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Gigantesca manifestação em Teerã comemora os 33 anos da revolução iraniana
14 de fevereiro de 2012 Artigos Edições Anteriores Notícias
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É impressionante quanta gente e famílias inteiras que estão chegando de todos os lados da metrópole nesta Praça da Liberdade, onde Ahmadinejad e Ismael Hanie, primeiro ministro do governo palestino em Gaza, de mãos dadas começam a intervenção histórica dos revolucionários do mundo em Teerã. É impressionante quantas crianças estão sobre os ombros doa pais e nos braços das mães que caminham. Provavelmente chegaram com trens e outros meios em Teerã como ponto de convergência, mas há também festas e manifestações em ais de 850 cidades pequenas e grandes e nos centros regionais. Há uma bandeira longa de 2.000 metros e uma do Bahrein de 20 metros. Há muita gente é uma manifestação muito maior que dos anos anteriores. É uma marcha alegre e combatente. Há 500 jornalistas e 290 agências internacionais esperando transmitir o discurso em persa e em árabe ao povo iraniano de todas as etnias e do mundo inteiro.   ….(Comentários e artigo de um manifestante iraniano para o Jornal Revolução Socialista)

Foi uma festa maravilhosa com uma participação majoritária de mulheres, jovens e de terceira e quarta gerações, crianças que estavam nos ombros dos pais e nos braços das mulheres, marchando dezenas de quilômetros juntos, gritando contra o imperialismo e as ameaças de guerra. Muitos pais faziam ver o próprio filho dizendo que ele era um futuro cientista nuclear.

O assassinato do jovem cientista nuclear comoveu muita gente e os jovens repetiam que o inimigo do progresso do Iran não passará! Uma ressonância completa entre a direção revolucionária e a população. Uma manifestação organizada desde cima e desde baixo com o objetivo de se abrir a via do progresso revolucionário e de limpar o caminho dos obstáculos que há que eliminar. Havia também cadeirantes, mutilados de guerra com máscara de oxigênio, dizendo que estavam caminhando com o sangue dos que derrubaram a monarquia. Muitos falavam sobre aquela guerra desigual e cheia de traições, mas cheia de coragem; a maioria das moças e dos rapazes falava contra as ameaças de guerra do imperialismo e de Israel. Khamenei disse que “os imperialistas falam que possuem todas as opções sobre a questão iraniana sobre a mesa; e que isso significa que eles têm também a opção militar; só o fato de mencionarem é um dano enorme, mas, se fizerem a guerra de fato, o dano será cem vezes maior”.

Neste evento histórico conta-se com a presença de Ismael Hanie, do Hamas, e que sobrevoou em helicóptero sobre milhões de pessoas caminhando. Ele disse que, apesar de que esta não seja a primeira vez que participa em manifestações no Irã, esta é maravilhosa, e é uma acumulação de energia em apoio à luta do povo palestino e de todo o povo árabe em rebelião. No dia seguinte se reuniu com Khamenei, Ahmadinejad e Rahime, o seu vice. Ele sustentou que a única forma de luta é com armas, e que a conciliação com os ocupantes não conduz a nenhum lado; que o objetivo continua sendo a conquista desde Bahr a Nahr; em árabe seria, desde o Mar até o Rio, e que a discussão com outras partes dos palestinos vai nesse sentido.

Khamenei afirmou que a luta incessante do povo palestino foi sempre o estímulo constante a vivificar as lutas, e é parte do surgimento de situações em que explodiu esta rebelião e o renascer islâmico nos países árabes. Disse que é preciso estar atento à penetração de elementos conciliadores e que Arafat enquanto era revolucionário, foi um dirigente de todos, mas quando começou com a política conciliatória, sofreu derrotas. Há provavelmente uma crise onde Khaked Mashal, o secretário do Hamas, quis demitir-se diante da reorganização da frente comum com Abu Abas das Autoridades Palestinas que quer ser o Primeiro Ministro dos palestinos.

