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Há 30 anos, Brizola era eleito governador do Rio de Janeiro
16 de janeiro de 2012 Batalha de Ideias Notícias
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Há 30 anos, Brizola era eleito governador do Rio de Janeiro
PorPor FC Leite Filho

Hoje, 15 de novembro, completa 30 anos da sagração de Leonel Brizola como governador, pela primeira vez, do Rio de Janeiro, nas primeiras eleições livres para a governança dos Estados, depois de 18 anos de golpe militar. Brizola, que três anos antes tinha sido anistiado, depois de purgar 17 anos de exílio no Uruguai e Estados Unidos, também ali venceria seu primeiro round contra a comunidade de informações e as Organizações Globo para fraudar as eleições naquele Estado.

Conhecido como o escândalo Proconsult, a conspiração consistia em transferir à socapa os votos nulos e em branco para a chapa do candidato da diadura, Wellington Moreira Franco. O Brasil vivia a primeira eleição com a utilização de microcomputdores, a nova experiência digital que acabou evoluindo para o milagre de hoje da internet. Só que a ferramenta foi utilizada especificamente para promover a fraude, descoberta por Brizola, que a denunciou numa entrevista à própria Rede Gloho, por pressão da militância trabalhista. (Veja livro de Paulo Henrique Amorim e Maria Helena Passos: Plim-Plim, a peleja de Brizola contra a Fraude Eleitoral)

Com a fraude revelada e a humihação da Globo, que teve de suspender sua programação especial da apuração eleitoral, tendo seus exauberantes micros como mascotes, Brizola foi considerado eleito pela Justiça Eleitoral, que o empossou, em 15 de março de 1983. Ele então iniciou uma nova era de educação, dando escola para todos, e inaugurando seus primeiros CIEPs, as escolas integrais para as crianças pobres, durante todo o dia. Sua política de direitos humanos, que proibia a polícia de invadir e saquear as favelas, foi também premiada pela ONU, ainda que a mídia truculenta procurasse desmoralizá-la, vinculando-a com interesses de bicheiros.

Saudado pelo poeta chileno Pablo Neruda, que pedia “abrir caminho àquele que encarna hoje a possível construção do futuro”, Leonel Brizola também retomou no Rio de Janeiro, Estado que ele governaria outra vez, de 1991 a 1993, seu projeto de desenvolvimento autônomo, que deslanchara em seu primeiro governo no Rio Grande do Sul (1959-1963), quando construiria 6.300 escolas e empreenderia um programa econômico que levou o Rio Grande a romper a barreira do subdesenvolvimento e se transformar num das unidades mais pujantes da federação.

Brizola tentou, sem sucesso, levar seu programa para o resto do Brasil em três eleições presidenciais (1989, 1994 e 1998, esta como vice de Lula), no auge daquilo que viria a ser conhecido como o regime neoliberal, ou seja, a ditadura do popder econIomico, à frente a mídia eletrônica e seus grandes monopólios transnacionais. Era também o culto ao deus mercado e à globalização, que, com suas políticas predatórias de privatizações de nossas companhias estatais, achatamento salarial e desemprego, levou à ruína da Argentina, México, Rússia e todos os países da América Central e aqui produziu o nosso maior retrocesso em termos de aunomia econômica e nos submeteu à invasão estrangeira, que hoje controla 75% de nosso PIB.

