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Líbia: é imperativo impedir a intervenção militar imperialista!
01 de março de 2011 Artigos Edições Anteriores Notícias Politica
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Nos últimos meses o mundo tem presenciado uma enorme rebelião social no
Oriente Médio, desde a Tunísia ao Egito, com a queda de ditaduras decenais,
correias de transmissão do império neoliberal norte-americano e europeu e
suas corporações petroleiras e financeiras, que haviam mantido a maioria
da população destes países sob repressão, carestia e uma distribuição
extremamente desigual das riquezas. Um movimento popular que tem a
força de um vulcão e que recoloca na pauta as tradições do nacionalismo
revolucionário árabe e do movimento islâmico progressista, reduzindo a cacos
toda a geografia de dominação do imperialismo na região.

Apesar da instalação da nova junta militar de governo no Egito, com fins
indefinidos, não resta dúvida de que a queda de Mubarak no bojo de
imponentes manifestações de massas representa um golpe ao imperialismo, e
abre a brecha para o ressurgimento revolucionário que pode se estender em
toda a região, do Yemen, à Argélia ao Bharein. Afinal, o regime de Mubaraki
era o principal aliado dos EUA e de Israel na região

O nacionalismo revolucionário nos anos 50 contou com forte aceitação popular
com Nasser no Egito, con Ben Bella na Argélia, e hoje encontra expressão
no Irã, sob a liderança de Ahmadinejad, com o resgate do nacionalismo de
Mossadegh, na resistência palestina, na guerrilha do Hezbolah do Líbano.
A diáspora do nacionalismo revolucionário derivada da derrota da ex-Urss
havia isolado as massas árabes e persas sob um rígido sistema neocolonial,
sustentado com o tacão nuclear do baluarte do império na região, o Estado de
Israel. Tudo isso está em questão.

Nesse contexto o Irã tem exercido um importante protagonismo político,
coordenando a insubordinação econômica contra o FMI, denunciando a
emissão de dólar sem lastro e estimulando instrumentos de união, mercados
e infra-estruturas interligadas com o Iraque, a Turquia, Armênia, Azerbaijan,
Rússia, Afeganistão, Pakistão Índia, e o Hamas do governo palestino; e
estabelecendo acordos com Brasil e Turquia para a energía nuclear para fins
pacíficos, desafiando as potências capitalistas.

Neste quadro de estímulo a rebeliões populares em todos os países vizinhos,
surge uma insurreição no norte da Líbia, aparentemente de sentido contrário:

os “rebeldes” reivindicam a bandeira da monarquia e a intervenção dos
colonialistas. Só na superfície há identidade com as rebeliões contra o
neocolonialismo na região, porque a Líbia havia deixado, há muito, de ser
uma colônia. A Líbia tem uma trajetória oposta ao Egito: desde 1969, com
Khadafi à cabeça, havia promovido uma revolução, acabado com as relações
monárquicas e feudais, nacionalizado o petróleo e a economia, oferecendo
educação e saúde gratuitas ao povo, promovendo com os recursos do petróleo
nacionalizado grandes obras de infra-estrutura. (1)

A revolução líbia que libertou e deu dignidade às mulheres, é vítima de uma
feroz guerra midiática que está desencadeando uma guerra de fato, com
bombas, mísseis a ponto de transformar-se num novo Iraque.Porque um
país que tem o IDH mais alto da África, o maior salário mínimo dos países do
chamado Terceiro Mundo, renda per capita comparável à brasileira, passou a
ser manchete de jornal e ter um presidente que, repentinamente, virou “ditador”
e “assassino de civis”, repressor de um duvidoso movimento de rebelião social,
entrou no banco de réus da ONU, e é ameaçado de intervenção militar da
Otan?

