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Eleições para o Parlamento Europeu: O respeito ao mercado, por parte das direções sindicais e políticas trava a unificação socialista européia.
12 de julho de 2009 Artigos Edições Anteriores Notícias Politica
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Somente 43% da população britânica votou. Há um grande descontentamento
no povo contra o Tratado de Lisboa, contra as guerras da Otan, já expressas
no “Não” irlandês ao mesmo tratado; há também protestos contra a Comissão
Européia que decide, enquanto que o Parlamento europeu decide muito pouco.
O Partido Trabalhista (Labour Party) perdeu 1.5 milhão de votos. Passou
de 38% em 2008 a 15,7% dos votos hoje. Em alguns lugares está em quarto
lugar, atrás dos Conservadores (Tories), dos Liberal-Democratas (Lib-dems)
, e dos UKIP (United Kingdom Independent Party) que são um grupinho pró-
fascista. No sul da Inglaterra estão em quinta posição, atrás dos Verdes. Esse é
o pior resultado obtido desde 1918.
Os do UKIP ganham um pouco, mas não do Partido Trabalhista. São alguns
Conservadores que votam neles, por ultra-nacionalismo anti-Europeu. Os
votos perdidos dos Trabalhistas não foram para os Conservadores, Libdems
ou UKIP (todos eles perderam votos ou ganharam muito pouco). Pela primeira
vez, os Trabalhistas perdem em Gales e os Conservadores vencem. Na
Escócia vencem os dos SNP (Scottish Nacional Party) que são nacionalistas.
As massas trabalhistas repudiam o Novo Partido Trabalhista. A abstenção
demonstra o ódio à política capitalista dos trabalhistas, aos fechamentos de
fábrica, às privatizações, ao desprezo pelos operários do país e da Europa,
etc… O povo rechaça este parlamento europeu onde os Conservadores
britânicos fazem alianças com a direita européia, o European Peoples Party,
com que passam a ter 36% das cadeiras.
As Ilhas britânicas não têm motivo para se manter unidas, dado que o
cimento da conquista colonial terminou. Houve certo aumento dos votos para
Sinn Fein (Nacionalista da Irlanda) e SNP. Nisso se expressa o protesto, mas
também a desintegração do capitalismo. Ocorre o mesmo na Europa, de outras
formas. Isto pesa contra a centralização da classe operária. É urgente elevar a
coordenação das suas lutas entre os países e em cada país. As pessoas sentem
a necessidade de outras formas, outros órgãos e representações.
Nestas eleições não houve ninguém em quem votar como alternativa de
classe. Os Verdes (Green) constituem um partido burguês com poucos votos.
A corrente “No2Europe-yes to democracy” (Não2Europas-sim à democracia)

com 150.000 votos, dirigido pelo sindicato RMT (Sindicato dos Portuários e
Ferroviários) e apoiado pelos comunistas, defendeu o mercado “inglês”, e a
esquerda trabalhista LRC (Labour Representation Commitee) se manteve no
interior do Partido Trabalhista.
O que ocorreu na Inglaterra contra os Trabalhistas, aconteceu também
contra os Socialistas de direita e os Social democráticos do resto da Europa.
Enquanto os comunistas avançam bem na França e na Europa do Leste. Isso
significa que as massas tem o afã por alternativas; os ex-Estados operários não
as assustam.
O BNP (British Nacional Party), semelhante ao partido do Le Pen na
França, ganhou menos votos que anteriormente, apesar de sair com 2
parlamentares europeus (a partir de 2 regiões operárias do Norte da Inglaterra
onde o voto aos trabalhistas quase desapareceu). Com o mesmo princípio,
saíram 4 do Partido da Liberdade (Freedom Party) na Holanda, outros na
Áustria, Hungria e Dinamarca, e mais 8 da Liga Norte da Itália.
Para isso servem as eleições européias. Elas dão peso a gente que não
têm nenhuma autoridade social e, nada para os operários. Como em todos
os parlamentos. As pessoas observam isso; vêem os limites da democracia
parlamentar; vêem que o capitalismo só aceita o resultado eleitoral se lhe
convém.
A LRC e o No2Europe e os Verdes ficaram dentro do problema
voluntariamente, ou sem dominá-lo. Ninguém coloca que ao respeitar o
comércio inglês, se está respeitando a concorrência; e portanto termina-se
atacando os operários de outros países. Isso provém da burocracia sindical
como a da indústria do automóvel que defende os postos de trabalho ingleses
contra os alemães.
Nestas eleições se expressou o rechaço ao Novo Partido Trabalhistas (New
Labour). As massas vêem que para tirá-lo abaixo é preciso avançar contra o
aparato capitalista, inclusive contra esses órgãos eleitorais sem valor; e para
isso, é preciso avançar em escala européia. Fica evidente que é necessário
articular o movimento operário europeu, através dos sindicatos, das lutas
com programas elaborados em escala européia. Alguns setores de esquerda
chamam a uma Assembléia Constituinte Operária na Europa.
Não existe uma Europa unida. São as burguesias que se unem para atacar
as conquistas das massas em cada país (formando parte da revolução-guerra-
revolução). Isso não constitui uma Europa única. A única Europa que pode
existir é a Socialista.

 

7 de Julho de 2009


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EDITORIAL:

Apoio incondicional à candidatura Haddad-Manuela e à coligação!
Pela composição mais ampla com todas as forças de esquerda, progressistas, nacionalistas e democráticas e dissidentes do regime ditatorial neoliberal e fascista! É preciso contar com as divergências do inimigo. É preciso emplacar Haddad no primeiro turno.
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