalho, que atuou nos governos Lula e no primeiro mandato de Dilma, um dos convidados do debate desta quinta.


“Isso terá um custo. Vocês serão chamados para participar”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, dirigindo-se à platéia de assessores de comunicação e de secretários e secretárias de comunicação das CUTs estaduais. “Vamos precisar de nossos profissionais, de nossos jornalistas, dos sindicatos”, desafiou.

Pauta: derrotar o golpe


Em seguida, garantiu apoio da Central. “A CUT já é uma potência em comunicação. Rádios, TVs de verdade em várias regiões. Esse projeto de rádio anunciado é fantástico. Digo a todos que colocamos como prioritário os recursos da CUT para comunicação”.
Vagner demonstrou disposição para a luta contra o golpe, tarefa na qual a comunicação é e continuará sendo essencial, na opinião dele. “A batalha não está perdida. Nós temos de retirar o Temer. Dar continuidade ao que fizemos certo e corrigir nossos equívocos. Quero deixar claro que o centro de nossa política é retirar o Temer, barrar o golpe e apoiar eleições gerais e reforma política”, afirmou.

O presidente da CUT também aproveitou para lembrar o esforço para se construir o que existe como estrutura de comunicação da Central: "Nós temos a TVT, por exemplo, e muitos elogiam e dizem que é preciso ampliar, melhorar. Pô, dá uma forcinha aí. Apenas poucos sindicatos contribuem financeiramente"


As falas de Israel do Vale, presidente da Rede Minas e diretor executivo do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), e de Rita Freire, presidenta do Conselho da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), convergiram em mostrar a estrutura pública que já existe, e que pode, consequentemente, auxiliar nessa tarefa de fazer chegar as informações contra-hegemônicas para a maioria da população.


Ambos reconheceram que os governos Dilma e Lula poderiam ter sido mais ousados no enfrentamento à mídia tradicional. Mas deram maior tempo a expor o que se conquistou. A EBC, duramente atacada pelo governo golpista, na opinião deles, é um embrião importante de uma comunicação pública. E que menosprezar a qualidade ou o alcance da emissora é um equívoco.


“Titubiantemente, mas tentando avançar no acesso à banda larga e na criação da EBC. São avanços inegáveis, o que explica os ataques à EBC, algo que pode se tornar um dia um instrumento que dê voz ao cidadão”, comentou Israel.

Valorizar a defender a EBC


“A TV nasce como pública na maioria das democracias consolidadas. A BBC por três décadas foi a única TV na Inglaterra. E isso interfere muito na percepção do espectador. Quem sempre financiou a BBC foi o cidadão, não com verba de governo. Portanto, a comparação desqualificadora com a EBC é mais que um jogo de letrinhas”, completou.
“A criação da EBC foi um dos grandes feitos dos governos do PT, mas depois foi deixado um pouco ao léu. Mas é injusto chamá-la de TV Traço. A EBC tem oito rádios, TV Brasil, uma agência que abastece a mídia inteira, tanto a privada quanto a livre. E mais uma agência de rádio que abastece rádios comunitárias”, destacou Rita Freire.


Israel destacou outra oportunidade que a esquerda deve aproveitar, que são as tevês da cidadania, cuja regulamentação da TV digital permite que possam ser criadas por prefeituras, com conteúdo educacional, cultural e jornalístico.


Por fim, o ex-ministro Gilberto Carvalho definiu: “Gente, esse projeto de comunicação é uma tarefa que precisa da CUT. São vocês que vão dar movimento a isso”.
Roni Barbosa, secretário nacional de Comunicação da Central, confirma: “Vamos colocar a rede CUT a serviço da distribuição do conteúdo que será produzido por este programa hoje anunciado. A distribuição é um grande desafio”.


 

Plateia na abertura do ENACOM, em São Paulo

 

Sindicalismo quer construir rede nacional de rádio e TV

Essa é uma das metas anunciadas no 9º Encontro Nacional de Comunicação da CUT. Proposta é incluir toda a esquerda no projeto

Escrito por: Isaías Dalle • Publicado em: 29/06/2016 - 12:12 • Última modificação: 29/06/2016 - 12:20

Em primeiro lugar, é preciso fazer a rede CUT funcionar plenamente. “Isso será um grande passo para a esquerda brasileira”, sentenciou Roni Barbosa, secretário nacional de Comunicação da Central. O passo seguinte, que pode ser dado simultaneamente, é criar uma cadeia nacional de comunicação. “Precisamos ter rádio e televisão. Uma programação diária, de duas horas, a começar pelo rádio, que é mais barato, e partir também para o desafio da televisão”, completou o secretário, na abertura oficial do 9º ENACOM (Encontro Nacional de Comunicação da CUT), na noite de terça-feira.

Segundo Roni, iniciativas concretas nessa direção estão sendo tomadas, em conjunto com outros atores sociais. A proposta é ser um projeto para toda a esquerda, incluindo movimentos não ligados organicamente a partidos ou centrais.

“Não fizemos isso em 13 anos de governo. Mas vamos fazer agora. Mesmo com tudo que eles (a direita) têm, nós temos condições de ir pra cima deles”, afirmou Roni.
Um dos elementos necessários para atingir esse objetivo foi apresentado pelo depoimento de Vera Paoloni, secretária de Comunicação da CUT-Pará. Ela contou que despertou para o tema comunicação depois de ter participado de um dos cursos de Formação em Comunicação promovidos pela Central. “Foi um aprendizado de solidariedade, acima de tudo. É aprender a derrubar as ’caixinhas’. O maior mérito do curso foi nos ensinar a derrubá-las”, disse Vera. Outro ingrediente necessário para a tarefa, segundo Vera, ela está experimentando ao produzir comunicação em conjunto com a Frente Brasil Popular e Frente Povo sem Medo: “Paciência. Paciência para administrar egos e tantas verdades cristalizadas”.

Admirson Medeiros, o Greg, secretário-adjunto de Comunicação, defendeu a necessidade de criar uma rede própria de hospedagem para conteúdo progressista em formato digital. Trabalhador do setor de tecnologia da informação, Greg lembrou que nada substitui o contato direto com a base. “Nosso desafio também é tirar o dirigente da tela do smartphone e fazê-lo dialogar diretamente com os trabalhadores e trabalhadoras”.

Rosane Bertotti, secretária de Formação e ex-secretária de Comunicação, por dois mandatos, destacou que a construção de uma rede de informação contra-hegemônica segue a mesma trilha da construção, por exemplo, de uma central como a CUT. “Quando a gente olha para nossa história, vemos muitas vitórias e lacunas. Porque nossa luta no mundo do trabalho é feita de sonhos e realizações. E nesse período que vivemos, nunca a comunicação foi tão demandada”.

 


 


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