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Fórum Internacional de Emancipação e Igualdade na Argentina
19 de março de 2015
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Fórum Internacional de Emancipação e Igualdade

Nos dias 12,13 e 14 de março, realizou-se em Buenos Aires (Argentina) o Fórum Internacional de Emancipação e Igualdade, promovido pelo Ministério da Cultura, cuja titular é a cantora, ministra Teresa Parodi, e organizado pela Secretaria de Coordenação Estratégica para o Pensamento Nacional, dirigida pelo seu diretor argentino, Ricardo Forster, com representantes políticos e intelectuais de 23 países.

Entre os destacados conferencistas estiveram: Noam Chomsky (EUA.), Cuauhtémoc Cárdenas (México), Constanza Moreira (Uruguai), Emir Sader (Brasil), Piedad Córdoba (Colombia), Iñigo Errejón (Espanha), Jorge Alemán (Argentina), Ignacio Ramonet (Francia), Álvaro García Linera (Bolivia), Nicolás Lynch (Perú), Gabriela Montaño (Bolivia), Axel Kiciloff (Argentina), Gabriela Rivadeneira (Equador), Leonardo Boff (Brasil), Gianni Vattimo (Italia), Paco Taibo (México), René Ramírez (Equador), Nidia Díaz (El Salvador), Ticio Escobar (Paraguai), Horacio González (Argentina), Camila Vallejo (Chile) e Marisa Matias (Portugal).

Foram várias mesas temáticas como:

Desafios e encruzilhadas na América Latina
Conferência Magistral de Noam Chomsky
América Latina e Europa espelhadas.
Novas esquerdas e tradições populares na América Latina
Novas esquerdas e tradições na Europa
Atualidade das tradições emancipadoras
Cultura: novas subjetividades, neoliberalismo e projeto emancipador
A nova geração ante a disputa do presente

O evento foi realizado no Teatro Cervantes que superlotou, com filas de pessoas na praça e ruas adjacentes, com ampla assistência de personalidades políticas (Mães da Praça de Maio), dirigentes políticos, representantes do governo, jornalistas, sindicalistas, artistas, religiosos, estudantes, televisionado pela TV Pública e acompanhado por milhares de pessoas no mundo através do sistema de streaming via internet. Com este Fórum que debateu temas centrais da política, da economia da conjuntura mundial enfocados na crise mundial do neoliberalismo capitalista, nas experiências avançadas dos governos e movimentos sociais de esquerda na América Latina e Europa, a Argentina demonstra ser um outro centro de articulação de forças internacionais anti-imperialistas, reforçando o exemplo da Venezuela.

Um debate amplo transcorreu nestes 3 dias, difícil de sintetizar. Destaquemos alguns enfoques desenvolvidos:

A recordação do legado de Chávez e a solidariedade ao governo e povo bolivariano da Venezuela foi unânime e desenvolvida com calor e emoção por Piedad Córdoba (senadora da Colômbia) https://www.youtube.com/watch?v=vDcxVnqEFAc,  Gabriela Rivadeneira (presidenta da Assembleia Nacional), e Vladmir Acosta (Venezuela) que estiveram também presentes no ato realizado diante da Embaixada da Venezuela em Buenos Aires. A TV Cidade Livre (de Brasília) esteve aí presente (https://www.youtube.com/watch?v=dbfa35zJHbI)

 

O Brasil, representado por Emir Sader (https://www.youtube.com/watch?v=dAm4Yu3_7n8) e Leonardo Boff (https://www.youtube.com/watch?v=jPp4H8SsDKU), contou com significativa solidariedade e foi tema de preocupação de todos os conferencistas, diante das ameaças dos EUA à Venezuela, Brasil e Argentina. Houve várias intervenções exigindo o respeito à legalidade do governo constitucionalmente eleito de Dilma Rousseff.