É importante para o mundo árabe em rebelião, ver a unidade entre o Estado Revolucionário do Irã, com todo o progresso material e o impulso do pleno apoio popular, e o governo palestino de Hamas. Duas etnias diferentes, dois diferentes ramos islâmicos, xiitas e sunitas, mas unidos nas lutas armadas contra a agressão imperialista e para o amor humano, o progresso histórico em nome da revolução no Oriente Médio. Anteriormente, Ali Khamenei falou em língua árabe na Assembléia com 1.200 representantes dos países islâmicos comovendo-os todos, quando os 15 jóvens egípcios foram presos no retorno ao seu país.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  

Ahmadinejad disse na sua intervenção que não aceitarão jamais a humilhação. Disse: “estivemos sempre dispostos a discutir para chegar a uma solução, mas não haverá nenhum cedimento nos programas nucleares e a grande presença do povo aqui diz que nós vamos para frente, e dentro em breve vamos anunciar novidades neste campo”. Ele deu muitos exemplos de progresso do país em todos os campos.

Ahmadinejad citou muitos exemplos dos progressos do país em todos os campos. “O satélite de Irã já está girando ao redor do mundo e mandando fotos de qualquer lugar”. Disse que “os imperialistas deformam os fatos e dizem mentiras e, portanto, devemos ter nossos satélites para informarmos diretamente as coisas que fizemos”. Forneceu uma longa lista de conquistas na nano-tecnologia, na medicina contra o câncer e as células tronco, nas infraestruturas e universidades e, também no campo social, na diminuição das diferenças entre as classes sociais. Disse que 40 milhões da população têm as ações das fábricas estatais e recebem os juros das ações nas suas próprias contas bancárias; o novo subsídio a favor da população, o que permitiu ganhar milhões de dólares no consumo da gasolina e contra o seu contrabando. Disse que as importações diminuiram enquanto que a exportação de produtos não petrolíferos aumentou. Foram construídas casas populares sobre terrenos gratuitos do Estado, com subvenções a famílias que necessitam e que em poucos anos ninguém ficará sem cas; muitos hospitais, academias de ginástica, escolas, etc…

Na festa organizada na embaixada de Viena parteciparou Yuki Amano, japonesa, e o seu secretário, que disse que a atividade nuclear do Irã é um seu direito e que pelo que sabemos, é pacífica.

Os repórteres perguntavam às pessoas qual seria o próximo passo e todos respondiam: “o eleitoral, que será no dia 2 de março”. Foi claro o sentido de que as pessoas vão impor o próprio parlamento contra as manobras baixas nos bastidores. Essa manifestação do dia 11 de fevereiro não vai parar aí. Foi um exercício para determinar as eleições do nono parlamento e tirar os bandidos e traidores que manobram por trás das pessoas que favorecem a especulação e a renda, obstaculizando a realização do programa das transformações sociais e econômicas. Ali Larijani foi a Mashad e não quis participar da manifestação em Teerã, e nem ouvir a Ahmadinejad; e ao falar no parlamento pelo aniversário da revolução, aquele falou de forma muito retórica, impessoal, vazia e determinante, com voz grave. Ao passo que, seu irmão, o presidente do poder judiciário falou fluidamente e contra o plano de domínio imperialista.

Ao ver a magnitude das pessoas, toda a população presente, com diversidade de etnias, de credos, de línguas, de gerações até a quarta geração, de gênero, marchando unidos num objetivo comum, todos conscientes, combatentes, com convicções, com talentos, preparações e qualidades, todos capazes, a querer, entender e fazer, surge expontaneamente a pergunta: “será que eles não são capazes, nem suficientes para construir a vida e o país como querem?” Sem as condições preconceituosas dos especialistas da economia burguesa oculta e secreta? Quando os próprios manifestantes presentes nas ruas representam economia, meios, fins; representam organizações, acordos entre os diferentes setores da existência, porque não seriam capazes de construir e criar o que seria necessário na vida? Isso é uma demonstração de que sim !! Que se pode e que a simbiose e a ressonância entre a direção revolucionária e a população, de cada gênero, com o programa, o balanço e a perspectiva que oferece Ahmadinejad, isso é possível e necessário. Mas, urgentemente! Isso determinará o próximo passo para caracterizar o nono parlamento.

Teerã: 11 de fevereiro de 2012


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