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Justiça para Olavo Hanssen
28 de junho de 2013 Artigos Notícias
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No dia 25 de maio deste ano, realizou-se no Associação de Amigos do Maria Zélia, importante ato político de homenagem e reivindicando justiça para o Camarada Olavo Hanssen, militante do Port, seção brasileira da IV Internacional Posadista , preso no ato de Primeiro de Maio e barbaramente torturado até a morte, provavelmente alguns dias depois.

 

O Jornal Revolução Socialista, da Corrente Posadista do  PT, saúda com todas as forças aos organizadores deste ato,  aos camaradas de Olavo que militaram com ele e deram depoimentos  marcantes acerca da sua  elevada conduta militante dirigente, de sua bravura ante as mais animalescas torturas. Como testemunhou, por exemplo,  o companheiro Martinelli, ex-dirigente da ALN,  também preso na OBAn,  também torturado, que viu Olavo sendo torturado e  viu a dignidade mais elevada de Olavo negando aos assassinos  qualquer informação que pudesse resultar em danos para a vida de outros militantes, sobretudo para a estrutura do Partido Operário Revolucionário Trotskista,  especialmente a gráfica, à qual, como militante experiente, estava ligado.

 

Ao mesmo tempo que saudamos a todos os organizadores deste ato, aos familiares de Olavo Hanssen lá presentes,  ao Projeto Memória da Oposição Sindical de São Paulo, a Corrente O Trabalho do PT, à Comissão da Verdade de São Paulo, aos antigos militantes do Port que lá depuseram honestamente sobre a vida plena de dignidade revolucionária do Cda Alfredo (Olavo),  queremos expressar também nossas homenagens às idéias que marcaram a trajetória deste verdaderio herói da classe operária brasileira e mundial, de uma vida inteiramente devotada à causa da revolução socialista internacional.

 

Olávo Hanssen foi preso  pela primeira vez em 1962 , ao distribuir panfletos do Port-Seção Brasileira da IV Internacional Posadista , em defesa da Revolução Cubana, na zona operária de São Paulo.  A Revolução Cubana provocou uma eletrizante sacudida na consciência revolucionária internacional,  abriu um novo horizonte de intervenção para os movimentos revolucionários. Foi , também, objeto de incompreensão  de algumas fileiras revolucionárias, em particular no velho movimento trotskista, especialmente na Europa, tendo sido um dos fatores que conduziram à posição  expressada pelo PORT no Brasil , em defesa intransigente da Revolução Cubana, de Cuba como um Estado Operário Sui Generis, posição que encontrava dúvidas  entre segmentos trotskistas, conduzindo-os a uma posição crítica, equivocada  e indiferente sobre o processo revolucionário na Ilha.  A prisão de Olavo Hanssen , distribuindo panfletos do PORT em defesa da Revolução Cubana, já era uma explicação cabal das idéias que moviam aquele dirigente revolucionário, a sua consciência, a sua ética, a bravura e a dignidade  que depois ele expressou ante a barbárie da tortura. Ele representava a vitória da Revolução Cubana e a função da URSS e dos estados operários, em apoio ao processo de construção do Estado operário em Cuba. Essas eram as idéias que moviam a vida de Olavo, o nosso querido camarada Alfredo.

 

Outro elemento importante que surgiu claramente no depoimento do Manuelzinho,  que também foi preso junto com Olavo Hanssen naquele Primeiro de Maio de 1970, no estádio Maria Zélia,  foi em relação à defesa da palavra de ordem do PORT “Em defesa de um Partido Operário Baseado nos Sindicatos”.  Manuelzinho  relatou que antes de chegarem ao estádio, equipes de militantes do PORT percorram bairros operários distribuindo manifestos de saudação ao Primeiro de Maio, data mundial de luta da classe trabalhadora,  e, também, pintando os muros com aquela consigna “Por um Partido Operário Baseado nos Sindicatos “,  sempre defendida pelos posadistas em todas as frentes de atuação, seja no movimento operário, no movimento estudantil, junto aos intelectuais, aos movimentos vinculados à Igreja Popular (Comunidades Eclesiais de Base),  um conjunto de forças que mais tarde, 1978, deram início ao debate para a criação do Partido dos Trabalhadores, com base essencial nos Sindicatos, de onde vem Lula e sua corrente, atraindo outros setores sociais para uma organização política independente dos trabalhadores, uma necessidade histórica, pela qual, Olavo Hanssen sempre  batalhou e deu a sua própria vida, da mesma forma que em defesa da Revolução Cubana.

 

Um outro elemento importante na trajetória de Olavo Hanssen e do PORT, da IV Internacional Posadista, foi a defesa  da importância história das correntes  militares progressistas e  antiimperialistas, idéia que Olavo Hanssen sempre sustentou com maestria e inteligência em todos os centros de atuação política onde militou, seja na USP ou nos sindicatos. A defesa desta posição política por parte do PORT sempre causou debates entre setores da esquerda, mas Olavo Hanssen, a ser assassinado em maio de 1970 pela Operacão Bandeirantes, já  defendia a importância da corrente militar progressista do General Velasco Alvarado, no Peru, que, a partir de 1968, adotou uma serie de medidas antiimperialistas e populares, como estatizações dos setores chaves da economia, a reforma agrária, ainda que com limitações, a nacionalização dos meios de comunicação, posteriormente entregue aos sindicatos de trabalhadores, uma forte aliança com Cuba e com a URSS, gerando um grande impacto no movimento revolucionário latino-americano e mundial, sem deixar, evidentemente, de ser recebida com incompreensão e sectarismo. Enquanto o Partido Comunista Peruano considerava Alvarado “ um gorila”,  o país andino estatizava seu petróleo, seus minerais, distribuída terra aos camponeses, e, com a assessoria de Darcy Ribeiro e Neiva Moreira e outros brasileiros, da forte impulso à democratização da educação e da cultura, estreitando enormemente as relações de cooperação com a URSS e Cuba. Olavo Hanssen esteve totalmente integrado na defesa destas idéias, da Revolução Inca, das correntes militares progressistas e sua vinculação a estas idéias, desenvolvidas por J .Posadas e pelos trotskistas-posadistas, receberam novas confirmações pelo processo histórico.  Basta citar a declaração de Hugo Chávez de que se considerava um seguidor do General Velasco Alvarado, bem como de Peron, bem como do coronel Thomas Sankara, que na década de 80 liderou um processo revolucionário em Burkina Fasso, na África, ao qual Chávez chamava de “O Che Guevara Negro” .  Enquanto esta discussão sobre o papel das correntes militares progressistas  era travada  no movimento revolucionário internacional, recebendo forte incompreensão  em certas fileiras,  a defesa que Olavo Hanssen fazia destas idéias, análises e programas recebeu nova confirmação histórica com o estalar da Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, em Portugal, sob a direção militares que aprenderam muito das lições emitidas pelos Movimentos de Libertação Nacional da África, de Angola, Moçmbique, etc. Assim, 4 anos após o bárbaro assassinato de Olavo, ele nascia novamente na  cor vermelha dos cravos nas mãos das massas portuguesas e na ponta dos fuzis dos militares progressistas, selando uma aliança militares e povo, que veio revelar sua justeza história uma vez mais quando , em 4 de fevereiro de 1992, o Movimento Bolivariano 200, liderado por Hugo Chávez , irrompe na cena histórica latino-americana,  reafirmando todas aquelas análises sobre o papel das correntes militares progressistas, que, tantas vezes, Olavo ouviu e debateu com J. Posadas, formular desta consigna.

Maio de 2013

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