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Liberdade imediata de Lula para retomar a soberania e o desenvolvimento do país
08 de junho de 2018 Editorial
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O mais recente fiasco nacional do PSDB e de setores da direita depois do golpe que derrubou a presidenta Dilma e destruiu a economia brasileira, foi a tentativa de mais uma manobra com o lançamento de um manifesto cujo objetivo era o de unir centro direita e direita numa chapa eleitoral capaz de manter esta política desastrosa de entrega da soberania nacional e fazer frente à unidade da esquerda em torno da candidatura Lula. A iniciativa que contava com o apoio do senador Cristóvão Buarque e definia como cabeça de chapa o nome de Geraldo Alckmin, foi um tiro no pé pois não conseguiu nem a adesão dentro do próprio PSDB cada vez mais rachado pelas disputas internas. O que era pra ser um ato político de grande envergadura, com a presença de ex-presidentes e lideranças políticas se transformou num evento frustrado e esvaziado.

A crise dos setores burgueses que ainda buscam uma saída no projeto conservador neoliberal, acelerada com o fracasso do golpe, é enorme e lhes tem produzido um efeito boomerang; davam como certo o desaparecimento do PT e de Lula nas pesquisas, quando, de fato, são eles que estão na rabeira das pesquisas com pontuação mínima; e para complicar perderam o rumo, o norte, rodam como barata tonta afim de encontrar uma saída do buraco que eles próprios cavaram. A ausência de políticos e líderes importantes no lançamento do manifesto,  mostra que parte dos tucanos e dos golpistas está abandonando este barco furado principalmente depois das greves dos caminhoneiros e petroleiros contra essa política de preços abusivos imposta por um governo que, além de vender as principais empresas públicas como a Petrobrás, derrubou o Brasil do ranking das maiores economias do mundo, lugar conquistado nos governos populares do PT. 

A política econômica e social criminosa deste governo, implementada também pelo Fernando Henrique Cardoso e que tenta neste momento unir as raposas para o golpe final, tem produzido efeitos devastadores contra a população brasileira. Além do desemprego recorde de quase 14 milhões em todo os país, milhares de jovens que haviam conquistado seu primeiro emprego, fruto da política de inclusão no governo Lula, hoje nas ruas estão condenados à marginalização social. Muitos destes jovens já se encontram fora das estatísticas de desemprego, sendo a maioria negros e pardos que desistiram de procurar emprego, porque objetivamente são os mais pobres; não há dinheiro para o transporte e as demandas de emprego acabam sempre favorecendo aqueles  que durante a vida tiveram mais oportunidades e nunca foram os negros. Sem contar que esses mesmos jovens acabam de perder a oportunidade de iniciar ou concluir a universidade já que estas instituições públicas fazem parte do pacote de maldades deste governo que é o de remover da população qualquer direito conquistado ao longo dos anos, seja trabalhando duramente seja por sua participação nas lutas sociais e sindicais. Não bastassem as reformas trabalhistas que foram um verdadeiro assalto que atingiu em cheio os direitos dos trabalhadores, ainda segue na pauta, a reforma da previdência que só não foi votada ainda porque encontra uma forte resistência do eleitorado; e num ano eleitoral, o Congresso prefere deixar as barbas de molho a correr o risco de ser banido da vida política.

Um país e uma economia construída com muito suor e inteligência nos três mandatos dos governos Lula e Dilma, hoje se encontram destruídos em nome de interesses que não são os do povo brasileiro. Assim, avança o golpe com uma devassa no patrimônio público, com os setores empobrecidos querendo intervir e parte da classe média acordando, porém sem canais organizados, e sem saber por onde começar. A entrega de bandeja das nossas riquezas ao para exploração do capital financeiro internacional não é para fazer crescer o futuro dos filhos desta nação, mas para enriquecer os grandes Bancos e favorecer o rentismo internacional que vêem no petróleo, no pré-sal, nas mineradoras, na Embraer e nas indústrias de Energia uma excelente oportunidade para encher os seus bolsos, sem investimento produtivo e depois, escapar. Um verdadeiro saqueio! Tudo isso sem o menor esforço já que o desgoverno que negocia a entrega do patrimônio acaba levando algum por fora. Vivemos a fase decadente do capitalismo internacional; os golpistas e entreguistas nacionais, sem margens de manobras, passam de forma descarada por cima dos direitos humanos e dos trabalhadores.

A greve dos caminhoneiros que pedia a redução do preço do diesel e deixou o país paralisado por quase uma semana, e a greve dos petroleiros em defesa da redução de preços do gás de cozinha, combustível e da Petrobras, mal resultou numa mudança da política imposta por Pedro Parente. Hoje (07/06) o governo  de Michel Temer acaba de liquidar importantes bacias do pré-sal. Os brasileiros já não são os donos de mais nada. Está tudo sob o controle das multinacionais que é quem vai decidir a política de preços de acordo com os seus interesses pois é assim que funciona a política do imperialismo. O EUA, em particular. busca, através da intervenção em alguns países da América do Sul, recuperar o campo perdido por uma política de integração regional, pontapé que foi dado pelos  governos progressistas com o objetivo de alcançar a sua independência e sua soberania.  Hoje os mais perseguidos por esta intervenção são os países que são auto-suficientes em petróleo como Venezuela e Brasil. A Venezuela, dona de uma das maiores reservas de petróleo do mundo vem resistindo às tentativas de ser golpeada e a todo custo busca manter uma política soberana. Diferente do Brasil que não conseguindo resistir ao golpe tem a sua soberania nas mãos dos piores predadores de povos.

Diante deste cenário desolador  não há outra saída possível e necessária senão a imediata libertação de Lula e eleições diretas. Neste sentido vale reforçar a importância da unidade das esquerdas em torno da candidatura Lula e de um projeto de desenvolvimento nacional. Neste momento a divisão da esquerda só enfraquece a democracia e atende a interesses da burguesia que já tem nos planos fraudar as próximas eleições para impedir o retorno do governo popular. As Centrais dos trabalhadores também, mais do que nunca precisam estar mobilizadas, debatendo uma saída e se organizando para uma greve geral.   A aparente passividade da militância, dos trabalhadores, da dona de casa, do estudante, dos intelectuais e até de parte da burguesia diante deste tsunami, tem por trás a confiança e a segurança de que somente Lula é capaz de arrumar a casa e recuperar todas as riquezas entregues sem o consentimento  e à revelia da vontade popular. Acreditam que ele sairá da cadeia e será o candidato porque, se não for respeitada a sua vontade, por conta própria, o arrancarão das masmorras de Curitiba. E é assim que a militância deverá agir, tirar Lula da prisão  já que o STF tem se omitido e acovardado diante das barbaridades cometidas contra o maior líder popular do país. O povo confia e ao mesmo tempo vai se preparando e  acumulando  as forças necessárias para este grande momento. Lula para o povo é a esperança é a ideia, é o projeto que garante a ele a dignidade de ser sujeito da história.

Por um país soberano, pela retomada do projeto do governo popular, por um referendo revogatório de todas as medidas que destruiu a sociedade, por eleições diretas já e LIBERDADE IMEDIATA DE LULA!

Comitê de Redação

08/06/2018


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Liberdade imediata de Lula para retomar a soberania e o desenvolvimento do país
Diante deste cenário desolador não há outra saída possível e necessária senão a imediata libertação de Lula e eleições diretas. Neste sentido vale reforçar a importância da unidade das esquerdas em torno da candidatura Lula e de um projeto de desenvolvimento nacional.
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