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Lavajato fortalece relação Lula–Dilma
09 de março de 2016 Batalha de Ideias
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Foto: Ricardo Stuckert

Leia no:

http://independenciasulamericana.com.br/2016/03/lavajato-fortalece-relacao-dilma-lula-jn-escondeu-o-ataque-da-presidenta-ao-moro/

Reproduzimos a seguir:


                                                                                                                                
A manipulação escandalosa da edição do Jornal Nacional da Globo ontem escondeu a principal notícia política: o ataque da presidenta Dilma Rousseff ao protagonismo fascista do juiz Sérgio Moro ao obrigar o ex-presidente Lula a depor na PF, no Aeroporto de Congonhas, sob vara. Ao mesmo tempo, a grande mídia esconde, também, o óbvio: a tentativa de prender Lula fortaleceu a relação Lula-Dilma, que os golpistas buscam desgastar, para promover entre ambos divisão de modo a acelerar seus propósitos sinistros, ou seja, intensificar a crise política, para paralisar a economia, algo que o editorial de O Globo, nessa terça feira, já comemora com indisfarçável satisfação. A opção de Lula-Dilma pela resistência nas ruas é o pior negócio para os fascistas, que, com suas armas, especialmente, o poder midiático oligopolizado, acirram a luta de classes no País.

O esforço maior da grande mídia tem sido a tentativa de colocar uma cunha, cada vez mais poderosa, entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.
Essa divisão entre ambos cumpre o velho papel de que em casa dividida a dominação externa fica mais fácil.
Eis o ensinamento básico, colocado em prática, pelos impérios, para escravizar as colônias e delas extrair tudo, deixando os colonizados empobrecidos e os imperialistas cada vez mais ricos.
Quanto mais aumentam as divergências entre Lula e Dilma, melhor para os adversários de ambos, que querem vê-los longe do poder, para dele se apossarem pelo golpe jurídico-parlamentar em marcha, com apoio total das forças antinacionais.
O racha entre Dilma e Lula contribuiu, principalmente, para aprofundar a crise econômica.
Se ambos se mostram sintonizados em ações para promover retomada da economia, especialmente, com as propostas do PT, os adversários se enfraquecem.
Quais as propostas apresentadas pelos trabalhadores?
Aquilo que mais interessa a eles: redução das taxas de juros, maior oferta de crédito pelos bancos públicos, utilização das reservas internacionais para tocar obras de infraestrutura, com participação de empresários nacionais e estrangeiros, aumento dos recursos para os programas sociais, a fim de combater o desemprego, e tributação sobre os mais ricos.
Desenvolvimento com melhor distribuição da renda: tudo que os poderosos não querem.
Nada disso interessa, agora, aos golpistas, que fazem de tudo para que a crise política inviabilize a economia.
O PT, Dilma e Lula, com o plano econômico contra a crise, pregam, exatamente, o que os governos dos países capitalistas desenvolvidos estão adotando para vencer suas crises neoliberais, marcadas pela tendência deflacionária, destruidora de capital e trabalho.
Estados Unidos, Europa, Japão, China, Rússia etc estão na mesma linha: fortalecimento das forças produtivas, para aumentar a produção, o emprego, a renda, o consumo, a arrecadação e os investimentos.
Não deu certo o que os neoliberais, por aqui, com Joaquim Levy tentavam impor: juro alto para enxugar excesso de dólares que estavam entrando – e continua – na economia, como resultado das expansões monetárias patrocinadas pelos BCs dos ricos.
Essa estratégia suicida estava, tão somente, aumentando dívida pública interna, ampliando a relação dívida/PIB, cujas consequências favorecem os credores, porque o governo precisava fazer elevadas economias forçadas(superávit primário), para pagar dívida.
O resultado, como se vê, é o desbalanceamento orçamentário: os gastos não financeiros, ou seja, os programas sociais e de desenvolvimento, estavam minguando, para que engordassem os gastos financeiros, destinados ao serviço do endividamento público, bombado pela política de juros altos.
Do total do orçamento geral da União, no ano passado, de R$ 2,8 trilhões, 45,05% destinavam ao pagamento de juros!!!!
Os brasileiros viraram escravos de banqueiros!
Foi e é isso que detona a credibilidade popular do governo e que o programa econômico popular, sob ataque dos golpistas e do poder midiático, aliado deles, visa recuperar.
A Operação Lavajato, nesse contexto, passou a cumprir função adequada aos interesses dos golpistas, aprofundando crise política, oriunda do sistema político que entrou em colapso, como se essa bancarrota decorresse única e exclusivamente da governabilidade petista.
O ex-presidente FHC parece que cansou dessa narrativa repetitiva, que serve aos fascistas para tentar dar assalto final ao poder, desalojando Dilma e prendendo Lula.
Para o ex-presidente tucano, o sistema político sujou não apenas o governo do PT, mas dos outros, também, como o do PSDB, que, igualmente, mergulhou-se na corrupção.
A superação do impasse, evidentemente, é o diálogo, em nome da salvação nacional, para tocar adiante reforma política, a partir de Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva, providências, aliás, sugerida pela presidenta Dilma, durante seu primeiro mandato.
O que responderam os golpistas ao chamamento de FHC, feito em artigo no Globo e no Estado, no domingo?
Desconheceram, simplesmente, porque o objetivo deles não é o diálogo, mas, sim, o golpe.
Quem bombardeou a proposta que eliminaria as fontes da crise política atual?
Justamente, quem, agora, no empenho pelo golpe fascista, beneficiar-se-ia dela, a direita, favorecida pela política de concentração de renda nacional e promotora da exclusão social.
Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva representa, essencialmente, proposta renovadora do status quo, por meio da democratização do poder político, hoje, dominado, em regime de oligopólio, pelos grandes grupos, inteiramente, apoiado pelo poder midiático, também, atuante de forma oligopolizada, antidemocrática, golpista.
A Operação Lavajato, que, inicialmente, tinha propósito sadio, agora, ganhou outra conotação, porque a manipulação da sua ação, como denunciou o ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, passou a contribuir para criar a pior das ditaduras, a do poder judiciário.
Se faltava alguém para ressaltar o caráter essencial da Lavajato, seu espírito golpista, carregado de espetaculosidade, não falta mais, depois do diagnóstico preciso do ministro Mello de que a conjuntura política está embalada pelo espírito golpista da ditadura do judiciário, comandada pelo justiceiro de primeira instância de Curitiba.
A aproximação política mais intensa entre Dilma e Lula, quando ambos viram alvo do golpe político jurídico-parlamentar em marcha, levando a luta para as ruas representa, portanto, tiro pela culatra, na estratégia golpista da direita, que tenta incendiar o País no próximo domingo 13.
A meta dos golpistas é indisfarçável: tirar Dilma do poder no grito e levar, também, no grito o ex-presidente Lula para a cadeia.







 

 


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