Uma das razões, além da cobiça pelo “ouro negro”, está na configuração
revolucionária que assume o Oriente Médio que acima descrevemos: a queda
do poderio imperialista no Egito e os avanços do Irã. Isso, incluindo o fato
que Khadafi, irritando os EUA, tem proposto a formação de uma OTAS, uma
espécie de Otan dos países do sul, na reunião de “Cúpula América Latina –
Africa”, realizada na Venezuela em 2009. Antes, ele já havia proposto à Russia
construir uma base militar naval nas costas líbias, sendo que o lado oposto do
Mediterrâneo, há uma base naval da Otan, na Itália. O imperialismo entra na
brecha aberta pelos revoltosos líbios, entre os quais há correntes abertamente
monárquinas e aliadas ao imperialismo, para mudar o sentido anti-colonialista
de todas as outras rebeliões em curso; Está emitindo um sinal: “que ninguém
vá para a esquerda que pode sofrer uma agressão militar”, que aliás, já está
em curso na Líbia com a presença de mercenários e militares de elite da Otan
e dos EUA.

E o que é gravíssimo, enquanto a tragédia do povo japonês e o tsunami
no Japão inundam os meios de comunicação, tirando o foco da Líbia, se
reúnem como abutres 27 Ministros de Relações Exteriores da União Européia,
seguidos de 28 Ministros de Defesa da Otan, e mesmo em disputa interna
e sem o apoio da ONU a favor do decreto de “zona de exclusão aérea”, a
França e a Inglaterra tratam de dar um palanque político, se antecipam,
reconhecendo como governo um ilegítimo “Comitê Líbio de Oposição” dos
chamados “rebeldes”, instigando o separatismo de Benghasi, para ver quem
chega primeiro e se apropria da riquíssima zona petroleira.

Há muitos motivos geoestratégicos para tão estrondosa ofensiva imperial
contra a Líbia. Segundo o jornal Kommersant, desde fins de 2008, relações
bilaterais entre a Russia e Líbia, anunciavam a instalação de empresas russas,
e a abertura de uma base naval militar no porto de Benghazi, para prevenir um
ataque dos EUA.

Meios de comunicação: a ordem imperial é mentir para lançar a guerra

Os meios de comunicação oligopólicos, TVs, jornais e, agora, blogueiros sem
credencias, passaram a ser fabricantes de falsas notícias, indutores de opinião
pública, para justificar e decidir o desencadear de guerras fratricidas contra a
humanidade.

A mentira informativa e informatizada caminha mais rápido e com extensão
planetária que um míssil de longo alcance. A falsidade da denúncia sobre a
fabricação de armas bacteriológicas no Iraque, se comprovou através de fontes
do próprio aparato político-militar norte-americano, somente depois de anos
de destruição e massacre de 1 milhão de civis; tudo em nome dos “direitos
humanos” desrespeitados por Sadam Hussein, o mesmo que dez anos antes
andava de braços dados com o imperialismo, que pouco se importava com
kurdos, xiitas, persas e minorias, tal como Mubarak, açougueiro de palestinos e
da oposição interna.

Paradoxalmente, a arma virtual dos “direitos humanos” é sempre invocada
antes do lançamento das armas reais, mortais e arrasadoras. A “emergência
humanitária” é a chave de acesso do militarismo mais descarado, frente à ela
não há debate, não há informação, não há dialética, negociação, verificação.
Só resta a demonização absoluta daqueles que se opõem de algum modo
às políticas imperiais. Entre os 2 milhões de trabalhadores estrangeiros
(egípcios e tunisinos) que agora fogem da guerra civil, até mesmo instigados
à força pelos chamados “rebeldes” para criar a famosa “crise humanitária”
que justifique uma intervenção armada da Otan, há muita gente que vivia
e ganhava melhor na Líbia que na Tunísia ou no Egito, beneficiada pela
repartição social da renda petroleira. Ao retornarem, voltam ao desemprego.

Nos anos 90 as mesmas agências informativas, porta-vozes da CIA e do
Pentágono, difundiram, repetidamente, falsas imagens – com a conivência
de um órgão da ONU de “defesa humanitária” – sobre massacres de civis
albaneses em massa por mãos de Milosevic. As notícias percorreram o mundo
e deram o aval para bombardear, desintegrar a Iugoslávia – que ainda tentava
manter conquistas do período socialista – e transformar o Kossovo num país-
base da Otan.

