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Inglaterra: após os resultados eleitorais de maio
30 de junho de 2015 Politica
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Inglaterra:
Após os resultados eleitorais
A classe operária britânica prepara-se para intervir diretamente


O partido Tory conservador, dirigido por David Cameron, ganhou por pouco uma maioria parlamentar. Mas somente 24% da população com direito ao voto, elegeu o Tory. Os adeptos ao Tory apoiaram plenamente o Cameron; não se abstiveram. Portanto, os 34% de abstenção provêm principalmente da base do Partido Trabalhista (Labour Party). A classe operária e seus aliados na população se preparam a intervir diretamente.

O Cameron perde o seu sócio governamental, Liberal Democrata (LibDem), Nick Clegg, que perde o seu posto de deputado, com o Lib Dem quase destruído nas eleições. A febrilidade da vida dos partidos políticos surge, atualmente, do fato de não poder manobrar entre as classes sociais como faziam os LibDems.

O Partido Trabalhista perde nacionalmente 26 cadeiras, e perdem quase todo seu apoio eleitoral na Escócia. Apesar disto, é importante notar que o voto Trabalhista aumentou um pouco no país, passando de 29% em 2010 para 30.7% agora; e isto, apesar da direção de Ed Miliband, quem fez campanha para continuar com os cortes e “pagar a dívida”. Miliband se sente repudiado, por isso abandonou o seu posto de dirigente do Partido Trabalhista.

A crise do capitalismo debilita o partido conservador

Cameron, sem perder um minuto, inicia novos ataques contra os direitos democráticos, como quem teme a opinião pública, não como dirigente vitorioso. Por isso, imediatamente após, corre até Bruxelas para conseguir concessões favoráveis para um voto ao  “Sim” no referendo nacional da “United Kingdom”(UK) em 2017.

O crescimento, em poucos anos, do grupo conservador UKIP (United Kingdom Independence Party) divide os conservadores e pesa a favor do “Não”no referendo, apoiado no retorno do sentimento nacional e em parte de outros separatismos como do SNP (Scottish National Party), o de Gales, o Irlandês e o Inglês também.

Tudo isto revela uma situação de temor e febrilidade no seio do capitalismo. Além de que o SNP propõe retirar a arma nuclear Trident do rio Clyde na Escócia. A reação rápida da UE (União Europeia) às colocações britânicas vem da pressão das multinacionais e da Otan, que não podem permitir o desarmamento nuclear do imperialismo na Escócia. Apesar de suas intenções de repressão policial, Cameron não tem soluções a estes problemas.

O Partido Trabalhista é responsável pela sua perda no UKIP e no SNP

UKIP conseguiu somente 1 cadeira no Parlamento, apesar dos 4 milhões de votos; enquanto que o SNP ganhou 56 cadeiras com 1,4 milhões de votos. Os Tories ganham o governo, mas 75% da população com direito a voto, votou em outros partidos, ou se absteve. O povo se burla do sistema de representação política. A direção trabalhista aceita sem questionamento, mas o povo se prepara para a luta.

É verdade que o Partido Trabalhista conseguiu 2 milhões de votos que os Tories. A base sindical e militante que protesta contra os recortes absteve-se massivamente; enquanto isso, os Conservadores receberam o voto de LibDem, que está desintegrado, e de uma parte do UKIP. Os 34% que se abstiveram não podem ser outros que os pertencentes às camadas exploradas. Já existem Assembleias Populares com potencial para dar expressão social ao povo. O processo em direção a “Soviets” caminha mais veloz que a esquerda trabalhista.

A esquerda trabalhista acusa o SNP de ter roubado o voto trabalhista. Mas o SNP propôs a reforma agrária para a Escócia, um chamado que o Labour podia haver feito para todo o país. O Labour nunca se opôs sequer ao Trident. Essa é uma das razões pelas quais o SNP recebeu tal apoio. Não tanto pelo separatismo. Isso é uma indicação de que tais pontos programáticos ganham votos, mesmo com todas as falsificações.

O setor trabalhista que votou parcialmente a nível nacional ao UKIP, e sobretudo ao SNP na Escócia, quer um programa e não a fragmentação do país. Isso é o que há que discutir dentro do Partido Trabalhista. É preciso propor aos setores de esquerda um funcionamento trabalhista ao redor do programa de resistência que a população busca contra os recortes.

Posadiststoday – 22.5.2015
http://posadiststoday.com/

1) Em 2010, os trabalhistas eleitos na Escócia tinham (em Westminster) 41 representantes no Parlamento para um total disponível de 59. Agora, em 2015, ficaram com somente 1.
2) Cameron pretende chamar um referendo em 2017 sobre o tema : «Queremos nos manter na União Europeia ? Sim ou Não»)
3) Em 2015, o SNP (Scottish National Party) está enviando 56 deputados a Westminster,  para um total disponível de 59. Os restantes 3 são : 1 Tory, 1 LibDem e 1 Labour (Trabalhista)
 4) Nas Ilhas Britânicas, 06% das pessoas possuem 70% das terras em suas mãos. Ou seja, 432 indivíduos possuem 50% da terra.
 


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