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Manifesto de 1º de maio de 2008
07 de maio de 2008 Artigos Edições Anteriores
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Frente Única dos povos do mundo contra a exploração e a guerra do sistema capitalista.

O sistema capitalista se concentra para lançar a guerra contra a humanidade.
No mesmo momento que as Nações Unidas e os próprios órgãos dos grandes países capitalistas advertem sobre o perigo do « tsunami da fome” que se voltará contra o mundo e lamentam a falta de recursos para enfrentar a adversidade, os grandes países capitalistas se reúnem na cúpula da Otan para dedicar outros bilhões de dólares para a sobrevivência armada do sistema, ou através das grandes instituições financeiras internacionais destinam somas incríveis para manter o sistema bancário internacional que, apesar dos imensos lucros obtidos nos últimos anos, se declara insolúvel frente ao crescente endividamento de massa.
O sistema capitalista, arrancando-se todas as suas máscaras, e descobrindo suas piores intenções, enfrenta a sua fase final de existência concentrando todas suas energias na preparação da guerra para derrotar a resistência mundial das massas. Mais militares e armas no Iraque e no Afeganistão, o escudo anti-missilístico, planos para o emprego preventivo de armas atômicas táticas contra os chamados « terroristas » em qualquer parte do mundo. Os centros mundiais do imperialismo descarregam suas crises econômicofinanceiras sobre as massas. Nos EUA cada cidadão paga 20 mil dólares ao ano pela guerra no Iraque. Os milhões de pessoas que perderam sua casa também. Em todo o mundo capitalista, mesmo nos países mais ricos, as grandes massas são cada vez mais pobres. A chamada classe média se aproxima do « limite da pobreza ». Quanto mais o sistema capitalista perde sua base social de apoio, mais se concentram os recursos militares no intuito de salvar-se. Uma pequena cúpula do sistema capitalista busca concentrar o comando mundial. Esse é o fascismo de hoje: meios militares exorbitantes e riquezas enormes concentradas em poucas multinacionais, sem nenhuma base social de apoio. Esta cúpula já decidiu passar por cima da ONU; governa através de um poder mundial paralelo aos estados, aos parlamentos, por meio de exércitos de mercenários internacionais e armas sofisticadas, como última forma de salvar a acumulação do poder e dos lucros. Por outro lado, essa reação é conseqüência do amadurecimento do mundo, pronto para se desfazer desta casta incapaz de promover o menor progresso social, alheia à humanidade. Ao mesmo tempo, os partidos comunistas e socialistas, as grandes centrais sindicais dos países capitalistas se demonstram incapazes de rebater a política do grande capital. Com a recente derrota eleitoral do partido da Refundação Comunista e a sua inútil aliança “Arco-íris”, na Itália se esfuma a enésima ilusão eleitoreira da esquerda: no parlamento, depois de mais de cem anos, desapareceram completamente os representantes comunistas e socialistas. Depois, estão as derrotas dos comunistas na França, Espanha e Grécia, todos eles reduzidos a porcentagens que vão de 1 a 3,5% dos respectivos eleitorados. As eleição, os distintos sistemas que as regulamentam país por país, não servem para reconhecer a verdadeira relação de forças entre as classes. Por exemplo, faltam na Itália e nos demais países, a opinião e o voto de milhões de trabalhadoras e trabalhadores estrangeiros, que produzem a maior parte das riquezas. Mas, de todo modo, a redução dos votos destes partidos coloca na ordem do dia a necessidade de limpar os aparatos dirigentes conciliadores. São 3,7 milhões de votos perdidos (sobre cerca de 4 milhões), que em parte são recuperados nas eleições administrativas, demonstrando claramente que a crítica de massa é a política do aparato  irigente, enquanto que os quadros e ativistas no território são os que tem a autoridade de manter a adesão popular ao partido.As massas demonstram que o mundo está apto para o socialismo

