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Condenação total ao genocídio de Israel contra o povo da Palestina
08 de agosto de 2014 Politica
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O ataque brutal de Israel contra o povo da Palestina destruindo em 2 semanas escolas, hospitais e a principal central energética de Gaza, matando, nesta ofensiva de um mês a hoje, 1.860 civis (dos quais 80% crianças e mulheres) e ferindo mais de 8 mil palestinos, incluindo a resistência e militantes do Hamas, não tem outra qualificação que genocídio no mais alto estilo barbárico-nazista. Uma situação de impunidade de Israel como esta, não obstante condenações várias a nível diplomático internacional, desde Unasur, Russia, China, Irã, Síria, Banki-moon da Onu, o Papa, e até os hipócritas como John Kerry, entra no quadro de um enfrentamento de guerra global agudo quase irreversível.

Ataque a Israel e derrubada do avião malásio: em direção à guerra global com mirada contra a Rússia

Esta avançada incontrolável de Israel sobre Gaza e a derrubada do avião Malásio no território da Ucrania indicam ser uma única estratégia imperialista, com ordens da alta cúpula do Pentágono e lobbys israelenses contra a Rússia que tem crescido no seu protagonismo político na articulação de países progressistas e revolucionários do Oriente Médio, da América Latina e da chamada Eurásia. A Rússia havia acabado de oferecer ajuda à Palestina na exploração das novas fontes de petróleo descobertas na Faixa de Gaza, das quais Israel se fez proprietária.

Não é casual a derrubada do avião da Malásia na Ucrânia, que levou a 298 mortos. É parte desta estratégia mundial, para avançar na ocupação imperialista da Ucrânia iniciada pela derrubada do ex-presidente democrático, Yanukovich, contestada pela luta de resistência dos rebeldes e pelos plebiscitos da Criméia, Donetsky e Lugansky, onde o povo votou pela anexação à Rússia, não pelo retrocesso da Ucrânia ao FMI, às corporações capitalistas, à Monsanto, aos Burguer Kings. A renuncia do primeiro ministro ucraniano, Yatsenyuk, diante do Parlamento, onde a vida interna se reduziu a socos e pontapés, mostra que as coisas não estão fáceis para eles, a ponto de apelar para acirramento da intervenção militar do exército contra os rebeldes e a população civil.

À política decidida de Putin, incluindo a ofensiva militar de resistência frente às ameaças da Otan em toda a região, e de aliança com a China, se junta um processo interno na ex-URSS em que se debate o retorno à URSS. Dezessete Partidos Comunistas da União dos PCs que formaram a URSS (Federação Russa, Ucrânia, Bielorussia, Azerbajã, Georgia, etc…) discutem esse tema, sobretudo pela ameaça que a invasão capitalista na Ucrânia e o massacre de civis, e forças rebeldes, incluindo a provocatória derrubada do avião Malasio, significam para uma tentativa de desintegração final da Russia. Putin, mesmo sendo de origem militar e da ex-KGB, dirige um processo que favorece o debate interno para o resgate das forças econômico-sociais, do poder do Estado, da recuperação da função do Exército Vermelho e do internacionalismo. Hugo Chávez também foi militar e, não obstante, foi um dos mais completos revolucionários do último século.

Putin en CubaEste sinistro atentado ocorre no retorno do giro vitorioso de Putin pela América Latina. Pontos cruciais desta viagem foram: a viagem a Cuba, em que encontrou Fidel Castro, e firmou acordos de cooperação, entre outros, o desconhecimento de 90% da dívida externa de Cuba com a ex-Urss, e a construção de 4 geradores de energia para a termoelétrica do porto de Mariel; o encontro com Cristina Kirchner concordando entre outras a instalação da TV Russa em espanhol no sinal aberto; e finalmente a reunião dos BRICs com decisões econômicas fundamentais já mencionadas anteriormente. Não seria de se estranhar que fosse verossímel a primeira hipótese de que o quiseram liquidar fisicamente neste atentado ao avião malásio. Senão, pelo menos politicamente, tem sido o objetivo da grande mídia que, sem provas alardeiam a culpabilidade da Russia. A apuração técnica da verdade, pode durar anos (sobretudo se em mãos da burguesia europeia), como durou dezenas de anos, desvendar a real causa da derrubada do avião com mais de 200 civis a bordo em Ústica, na Itália, cujo alvo de acusação eram os líbios de Kadaffi, quando na realidade foram mísseis da Otan. Mas, até que a verdade venha à luz, muitos danos políticos contra a Russia e os rebeldes da Ucrania terão sido feitos com a cumplicidade da mídia internacional fascista, induzindo à falência qualquer tentativa pacifista.