A derrubada das “Torres Gêmeas” de Nova York, que deu origem à mais
colossal guerra midiática imperial, serviu para justificar a intervenção
militar da Otan no Afeganistão, a guerra do Iraque e inaugurar uma era de
intervenções de guerra em todos os cantos do mundo, em nome da “luta contra
o terrorismo”. Hoje se sabe muito mais sobre a conspiração dos serviços
secretos dos EUA com a colaboração do Mossad para a promoção daquele
auto-atentado, e boa parte da opinião pública, os meios políticos e científicos
conhecem pelo menos parte das maquinações que conduziram à farsa do
11 de setembro. Mas nesse momento, foi o detonante midiático que permitiu
a militarização do país com a restrição aos direitos individuais, o aumento
colossal do orçamento do Pentágono e o início das grandes campanhas
militares que são a “herança maldita” do governo Obama, refém da sua

Secretária de Estado e do complexo industrial-militar.

Nenhuma dessas guerras contou com a aprovação democrática das massas,
com a consulta popular nos EUA e nos países que alojam bases da Otan.
Nenhuma respeitou a legalidade internacional, nem ouviu o clamor das
gigantescas manifestações contra a guerra na Europa e em Wisconsin nos
EUA.
Nenhuma delas foi para punir Israel que cometeu dezenas de genocídios em
Gaza e atacou a Flotilha da Liberdade. Quem é que dá o direito aos EUA de
ameaçar com arrogância, na figura do seu presidente Obama, a soberania do
governo e do povo líbio dizendo: “Khadafi tem que se retirar e deixar o seu
país”?. Até quando a falsa campanha do respeito aos “direitos humanos”, dará
o aval ao imperialismo de impor a democracia dos mísseis?

As massas norte-americanas e européias, vítimas da maior crise econômica
do capitalismo dos últimos tempos, jamais foram consultadas. Nada indica
que o desespero das corporações bélico-financeiras, que não vêem outra
saída para sua crise que a guerra, encontrará um calmante. As massas
européias e norte-americanas não estão paradas, nem querem pagar com
sangue e desemprego o preço de um novo Iraque e Vietnã. Uma nova guerra
contra a Líbia, com implicações mundiais, poderá representar uma implosão
para o capitalismo europeu, sobretudo italiano, que teria que sacrificar seus
negócios e intercâmbios com esse país e toda a região norte-africana. A Itália,
não somente criaria um problema social interno, mas arriscaria de perder o
mercado líbio para multinacionais americanas. A insegurança interna no campo
burguês é real, apesar de que a loucura, e o instinto guerreiro de sobrevivência
das grandes corporações do império norte-americano sustentadas pela Otan
são imprevisíveis. Já Fidel Castro alertou para o eminente perigo de um ataque
nuclear imperialista contra a Líbia e o Irã.

A reação da Rússia, China e dos países da ALBA

Com exceção do canal Telesur e da Al Jazheera, todos os meios de
comunicação estão tocando os tambores de guerra contra a Líbia, promovendo
a histeria, distorcendo fatos, difundindo falsas matérias. É imprescindível que
os movimentos sociais e os governos revolucionários tomem consciência do
risco que corre, não somente a Líbia, seu povo, mas a inteira humanidade.

A revelação que fazem os russos através do seu controle de radares por
satélite de que não houve nenhum massacre de civis por parte do governo
líbio, desmonta o esquema midiático imperialista e revela uma decisão política
da Rússia confirmada no seu rechaço, junto à China, a qualquer intervenção
militar contra a Líbia. É sintomático o desconcerto interior no próprio EUA,
quando o secretário de defesa Robert Gates não confirma o bombardeio.
De fato, há um temor de, no improviso, criar uma reação oposta, como os
mercenários britânicos que desembarcaram na região dos “rebeldes” na Líbia
e foram presos e deportados. Quem disse que os líbios estão procurando
um “libertador” imperialista? Quem disse que os egípcios, os tunisianos querem
voltar à tutela colonial? Nada é seguro, e nem a China e a Rússia estão de

braços cruzados. As costas líbias não são desconhecidas para o submarino
russo “Pedro, o Grande” que já realizou exercícios anteriores. O Irã enviou
recentemente duas naves militares que atravessaram o Canal do Suez em
direção à Síria, selando um acordo naval-militar entre os dois países

A reação dos governos progressistas da América Latina se une ao clamor
da Rússia e China em respeito à soberania dos povos do “Sul” do mundo,
África, Ásia e Médio Oriente. O Conselho Político da UNASUR em reuniu-se
em Caracas, e todos os seus componentes apoiaram o chamado de Hugo
Chávez para a formação de uma “Comissão Internacional para uma Saída
Pacífica”.