Desde os lugares mais longínquos, insólitos e até distantes do poder do grande capital, se expressam propostas e intenções de superar as  ondições de pobreza e sofrimento social com formas solidárias, alternativas e socialistas. Não existe ainda a organização mundial de uma direção para unificar todas essas vontades e experiências dos povos, mas aumentam as expressões de amadurecimento das massas do mundo e as novas direções revolucionárias que se cimentam em formas diversas de enfrentamento ao capitalismo e ao imperialismo. Pela primeira vez na história da Bolívia e do Irã seus presidentes se encontram e realizam acordos de estado a estado para o benefício recíproco dos seus povos. O pequeno povo de Nepal com um partido comunista majoritário no parlamento e no governo, derruba uma monarquia completamente fora de época. Na Suíça, que é o cofre e o refúgio das finanças mundiais, os operários ferroviários de Belizona arrastam consigo todos os habitantes da cidade (20 mil) e das comunidades limítrofes, numa luta que após um mês de ocupação impede o fechamento e a privatização do estabelecimento. E além disso, recuperam o papel do “piquete” participado com os operários, mulheres e crianças que, impõem “à antiga” o respeito das decisões das assembléias.

As ondas rebeldes e a necessidade do socialismo percorrem velozmente o mundo e se põem em comunicação estreita. Esta consciência social das massas se expressa também nos EUA, no apoio que encontra a candidatura de Obama que defende mudanças sociais radicais, na persistência das
mobilizações contra o Iraque e, particularmente, na aproximação entre os movimentos pacifistas e sindicatos colocando a necessidade de terminar
com a indústria da guerra e reconverter a economia de guerra a uma produção que beneficie os bens de consumo da população.

A ALBA e a integração dos povos rumo a uma Federação Socialista dos países da América Latina

O processo de rebelião contra a dominação econômico-militar imperialista dos EUA, do neoliberalismo, manifestado no recente levante dos povos e no surgimento de novos governos populares de esquerda na América Latina, se propaga como uma grande onda e retoma as bandeiras do nacionalismo, de Perón, de Vargas, de Torres, de Gaitan e Sandino e, o que é mais importante, consolidando-se numa integração e coordenação bolivariana dos países como jamais visto no continente.
Isso, inevitavelmente leva a ações desesperadas e de guerra do império capitalista. O bombardeio da Colômbia contra as FARC violando as soberania do território do Equador, sob o comando norte-americano, teve o objetivo de impedir a pacificação, a solução política e o intercâmbio humanitário na Colômbia, mas sobretudo, o avanço da coordenação antiimperialista latino-americana centralizado pelos governos revolucionários da Venezuela e Equador na região.
O imperialismo não vai deter a guerra e preparará outras provocações ou ataques. Mas, é um acontecimento histórico para a América Latina dos últimos anos a intervenção aberta e antiimperialista dos governos como o de Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Cristina Kirchner, Ortega e também Lula nos organismos e cúpulas internacionais. O fracasso político do império e seus lacaios como a sinistra “viajante da morte”, Condoliezza Rice, em visita ao Brasil é notável. O Ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, declara nos EUA apoio aos presidentes da Venezuela e Equador desmentindo suas alianças com a guerrilha colombiana e reiterando a posição do governo brasileiro pela criação de um Conselho de Defesa Latino Americano, que
representa uma não submissão ao papel imperialista dos EUA na América Latina. Na América Latina renasceu os espírito de solidariedade, a cooperação, a integração, os intercâmbios em todos os níveis, em todas as cúpulas e reuniões regionais.
No Equador o processo impõe uma Constituinte, refletindo uma combinação entre o governo e forças revolucionárias para partir dosníveis mais avançados. Por isso, Rafael Correa na sua viagem ao México propõe a integração de Cuba, para pagar uma dívida social com quem resistiu ao bloqueio para manter a proposta do socialismo que se estende através dos novos governos de esquerda na América Latina. Dessa forma Correa integra o povo mexicano, a sua revolução mexicana de 1911, o nacionalismo revolucionário de Cárdenas como os precursores das lutas pela construção do socialismo que toma corpo hoje na América Latina.