As limitações físicas de Brizola o impediram de sobreviver para presenciar “as novas ilhas, novos rios, novos vulcões que fazem do nosso continente uma nova geografia” daquele mesmo poema de Neruda, que se iniciaram a partir de 1999, quando as populações da sofrida América Latina se levantaram em eleições livres e isentas para escolher governantes capazes de enfrentar o neoliberalismo e instituir novas e consequentes metas para seus povos. Os exemplos estão aí: escolas e assistência médica universal, salários dignos e desemprego em 7%, uma média quase quatro vezeses menor do que alguns países da velha Europa.  Clique aqui mais detalhes em meu livro Quem tem medo de Hugo Chávez? FC Leite Filho

Hoje, 15 de novembro, completa 30 anos da sagração de Leonel Brizola como governador, pela primeira vez, do Rio de Janeiro, nas primeiras eleições livres para a governança dos Estados, depois de 18 anos de golpe militar. Brizola, que três anos antes tinha sido anistiado, depois de purgar 17 anos de exílio no Uruguai e Estados Unidos, também ali venceria seu primeiro round contra a comunidade de informações e as Organizações Globo para fraudar as eleições naquele Estado.

Conhecido como o escândalo Proconsult, a conspiração consistia em transferir à socapa os votos nulos e em branco para a chapa do candidato da diadura, Wellington Moreira Franco. O Brasil vivia a primeira eleição com a utilização de microcomputdores, a nova experiência digital que acabou evoluindo para o milagre de hoje da internet. Só que a ferramenta foi utilizada especificamente para promover a fraude, descoberta por Brizola, que a denunciou numa entrevista à própria Rede Gloho, por pressão da militância trabalhista. (Veja livro de Paulo Henrique Amorim e Maria Helena Passos: Plim-Plim, a peleja de Brizola contra a Fraude Eleitoral)

Com a fraude revelada e a humihação da Globo, que teve de suspender sua programação especial da apuração eleitoral, tendo seus exauberantes micros como mascotes, Brizola foi considerado eleito pela Justiça Eleitoral, que o empossou, em 15 de março de 1983. Ele então iniciou uma nova era de educação, dando escola para todos, e inaugurando seus primeiros CIEPs, as escolas integrais para as crianças pobres, durante todo o dia. Sua política de direitos humanos, que proibia a polícia de invadir e saquear as favelas, foi também premiada pela ONU, ainda que a mídia truculenta procurasse desmoralizá-la, vinculando-a com interesses de bicheiros.

Saudado pelo poeta chileno Pablo Neruda, que pedia “abrir caminho àquele que encarna hoje a possível construção do futuro”, Leonel Brizola também retomou no Rio de Janeiro, Estado que ele governaria outra vez, de 1991 a 1993, seu projeto de desenvolvimento autônomo, que deslanchara em seu primeiro governo no Rio Grande do Sul (1959-1963), quando construiria 6.300 escolas e empreenderia um programa econômico que levou o Rio Grande a romper a barreira do subdesenvolvimento e se transformar num das unidades mais pujantes da federação.

Brizola tentou, sem sucesso, levar seu programa para o resto do Brasil em três eleições presidenciais (1989, 1994 e 1998, esta como vice de Lula), no auge daquilo que viria a ser conhecido como o regime neoliberal, ou seja, a ditadura do popder econIomico, à frente a mídia eletrônica e seus grandes monopólios transnacionais. Era também o culto ao deus mercado e à globalização, que, com suas políticas predatórias de privatizações de nossas companhias estatais, achatamento salarial e desemprego, levou à ruína da Argentina, México, Rússia e todos os países da América Central e aqui produziu o nosso maior retrocesso em termos de aunomia econômica e nos submeteu à invasão estrangeira, que hoje controla 75% de nosso PIB.

As limitações físicas de Brizola o impediram de sobreviver para presenciar “as novas ilhas, novos rios, novos vulcões que fazem do nosso continente uma nova geografia” daquele mesmo poema de Neruda, que se iniciaram a partir de 1999, quando as populações da sofrida América Latina se levantaram em eleições livres e isentas para escolher governantes capazes de enfrentar o neoliberalismo e instituir novas e consequentes metas para seus povos. Os exemplos estão aí: escolas e assistência médica universal, salários dignos e desemprego em 7%, uma média quase quatro vezeses menor do que alguns países da velha Europa.  Clique aqui mais detalhes em meu livro Quem tem medo de Hugo Chávez?


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