O fascismo midiático

Foi  fulminante a acusação feita pelo Embaixador da Rússia na ONU, Victor Churkin,  afirmando que toda a responsabilidade sobre a derrubada do avião deve-se ao governo da Ucrânia, já que os controladores do tráfego aéreo do país autorizaram a rota de voo por uma zona de conflito, onde, sabidamente, disse ele, estão em ação sistemas de mísseis antiaéreos. O mais óbvio é excluir as regiões de conflito das rotas de voo, a não ser que haja interesse em agravar a propaganda anti-russa visando construir deliberadamente condições para novas ações de hostilidade anti-russa, sejam elas políticas, econômicas e mesmo militares, mas sempre midiáticas. Tais objetivos foram alcançados pois até mesmo um jornal de Palmas, em Tocantins, culpou, sem nenhuma prova, Putin pela derrubada do avião, e, de tabela, disse que Dilma tinha também responsabilidade no episódio, já que havia recebido o dirigente russo. É puro fascismo midiático!

Giulietto Chiesa, renomado jornalista italiano, do ex-Partido Comunista Italiano analisa com agudez política o contexto mundial desta terceira guerra mundial em pleno desenvolvimento, no vídeo ao lado (http://www.pandoratv.it/?p=1633&doing_wp_cron=1406890578.5758900642395019531250). A lista de passageiros do voo, com ampla maioria de holandeses, especialistas na luta contra o Aids, cria a histeria psicótica necessária a impactar expansivamente a União Europeia. O objetivo é provocar novas sanções contra a Rússia; e reforçar o decreto do Tribunal Holandês para que a Rússia pague 50 bilhões de dólares a Khodorkovsky ex-banqueiro e magnata da falida Yukos Oil Company. A proximidade do inverno, e a falta do gás russo, aumenta a crise europeia, e o conflito interior da Ucrânia contra a Rússia. A Rússia exerce a sua arma poderosa que não interessa aos europeus, que é corte do abastecimento do gás. Na sanção econômica da Europa à Rússia, aquela perde, enquanto o Brasil acaba de firmar acordos de exportação de carne e outros produtos aos russos.

Urgem instrumentos de comunicação popular fundamentais diante da guerra midiática fascista em pleno desenvolvimento. E nós, no Brasil, como bem dito por Lula, perdemos muitos anos de gestão sem realizá-los. Passou da hora. Sequer aderimos como governo ao projeto de Telesul que completa 9 anos de comunicação verdadeira e integradora da América Latina e do mundo.

O mundo está ao borde de uma guerra global

O nível de demência de Israel indica que uma guerra global pode sair a qualquer momento. O chamado novo mundo “multipolar”, onde governos progressistas latino-americanos, junto a Russia, China, congregam economias independentes do FMI e do capitalismo internacional, reforçadas pela consolidação recente dos BRICs em Fortaleza (Brasil), do Banco do BRICs, da nova moeda Rússia-China, do sucre na América Latina, da resistência argentina aos Fundos Abutres, afundando o lastro do dólar, são elementos mais que suficientes para acentuar uma guerra global, que J. Posadas caracterizou como enfrentamento inevitável entre dois sistemas: o capitalismo e o socialismo. O capitalismo está decrépito, como evidente em toda a Europa, e as forças do socialismo se reacendem, com a recuperação da Rússia e o avanço econômico da China, que, não obstante limitações burocráticas e golpes sofridos com a desestruturação da URSS, mantém elementos que resistem, no rumo da reconstrução das estruturas de Estados socialistas. Lógicamente, não de maneira linear, nem pacífica, mas contraditórias, cruentas. Na própria Rússia, os vários atentados em Moscou, acidentes suspeitos no metrô, denotam sabotagem e ações contrarrevolucionárias para impedir que Putin, o exército e os Partidos comunistas recuperem as bases da velha URSS.

