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Coletiva de Imprensa do Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, no Brasil
02 de março de 2014
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O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elias Jaua, de visita ao Brasil, continuando o giro entre países do Mercosul (Bolívia, Argentina, Paraguai e Uruguai), concedeu nesta 6a. feira, 28 de fevereiro, uma entrevista coletiva à imprensa brasileira na Embaixada da República Bolivariana da Venezuela em Brasília.

O Ministro se reuniu, durante a noite, na residência do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, a quem informou a situação que se vive na Venezuela, e entregou uma carta de esclarecimentos sobre os antecedentes e as causas desta agressão que se repete contra a democracia e o governo constitucionalmente eleito do presidente Nicolás Maduro, pondo em risco a paz do povo venezuelano. Um  dos objetivos centrais é a convocação de uma reunião da UNASUR para debater os elementos que se apresentam no cenário desta agressão. Para articular este chamado, a sua viagem segue pela Guyana e Suriname. Elias Jaua, leu e agradeceu o comunicado tirado pelo conjunto dos 120 países membros dos “Países não Alinhados” em apoio às vítimas, ao povo e ao governo venezuelano, no respeito à legalidade constitucional, contra a ingerência externa nos problemas dos Estados, e na defesa da auto-determinação dos povos. (Lei o comunicado: http://www.telesurtv.net/articulos/2014/02/26/movimiento-de-paises-no-alineados-se-solidariza-con-venezuela-5002.html)

O Ministro recordou que são 15 anos que o governo sofre constantes agressões contra suas instituições democráticas,  mesmo com incansáveis esforços de Hugo Chávez e agora, Nicolás Maduro, de inclusão de todos os setores da sociedade. Chamou à reflexão: houve 2 eleições em 2012, e outras 2 em 2013, nas quais se aprovou o projeto revolucionário de transformação global da sociedade deste governo. Desde 14 de abril de 2013, quando o presidente foi eleito com 51% de votos, mal  passados 10 meses, em 8 de dezembro, a vitória de 75% das prefeituras favoráveis ao governo nacional,  e 56 % de votos nacionais, confirmaram e ampliaram este apoio. Não obstante, em seguida, no dia 23 de janeiro, um setor da oposição, com antecedentes golpistas, em 2002, 2004 e recentemente em abril de 2013, dirigido por Leopoldo López, decide destronar a democracia, provocando atentados, e chamando à derrubada do presidente constitucional, Nicolás Maduro.  A partir desse momento houve uma orquestrada escalada de atos violentos de uma minoria neo-fascista em várias cidades do país, dos quais apenas uns 34% são estudantes.

Ele denunciou dois fatos graves: uma reunião nas Ilhas Marguerita, onde por ocasião de um evento de intercâmbio esportivo, o hotel onde se hospedava uma delegação de beisebol cubana foi assediado por grupos violentos. E num Estado, chamado Táchira, na fronteira com a Colômbia, este grupo de direita, fascista, chamado “Voluntad Popular “(Vontade Popular) tentou atacar a residência do governador e seus familiares. Ao ter que intervir, através dos legais serviços de segurança detendo os jovens terroristas, prosseguiram-se outros atos violentos em nome do “direito” dos mesmos. O Ministro denunciou fatos graves como o atentado contra a casa da Fiscalia Geral da República.

E em seguida fez uma exposição de várias fotos sobre os ataques dos grupos fascistas ao Ministério Público, incêndios contra os transportes públicos, os caminhões de alimentos subsidiados pelo governo que abastecem os Mercados da rede de distribuição do Estado (Mercal, Pdval), às instalações do sistema elétrico nacional, das telecomunicações. Com isso, desmentiu as notícias que circularam de que o governo teria suspendido a internet no país.

O ministro venezuelano destacou que a natureza desta violência  não está apoiada num descontento social legítimo que possa existir  diante de problemas intrínsecos a toda sociedade. Afirmou que é uma violência de natureza política e ideológica, gerada por uma corrente de pensamento neo-fascista, já denunciada pela Venezuela em várias reuniões de organismos internacionais. Disse: “o povo decidiu defender um novo modelo, o da revolução bolivariana. Mas, a Venezuela enfrenta uma corrente  neo-fascista que foi armando uma estrutura paramilitar baseada na intolerância social, política e ideológica em relação a um setor da população que apoia o chavismo”.

Denunciou a cobertura midiática internacional que falsifica os fatos, como se na Venezuela houvesse dezenas de mortos produtos da ação governamental.  Disse que os atos violentos se baseiam apenas em 18  do total de 300 municípios, onde se incluem áreas da classe média, ou média-alta. No resto do país há um estado de comoção, mas não de violência generalizada. Reiterou a orientação pacífica e protetora das forças de ordem, da Guarda Nacional, do exército de hoje, comparada com a ação violenta da polícia nos anos da ditadura que mataram milhares na rebelião popular de 1989, há 25 anos, no chamado Caracazo. Explicou que daí, se formou a decisão de uma união cívico-militar, comandada por Hugo Chávez, que escolheu um caminho pacífico para fazer a revolução, o que levou em 1998 à primeira, das 18 vitórias eleitorais, no arco destes 15 anos, nos quais se eliminou o analfabetismo, a fome, como reconhecido pela Unesco e FAO respectivamente. Reiterou a injustiça dos meios de comunicação que dão uma imagem errônea de um povo democrático e de paz; que não foi o governo a usar da violência, mas grupos treinados para impedir a paz e a continuidade do processo democrático.  Rechaçou ingerências  externas como a dos EUA que ditam exigências para averiguação de suposta repressão policial na Venezuela contra fascistas, quando nada se fala da violência contra os movimentos de massa, pacifistas como os do “Ocupa Wall Street”.

Em resposta aos jornalistas, afirmou a importância da “Conferência Nacional pela Paz”, lançada no dia 26, que congrega forças políticas, econômicas e militares do governo com representantes da sociedade, empresários, artistas, todas as correntes religiosas, no esforço para o diálogo, e a execução do projeto nacional de desenvolvimento econômico-social, assegurando o processo democrático.

O Ministro Elias Jaua, enfatizou várias conquistas sociais nestes 15 anos, que permitem afirmar que a Venezuela não está mal (diferentemente do que dizem opositores, como o presidente da Fedecamera, que congrega os grandes industriais) porque ela hoje beneficia os mais pobres, a maioria dos extratos sociais antes excluídos: educação gratuita em todos os níveis, internet e computadores nas escolas, casas populares (desde 2012 até agora mais de 500 mil) aos mais necessitados, redução do desemprego de 15 a 6%, extinção da fome. Não negou que há desafios a superar, como sair da economia rentista para a produtiva, de superar os problemas da insegurança urbana. Citou o grande esforço do governo nessa área com a chamada “lei do desarme”. Reiterou que Venezuela não é mais a de 25 anos atrás quando havia fome; que o povo venezuelano já decidiu que nenhuma provocação irá impedir que este projeto nacional para eliminar as desigualdades sociais tenha continuidade, com o pleno exercício dos direitos democráticos como tem sido nestes últimos anos.

H. Iono
Programa Contracorrente
TV Cidade Livre

Brasília, 28/02/2014

 

Veja no link, o vídeo-cobertura da TV CIDADE LIVRE, o Canal Comunitário de Brasília:
http://youtu.be/5W-MhPiD26I


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