A Europa e a juventude tiveram destacada participação com representantes da Syriza da Grecia (Konstantinos Tsoukalas) e do Podemos da Espanha (Iñigo Errejón). O jovem espanhol, Iñigo Errejón, com sua brilhante intervenção (vejam no https://www.youtube.com/watch?v=0Mpwvka15N0) deu um exemplo de como a Europa não está parada e que a necessidade histórica de transformações sociais urgentes tem criado, no seio dos movimentos dos “indignados”, dirigentes, jovens, de alta inteligência e fervor político como Iñigo, junto a Pablo Iglesias do novo partido político “Podemos” (que desponta como provável vitorioso nas próximas eleições gerais da Espanha, seguindo o exemplo de Syriza da Grécia, com Aléxis Tsipras). A consciência política desses novos quadros, injetou neste Fórum uma grande esperança no protagonismo da juventude e a certeza de que a Europa despertou para os ventos da América Latina, para ações concretas rumo a governos de esquerda, e uma Frente Única Antiimperialista contra os chamados golpes “suaves”, as revoluções “de veludo”, o super-poder midiático das corporações, abrindo caminho para a ofensiva guerreira dos EUA.

 

O vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia Linera, ressaltou que a “América Latina depende da Europa, e a Europa depende da América Latina”. Várias intervenções e a própria razão deste Fórum conduziram a quanto é imprescindível a solidariedade internacional, de que não há como nenhum país liberar-se isoladamente. Os problemas da Venezuela são da Argentina, os da Argentina são da Venezuela e do Brasil.  Esse foi um dos legados de Hugo Chávez, reafirmando uma ideia de Trotsky: “não há possibilidades de socialismo num só país; se a revolução não se estende aos demais países, sucumbe”. Baseado nesta convicção, Hugo Chávez chegou a propor em novembro de 2009, no Encontro Internacional dos Partidos de Esquerda em Caracas, a necessidade de uma V Internacional para coordenar o debate de ideias e uma plataforma de lutas comum entre os vários movimentos, partidos e governos de esquerda do mundo. Estes Encontros internacionais levantam pilares para cumprir esta necessidade histórica.

Outro ponto alto deste Fórum foi o tema dos avanços e projetos dos governos de esquerda. Neste quesito, teve grande eco a intervenção de Axel Kiciloff, jovem ministro da economia da Argentina, que, como bem dito por Marisa Matias (deputada de Portugal), “é conhecido na Europa como a grande estrela que enfrentou os Fundos Abutres”. Axel Kiciloff defendeu o papel do Estado: “o Estado pode, deve ser um instrumento de emancipação. Nós, na Argentina, temos um Estado rebelde, autônomo e independente. O único meio de crescimento para a Argentina é um Estado a serviço da distribuição das riquezas”. Veja vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=6O9P1P7VmvM). Este tema também foi centrado por Álvaro Garcia Linera (vice-presidente da Bolívia) que reforçou a necessidade de um Estado com participação e controle popular, e da importância de medidas econômicas concretas para que os governos de esquerda avancem na consolidação da verdadeira democracia, caso contrário, arriscam o retrocesso. https://www.youtube.com/watch?v=pYZ9khFzZo8

 

Os organizadores deste Fórum reiteram que este foi apenas o início de uma série de outros para continuar articulando a batalha de ideias e o intercâmbio de experiências internacionais para consolidar uma ação unificada de lutas na defesa da emancipação e soberania dos povos do mundo. Vale a pena extrair como experiência para o Brasil, sobretudo diante das ameaças desestabilizadoras contra o governo constitucional de Dilma Rousseff e o PT, de que a mídia pública, TV Brasil, NBR e jornais populares devem ser essencial instrumento de batalha. É essencial que o governo, os movimentos sociais de esquerda e os sindicatos apoderem-se dos meios de comunicação. A TV Pública, veiculou durante e pós-Fórum, todas as intervenções do debate, contribuindo à conscientização e à visão de mundo do povo argentino.


H. Iono
Jornal Revolução Socialista

 

Leia o Manifesto final emitido pelo Fórum no http://www.paginapopular.net/manifiesto-de-buenos-aires-por-la-emancipacion-y-la-igualdad/


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