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Lula vem e já sacode política argentina
08 de setembro de 2015 Notícias
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Por FC Leite Filho, de Buenos Aires
A mídia hegemônica, que já estava bufando contra a ascensão popular do candidato de Cristina Fernández, Daniel Scioli, agora estrebucha com a vinda ao país do ex-presidente brasileiro. Lula da Silva, como aqui é chamado, e considerado um dos pais do modelo que, com os Kirchner e Hugo Chávez, tiraram seus países e a América Latina do buraco neoliberal de 2001, vai receber o título de Cidadão de Buenos Aires e dois honoris causa de universidades, além de um dar rolê em busca de votos para a chapa governista.

Lula, que enfrenta hoje no Brasil, a mesma campanha sórdida dos meios de comunicação que tentaram impedir e depois sonegar os avanços obtidos pelo modelo nacional dos Kirchner, já disse que, em sua viagem ao país irmão, diz que não vê solução de nossos problemas a partir do Norte, ou seja, Estados Unidos e Europa: “Fora da Unasul e do Mercosul não temos muita saída. Para voltar a crescer temos que confiar no nosso potencial, na capacidade produtiva de nossos intelectuais, cientistas e pesquisadores. Não podemos confiar na ideia de que o Norte é a alavanca que vai nos ajudar”

Prevista para 25 de outubro, a eleição presidencial argentina, tem seu debate centrado na política de desenvolvimento autônomo dos Kirchner, primeiro de Néstor (um mandato) e depois de Cristina (dois), o qual, em 12 anos, devolveu a autoestima e o bem estar a um país que literalmente quebrou no início do milênio. O país com um PIB negativo de 20%, desemprego de 30%, educação e saúde arrasados, renasceu com 15 novas universidades gratuitas, 10 mil escolas e postos de saúde construídos ou recuperados, novas estradas, hidrelétricas, centrais nucleares e uma política científica que lhe permite construir seus próprios satélites.

Scioli já deu prova da força política do modelo kirchnerista nas primárias obrigatórias nacionais, as PASO, em agosto, quando saiu bem na frente dos candidatos conservadores Maurício Macri e Sérgio Macri, ambos sustentados pela mídia oligárquica e seu séquito poderoso, mas já não tão influente eleitoralmente, de grandes empresários, banqueiros, multinacionais et caterva. Esta mídia, que costuma impressionar, num primeiro momento, tanto quanto no Brasil, já perdeu pelo menos três eleições para os kirchneristas, uma versão atualizada do peronistas, e isto depois de tentar sem sucesso submergir o país na guerra civil, como ocorreu na crise do campo, em 2008, e, mais recentemente, provocar um clamor nacional com a morte do procurador Alberto Nisman.

Para se defender, Cristina, construiu um aparato comunicacional próprio de fazer inveja a Dilma e ao próprio Lula, e reagiu democraticamente a todos os os insultos e insurreições com uma política firme de realizações e modernização do país, o que lhe deu respaldo para a goleada que aplicou na última eleição presidencial, em 2011. Ela ganhou com 54,11% dos votos, sendo que o segundo candidato, Hermes Binner, obteve 17%. Por sua vez, a candidata Elisa Carrió, principal detratora da presidenta e beneficiada por grande cobertura do Clarín, uma espécie de Globo argentina, teve 1,8%. Por sua vez, o procurador Alberto Nisman, que, soprado pelo poder econômico e a embaixada americana, tentou denunciar Cristina como envolvida no acobertamento dos responsáveis pelo atentado à entidade israelita AMIA, emergiu de todo o drama de seu aparente suicídio como um funcionário corrupto, a ponto de comprometer toda sua família com operações de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A eleição deste ano, porém, não tende a ser um mar de rosas. Scioli, um político de linha moderada e que não saiu dos quadros duroskircheristas, tenta se adaptar à linha progressista da atual hóspede da Casa Rosada, e, embora tenha se comprometido a defender a bandeira nacionalista, é visto com algum receio por muitos cristinistas. Por isso, estes, que procuraram se garantir com a indicação do vice Carlos Zanine, se esforçam para fazer uma grande base eleitoral no Congresso. Seja como for, os dados já estão lançados e Lula se engaja na campanha de Scioli, porque, como afirmou em recente entrevista ao jornal Página12: “Torço para que Cristina consiga eleger o sucessor que ela quer ver na presidência.

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Cordialmente, FC Leite Filho
 

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