O Conselho de Defesa Latino Americano é um elemento importante entre as conquistas integradoras que afirmam a soberania dos povos na América Latina, seja no plano econômico, cultural e comunicacional: a ALBA, o Mercosul, o Banco do Sul, o Banco da ALBA, a Telesur, a Universidade do Sul e o Gasoduto do Sul, que já são projetos em marcha. A defesa militar unificada dos recursos naturais e energéticos do país, das terras dos camponeses pobres e indígenas, dos meios de produção da classe trabalhadora, dos mineiros, dos centros estudantis e de cultura nacionais, é junto ao povo organizado nos seus sindicatos, partidos revolucionários de massas, uma necessidade estratégica para completar o ciclo de defesa da revolução socialista no continente. É importante criar uma força militar ligada estreitamente ao objetivo político de transformação revolucionária que se estende no continente. No exército imperialista imperam a droga e o suicídio (no Iraque é a principal causa de morte nas tropas) e a ausência de motivação é compensada com tropas especiais privadas. O exército revolucionário deve ser um instrumento na solução dos problemas das grandes massas operando conjuntamento, construindo novas relações sociais. Assim se está fazendo na revolução venezuelana: aliança
operária-camponesamilitar.

O processo na Venezuela é um exemplo e um laboratório. Ao mesmo tempo em que é motor, junto a Cuba, do internacionalismo e da solidariedade com outros povos (os acordos econômicos, energéticos, as missões médicosanitárias, etc…), avançou nas suas medidas econômicas internas aprofundando as estatizações e nacionalizações como na indústria do cimento Sidor, na telefonia e criando empresas estatais para a produção de alimentos, tratando de responder à arma do desabastecimento imposto pela oposição burguesa. Em todos os processos da América Latina se coloca a necessidade de construir um Partido Unificado Revolucionário de Massas como na Venezuela para avançar do governo ao poder. Ganhar o exército e construir o Partido de massas. São duas tarefas centrais na Venezuela para impedir um novo Chile e bloquear as tentativas do imperialismo contra Chávez e a revolução bolivariana.

Cuba é fundamental neste processo; sem os meios, nem a riqueza petrolífera da Venezuela, mas com o exemplo de sua revolução aguerrida e generosa, com Fidel e a consciência do povo cubano, resistiu ao imperialismo, ajudando todos os países da América Latina e África, com suas dezenas de milhares de médicos em 60 países da América Latina, África e Ásia, formando médicos, brindando Missões Milagres e projetos de alfabetização. Em Cuba se aprofunda a batalha de idéias sobre questões importante como o melhoramento na agricultura e no abastecimento alimentar. Hoje Cuba já não se encontra isolada como quando da derrubada da Urss; hoje conta com a criação de um Banco da ALBA e a ajuda solidária da Venezuela, do Equador, Brasil, Bolívia, Nicarágua, China, Rússia e Irã e, portanto deve apoiar-se nesse novo processo latino americano para avançar ao socialismo. Cuba continua sendo o exemplo de como a revolução socialista, as estatizações com poder popular podem eliminar a fome, o analfabetismo, as enfermidades, os sem-tetos e render um povo culto e decidido na defesa do socialismo como único caminho de liberação dos povos, custe o que custe. Se estão estabelecendo as condições para uma grande Federação Socialista dos países da América Latina.

A crise do capitalismo mundial e a incapacidade do capitalismo de apresentar uma perspectiva de progresso

O capitalismo foi incapaz de oferecer alternativas que afirmassem retrocessos mais profundos nos velhos Estados operários. Muito pelo contrário, a superioridade de uma economia estatizada e planificada, assim como a sua relação antagônica com a estrutura do mercado mundial capitalista, que empurram tanto a Rússia como a China na retomada de medidas para defender e restaurar o Estado operário e unir-se aos outros países para defender-se contra o imperialismo mundial.
A chama olímpica que percorre o mundo, apesar de todas as manobras provocadoras dos governos dos EUA e europeus, expressa também como as massas compreendem a superioridade do Estado operário sobre o sistema capitalista. Ninguém aceita que um Tibet independente, seja um
progresso em relação à China. Foi a revolução socialista chinesa que derrotou o feudalismo nas suas formas mais atrasadas e que permitiu a existência digna do povo do Tibet. A autonomia solicitada pelo povo tibetano só pode ser alcançada lutando com o conjunto do povo chinês para restabelecer as formas democráticas soviéticas que reconstruam a estrutura do Estado operário retomando a tradição e a experiência de Mao e a revolução cultural, derrotando os setores reacionários e aproveitadores da sua direção. A experiência da Iugoslávia é uma demonstração do que o capitalismo mundial entende por respeito às minorias e à “autodeterminação”. Desmembraram um país que era um exemplo de convivência, criaram um estado-OTAN no Kossovo, dirigido pelos potentes criminais de guerra e mafiosos. O Oriente Médio, onde o capitalismo tem a possibilidade de decidir através do seu sócio maior, Israel, não concede o mínimo direito ao povo palestino: o reprime, rouba, destrói casas e cultivos, lhe impede acesso à água e a todos os
recursos. Até o Dalai-Lama percebe que como aliado dos yanques (de quem recebeu financiamento) não terá grandes possibilidades de “auto-determinar”, é por isso que toma em público distância dos grupos provocadores financiados pela CIA.