É fundamental que o governo brasileiro apoie esta proposta, dando
continuidade ao importante papel que o Brasil cumpriu no governo do
ex-presidente Lula para fortalecer a aliança Sul-Sul entre os países em
desenvolvimento.

As relações diplomáticas Brasil-Líbia

Com coragem, o Brasil se opôs oficialmente à ação militar no Iraque. Seria de
se esperar a continuidade desta acertada política externa quando agora, contra
a Líbia, também se constroem versões – razões propagandísticas – para que
aquele território seja ocupado pelos marines. Se as teses dos direitos humanos
são as que balizam a autorização diplomática para tal monstruosidade militar,
é de se esperar condenação a todos que estão hoje encharcando de sangue
muçulmano o solo do oriente. A começar pelos EUA que já mataram mais de
um milhão de civis no Iraque e, somente nesta semana, despejou bombardeios
que causaram a morte de 65 civis no Afeganistão. Por que o Itamaraty não
condena tal carnificina?

A construção de uma política externa brasileira enfatizando a integração
latino-americana, não apenas em discursos, mas concretamente, com obras
unificadoras de infra-estrutura que já não podem mais ser negadas pelo
dilúvio de mentiras midiáticas, tem seu desdobramento na formatação de uma
relação mais cooperativa com o mundo árabe e também com o Irã. Além
disso, a busca de uma diversificação de exportações e importações – o que
nunca agradou aos EUA – desdobra-se coerentemente numa relação mais
protagonista a partir da relação com os países do BRICS, bem como no G-20.

Esta nova maneira de estar presente no mundo levou o Brasil a pelo menos
duas operações de alto esforço e coragem, qual seja, a busca de uma saída
negociada e pacífica para a crise a partir do prepotente veto imperial ao
programa nuclear do Irã, e, na questão de Honduras, quando o governo Lula
assumiu com arrojo a defesa da democracia diante do golpe de estado contra
Zelaya, sinalizando que ela, a democracia, não é um atributo que estaria
fora da agenda da cooperação e integração latino-americana, bem como do
princípio da autodeterminação dos povos, violentada nas duas oportunidades
pelos EUA.

Há muito que a elite brasileira e a sua mídia pró-império têm pressionado Dilma

Roussef, desde a campanha eleitoral, para uma reviravolta pró-americana na
política exterior, sob o para-vento da defesa dos “direitos humanos” quanto
ao caso Sakineh no Irã, e ao caso da oposição contra-revolucionária em Cuba.
Fazem de tudo para enviar uma cunha entre Dilma e Lula. Assumir que a
política externa vai defender os direitos humanos abstratamente, em qualquer
lugar em que se encontrem ameaçados, é mais que um tiro no pé, abre o
flanco da nação brasileira a uma intervenção militar para defender supostos
ou reais direitos humanos violados, quem sabe na Amazônia, quem sabe no
Nordeste. Como sempre sustentou o Itamaraty na era Lula, contribui mais para
a defesa dos direitos humanos a paz no mundo, a relação harmoniosa entre
todas as nações, o desenvolvimento econômico, a integração entre os países e
a distribuição equilibrada das riquezas do mundo entre todos os povos.

As forças imperiais querem transformar essa guerra contra a Líbia num
elemento de desunião dos blocos progressistas da América do Sul e do Oriente
Médio. Em nome do respeito aos “direitos humanos”, estimulam posições
que afastem o Irã da Líbia (como instigaram a guerra Irã-Iraque na época de
Khomeini) para afirmar tendências internas conservadoras no Irã contrárias
à política de aproximação do presidente Ahmadinejad com o bloco de países
antiimperialistas da região, como Turquia, Líbia e Síria. E desta forma,
estimular o golpismo dos “verdes de Mussavi” no interior do Irã.