A maioria das novas forças chamadas multipolares reforçam a unidade da Rússia, China, Cuba e os vários Estados e governos revolucionários e progressistas da América Latina (Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina, Nicarágua, Uruguai, Chile, Brasil, El Salvador, Peru e vários caribenhos como Dominica, Granada, São Domingos), empurrando a união necessária ao socialismo, que como bem dito por Trotsky e reiterado por Hugo Chávez: não há socialismo em um só país; para isso é inevitável a união socialista da América Latina e do mundo. O estado de loucura de Israel, é expressão do desespero sistêmico do imperialismo, que encontra respaldo nas lobies norte-americanas, centradas em Israel, manipuladoras do super-poder do Pentágono, provavelmente acima de títeres-cúmplices como Obama e John Kerry. São os mesmos que hoje, com provas evidentes denunciadas por um setor político-científico dos EUA, arquitetaram a derrubada das Torres Gêmeas de Nova Iorque, da qual “casualmente” se salvaram sob aviso-prévio, vários cidadãos israelenses. São lobies, dispostas a lançar a guerra-atômica contra a humanidade em qualquer momento. Não é casual que esta avançada guerreira ocorra, no mesmo momento em que Nicolás Maduro e Abud Abas selaram acordos de cooperação e ajuda da Venezuela ao povo palestino; e no mesmo momento em que o Ministério de Defesa do Brasil fez acordos de compra de aviões militares russos. Governos, como o de Dilma, condenaram, a desproporcionalidade do ataque de Israel (onde os mortos tem sido 53, dos quais 3 civis, contra 1.860 palestinos, dos quais maioria civil); a desproporção é intrínseca à irracionalidade, ferocidade a que podem chegar os abutres das grandes corporações financeira-militares, diante desta situação de isolamento e crise econômica sem saída nos países da Europa e dos EUA. Israel sai à cabeça, mas é deles a aplicação de todos os embargos econômicos à Palestina, Rússia, Cuba, Irã. Este lamentável genocídio em Gaza, contra um Estado que, apesar de reconhecido pela maioria na ONU, não consegue nascer, cresce neste meio de cultura da guerra global.

Frente-Única antiimperialista de governos progressistas e revolucionários e dos movimentos sociais do planeta

Diante de tais acontecimentos que se somam às constantes ameaças golpistas contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, urge acelerar o debate e a ação político-militar pela estruturação de uma Frente Única Antiimperialista Mundial.

Não há solidariedade, sem transformação revolucionária dos países. E não há transformação, nem vitória, sem uma gigantesca Frente Anti-imperialista mundial com participação popular. A reação do mundo diplomático contra Israel tem sido importante, mas não substitui o desenvolvimento de forças populares, sindicatos, partidos de esquerda em Israel, nos EUA e em toda a Europa, que se oponham a este massacre na Palestina, derrubando e impondo governos que saiam da área do falido FMI, da guerreira Otan, e que propugnem pela transformação socialista da sociedade, que como na América Latina, acabem com o desemprego, a degeneração dos serviços sociais e com a economia militarizada em função da guerra. É preciso criar movimentos que se oponham com força a todos os boicotes econômicos contra a Palestina, Cuba, Rússia, Irã e Síria. Em alternativa, que o Brics, Mercosul, Unasul, supram os países reprimidos, como de fato já o fazem. E que o Mercosul, discuta a eliminação do TLC com Israel, se não cumpre com o cessar fogo da ONU. A atual reunião dos Não alinhados no Irã, e a sua decisão de reforçar a condenação a Israel,

Todo nosso apoio às decisões anti-Israel tomadas na recente reunião dos Países Não Alinhados no Irã. Todo apoio e exemplo a seguir da solidariedade internacional organizada pela Venezuela que acaba de enviar 16 toneladas de alimentos e remédios (das quais, 6 toneladas recolhidas pela população venezuelana) em solidariedade ao povo da Palestina. Todo apoio às Casas de abrigo “Hugo Chávez” organizadas pelo governo Venezuelano para acolher temporariamente as crianças feridas e órfãs palestinas, vítimas deste genocídio. Todo apoio às resoluções do III Congresso do PSUV para realizar um Encontro Mundial das forças progressistas e revolucionárias do mundo para debater a estratégia mundial antiimperialista.

Todo nosso apoio à solidariedade internacional organizada pela Venezuela que acaba de enviar 16 toneladas de alimentos e remédios (das quais, 6 toneladas recolhidas pela população venezuelana) em solidariedade ao povo da Palestina. Todo apoio às Casas de abrigo “Hugo Chávez” organizadas pelo governo Venezuelano para acolher temporariamente as crianças feridas e órfãs palestinas, vítimas deste genocídio.

Urge a unificação da América Latina no campo da defesa; que o Conselho de Defesa da Unasur, ative uma Otan do Sul, proposta fundamental que deixou Muamar Kadafi para a defesa da soberania dos povos do chamado sul econômico-social do planeta. Uma reflexão é devida, um debate para a ação, para que a humanidade não tenha que derramar tantas lágrimas, enterrar tantas crianças e mulheres mortas brutalmente, diante da paralisia e da responsabilidade de direções que não se prepararam para o ajuste final de contas entre a barbárie e o socialismo.

Comitê de Redação

Jornal Revolução socialista

6 de agosto de 2014

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