Em todos os países europeus, levanta-se o rechaço das massas que não querem pagar a crise do sistema capitalista.

Por isso, o novo Tratado Europeu se está adotando às escondidas, assim como as crescentes contribuições dos governos europeus às ações da Otan como carrascos do mundo. O descontentamento é muito profundo e falta pouco para grandes mobilizações a nível de todo o continente. As direções sindicais e políticas de esquerda as contêm, temerosas de toda mudança radical. Os sindicatos europeus reúnem dezenas de milhares de trabalhadores na Eslovenia para pressionar a Comissão Européia com o pedido de um salário digno para todos na Europa, sem fazer a menor mobilização. Mas são milhões e milhões que é possível mobilizar hoje por salários e condições de trabalho dignos e paritários: o mesmo trabalho
realizado na Alemanha e na Rumênia deve ser pago igualmente. Essa é a Europa Unida! Se em um pequeno lugar da Suíça, 600 operários encontram a força de ocupar sua empresa durante meses, na defesa do posto de trabalho, pedindo a intervenção do estado para planificar as ferrovias, não somente da Suiça, mas de todos os outros países vizinhos, mostra que se pode lançar uma luta comum e geral pela defesa dos serviços públicos, as estatizações, a planificação econômica em benefício das populações e a escala móvel de salários. Enquanto o capitalismo usa o estado e os recursos das massas para socorrer os Bancos que obtiveram lucros astronômicos especulando com a economia virtual, a classe operária reclama intervir no desenvolvimento tecnológico, na manutenção das estruturas produtivas e na criação dos novos postos de trabalho. Na própria Alemanha capitalista, aparentemente parada, há um vaso comunicante com o processo anticapitalista mundial, expresso na fala do deputado da SPD, Oskar Lafontaine : «não devemos nacionalizar somente as indústrias das armas, mas também as indústrias financeiras e energéticas e, por isso, admiramos as decisões de Chávez na Venezuela. Além disso, necessitamos nos sistemas capitalistas também da democratização dos meios de comunicação»

É preciso unir todas as lutas dos povos do mundo em uma só frente contra o imperialismo e a guerra, no rumo ao socialismo.

 

  • Romper com os acordos e tratadosinternacionais que favorecem as multinacionais e as forças reacionárias e guerreiras.
  • Unir os Estados revolucionários, da UNASUR, da África, da Ásia e do mundo com a China, Cuba e Rússia para uma planificação comum das necessidades das populações
  • Unir os partidos de esquerda e sindicatos dos países capitalistas para elaborar esta planificação mundial da economia e impor as transformações socialistas em benefício da humanidade
  • Contra a proliferação das bases yanques e da Otan na Europa e no mundo e o escudo antimíssil contra os países do Leste Europeu 
  • Contra as ameaças de invasão ao Irã, pela retirada imediata das tropas invasoras do Iraque e pela Federação Socialista dos países do Oriente Médio.
  • Frente única mundial em defesa do povo da Palestina contra as agressões imperialistas de Israel
  • Solidariedade com Evo Morales e o povo boliviano contra a “autonomia” contrarevolucionária da burguesia industrial e da oligarquia separatista.
  • Pleno apoio aos movimentos pacifistas, antiracistas e anticapitalistas do EUA
  • Por um Fórum Latino-Americano e Mundial contra o terrorismo midiático das grandes corporações fabricantes de guerra, pela democratização dos meios de comunicação e pela defesa dos meios comunitários e públicos nos diversos países.

  • Por uma Internacional Comunista de todos os povos.

 

 

IV Internacional Posadista
1° de maio de 2008


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