As razões do apoio à Líbia e ao presidente Khadafi.

A realidade dos fatos, divulgada por Telesur e por outros meios como Rede
Mundo, Interpress, Mídia Latina, e pela imprensa do Paquistão, é outra.
Começando que já houve desde 23 de fevereiro ataques de navios militares
estrangeiros de origem estadunidense e francesa e barcos nos portos líbios
de Benghazi e Tobruk, aos quais, obviamente teve que reagir o governo
líbio. E as notícias mais recentes confirmam que opositores do regime
utilizam mercenários, tendo já assassinado 212 partidários de Khadafi em
Benghazi; mercenários controlados pela CIA e companhias como Halliburton
e Blackwater. A instigação ao golpe de estado separatista em Benghazi é
estimulada pela cobiça ao manancial petrolífero e pelas contradições tribais
da região. Esses tipos de “rebeldes”, tentaram na Venezuela com o “paro
petrolero” reacionário, com greves e sabotagens, mas fracassaram. Na Líbia,
diante do rechaço dos “rebeldes” à negociação proposta pelo presidente
Chávez da Venezuela, mostrando que eles não têm a ver com a causa
revolucionária de cunho socialista – como supõe uma parte equivocada das
esquerdas – o exército líbio está recuperando, à força, as refinarias ocupadas.

Mesmo com a contenção do projeto revolucionário e concessões por parte do
governo líbio nos últimos 10 anos, com acordos improdutivos com os EUA, a
Inglaterra ou com o FMI, ou injus-tificáveis privatizações, abrindo mão,
unilateralmente do programa de energia nuclear (em contraposição ao Irã e ao
Brasil), não se justifica a conivência com qualquer ataque militar dos EUA e da
Otan, ou golpe de estado contra o regime de Khadafi. O povo soviético não
deixou de defender a Urss, durante a 2ª. guerra mundial, contra Hitler, apesar
da sua crítica ao burocratismo stalinista.Os trotskistas, quando liberados das
prisões stalinistas, pegavam em armas na luta contra Hitler e não contra Stalin,

pois preservar o Estado Operário soviético é obrigaçã histórica in-
condicional. Quando da Guerra das Malvinas, Cuba também ofereceu tropas a
Galtieri para lutarem ao lado do povo argentino contra o imperialismo inglês.
Eis exemplos de táticas dialéticas. E era Galtieri! Não era um Khadafi. Não se
pode abstrair sobre quem está organizando as defesas do estado contra a
agressão imperialista é o governo Khadafi. Como não apoiar ao governo
Khadafi e seu povo, que evidentemente está sendo vítima de um ataque
midiático e ameaçado de invasão bélica imperialista que se concretizada,
inclusive com o aval da ONU, será um dano para Líbia, para toda a região e
para a soberania de todos os povos do mundo. O que não significa abrir mão
de posições críticas diante das concessões políticas de Khadafi ao FMI,
sempre que dirigidas a fazer avançar o processo revolucionário líbio do
tribalismo ao socialismo.

Toda solidariedade e apoio ao governo de Khadafi e ao povo líbio.

Não a qualquer intervenção militar do imperialismo, do EUA e da Otan
contra a Líbia.

Contra a decretação de “zona de exclusão aérea” na Líbia que significa
aceitação do bombardeio. Respeito à resolução 1970 da ONU que
proíbe “zonas de exclusão aérea” e a intervenção militar da Otan.

Pleno apoio à proposta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de
formação de uma “Comissão Internacional para uma Saída Pacífica”, com
participação preferencial do ex-presidente brasileiro Lula da Silva.

Pelo direito do povo líbio à autodeterminação, à integridade territorial e à
soberania nacional.

Pela integração dos povos e governos revolucionários e progressistas do
Oriente Médio e Oriente Próximo e da África, através de uma Federação
Socialista da região nos moldes de UNASUR e da ALBA da América
Latina.

Pela continuidade da política de cooperação entre América do Sul –
Países Árabes, iniciada no governo Lula.

Pelo OTAS (Organização de Defesa dos países do Sul) proposto pelo
presidente Khadafi.

02 de março de 2011


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