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Exoneração de Jucá: cai a máscara dos golpistas, mas não perdem o vício: não há um minuto a perder, resistência e mobilização!
14 de junho de 2016 Artigos
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A queda do “ministro” Jucá, recém empossado no “governo” Temer, é um fato importante, porque esclarece de maneira didática, por meio de mais um vazamento seletivo (e ponha-se “seletivo” neste) parte do mecanismo que levou ao golpe contra a Presidenta Dilma, seus bastidores, suas intenções, sua estratégia. Mostra num diálogo o que a lógica na análise política já havia revelado, agrega provas materiais para uma cassação de mandato do próprio Senador e necessária prisão, além da imediata anulação do processo do impeachment por “desvio de finalidade”. Se houvesse a mínima intenção ou possibilidade de Justiça neste momento, TODAS as conversas de Sérgio Machado serviriam de abundante subsídio, e o governo Temer não duraria mais um dia.


Mas não, não haverá tal situação. Que o movimento popular não se engane. Nem se arrisque a abraçar a “causa” defender Lava Jato, aparentemente temida por Jucá e por toda a classe política que hoje compõe a nova maioria.  O que estes fatos fazem é colocar em evidência que o moralismo anticorrupção era somente o pretexto para derrubar o governo. E que uma vez feito o trabalho sujo, e de lambuja liquidando o PT, ele se torna supérfluo: os negócios devem continuar. Quando a esmola é demais, até o santo desconfia, diz o dito popular. Ainda mais quando as notícias são difundidas pela Folha: os vazamentos podem ter endereço certo, e formam parte de um ambiente túrbido, em que navegam os inimigos da Nação, que continuam encastelados na Lava Jato.


Sem qualquer dúvida, entretanto, este novo escândalo nas filas do governo ilegítimo e golpista de Temer produz um efeito devastador. Porque anima a oposição, alerta os setores de boa-fé que se iludiram com os golpistas e agora pensarão duas vezes em sair às ruas pelo impeachment, divide a base parlamentar golpista, por interesses divergentes, não tanto do “pacote de maldades” que o novo “governo” acaba de apresentar, com os cortes em saúde, educação, habitação, serviços sociais, “reforma” da aposentadoria, etc., mas pelo frio cálculo de que estas medidas serão intragáveis, impopulares, e que o futuro do governo golpista não está assegurado. E, no frigir dos ovos, tais medidas sequer favorecerão aos setores empresariais acostumados com as “bondades” do governo do PT, como os subsídios e um mercado potencializado pelo favorecimento ao consumo, que sofrerão o maior impacto pelo empobrecimento da população.


Outra mostra de fraqueza é a anunciada reconstituição do Ministério da Cultura, fruto da enorme onda de protesto de artistas e intelectuais por todo o país. Temer prefere perder os anéis antes que os dedos, é uma medida insignificante para o Orçamento, mas representativa da “marca” antipopular, antissocial do seu governo, da qual neste caso se esquiva. Sem qualquer dúvida, porém, revela a fragilidade da gangue que assaltou o poder.
O efeito mais evidente destes fatos, é por em evidência a falta de legitimidade do “governo” Temer. Aumenta a possibilidade de uma dissidência no Senado que leve à derrubada do impeachment e do próprio Temer. Com ele, de toda a corja que conspirou e enganou a opinião pública na Câmara, no Senado e na Justiça.


Mas não se deve baixar a guarda: todo o calendário de mobilizações e lutas da Frente Brasil Popular deve ser mantido e reforçado, até o último minuto do processo de impeachment, para tentar revertê-lo, e depois, seja que Dilma volte ao governo, seja que seja derrotada.
Na primeira hipótese, é possível e preciso repactuar toda a frente única, arrastando os setores de oposição mais honestos e não comprometidos com o golpe – escassos na verdade -, parte do empresariado, os nacionalistas, a parte sadia do judiciário, mobilizar e comprometer mais as forças armadas nos projetos de soberania nacional, agora ameaçados, para compor uma base de governabilidade; e, principalmente, estruturar de maneira definitiva a participação dos movimentos populares no governo, no seu quotidiano, na função de controle, fiscalização, repropor a MP do controle popular derrotada antes pelo próprio Congresso. Enfim, será preciso compor uma nova maioria, uma base parlamentar e extraparlamentar para garantir a governabilidade, sem perder tempo, sem vacilar, já que esta oposição subversiva e reacionária não deixará de lançar minas vagantes para tentar um novo golpe.


Nesse sentido é preciso discutir que a FBP não pode ignorar que Dilma não tem força para governar sozinha, e vai precisar recompor uma base no Congresso e no Judiciário, gostemos ou não. E que sem este apoio, dificilmente derrotaremos o impeachment. Aliás, os canalhas que ocuparam o poder neste momento farão de tudo, até terrorismo, chantagens e outros “vazamentos seletivos”, para impor a conclusão do processo contra Dilma. Vice-versa, qualquer senador ou parlamentar que seja suscetível de mudar de posição, é um aliado potencial com o qual há que se contar.


Pois muito mais difícil se fará a tarefa se o impeachment for confirmado, basta ver o desfile de horrores que são as medidas que este governo golpista anuncia que vai implantar, sem exclusão de uma enorme repressão aos movimentos populares. Cada dia de presença destes golpistas no Planalto será uma batalha contra as massas populares. Além da caça às bruxas, que já começou em todos os níveis, e será implacável com o PT.


Mas o que fazer neste caso, será objeto de outra análise: a hora agora é de resistir, lutar, avançar, vencer, derrotar o impeachment. Dilma está mostrando garra e disposição, está mantendo contato com uma vanguarda de lutas, fazendo reuniões com seus ministros, convocando, e o povo está respondendo com milhões de acessos aos seus blogs, programas e comunicados, apesar da tentativa de isolá-la no Palácio da Alvorada. Essa resistência terá um efeito enorme num governo Dilma-bis, renascido após a derrota do impeachment.
Um poderoso instrumento para a resistência poderá ser a Rede Democrática de Comunicação, tarefa urgente, necessária, imprescindível para derrotar toda sorte de manipulação e desinformação, que tem sido a base fundamental de toda a preparação do golpe. O movimento popular necessita desta ferramenta!


ABAIXO O GOVERNO DOS GOLPISTAS, VOLTA DILMA!


Jornal Revolução Socialista


24 de maio de 2016
 


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