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Mulheres brasileiras fazem história na luta contra o fascismo
30 de setembro de 2018 Artículos Artigos
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As grandes mobilizações ocorridas neste sábado e organizada pelo movimento de mulheres pela resistência contra o fascismo e que reuniu mais de 1 milhão em todo o Brasil e pelo mundo afora, em países como Argentina, Alemanha, França, Suíça, Itália, Portugal e Estados Unidos, teve uma importância histórica porque mostrou que  mais uma vez a mulher assume a frente da luta e da resistência contra o que há de mais obscuro, mais retrógrado e mais criminoso que é a política que arremessa para a mais cruel violência e marginalização uma sociedade inteira de homens, mulheres e crianças.

Esta importante iniciativa das mulheres comoveu e influenciou vários outros setores que abraçaram a mesma agenda antifascista e juntos ecoaram para todo o restante do país; dentre eles, as torcidas organizadas de futebol, policiais contra o fascismo,  sindicatos, artistas, intelectuais e estudantes; juntos responderam à necessidade de ir para as ruas e barrar qualquer possibilidade de sucesso da volta desta política que foi, um dia, responsável pela morte de milhões de inocentes. Mostra ainda, que parte desta imensa massa que desde 2014, quando se iniciou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, vem ocupando as ruas já percebeu que este é um momento delicado e decisivo da política nacional; um momento em que o golpe tenta consumar suas ambições econômicas, entregando nossa soberania a preço de banana e abastecendo os bolsos dos franksteins do sistema financeiro, um momento em que vivemos um processo eleitoral fraudulento que cassou o direito da maior liderança do país Lula da Silva, preso político, de concorrer de forma legítima à próxima eleição para presidente, e líder nas pesquisas; um momento em que os direitos dos trabalhadores estão sendo retirados da forma mais brutal como o  desemprego que já atingem mais de 14 milhões de desempregados que perambulam pelas ruas pedindo esmolas ou fazendo bicos para o sustento da família, um momento em que a chapa Haddad-Manu representando a retomada do projeto-Lula de desenvolvimento cresce na pesquisa, além de todas as conquistas sociais alcançadas nos 13 anos de governos Lula e Dilma que beneficiou os mais pobre e que acabou derretendo como resultado do descaso do governo Temer que provou ser mais sensível aos interesses dos bancos, do monopólio da mídia, do agronegócio e da grande burguesia.

É neste cenário que acontece o avanço da participação da mulher nas lutas sociais, na defesa de seus direitos como cidadã e na batalha diária para combater a violência doméstica e o feminicídio que tem números cada vez mais alarmantes, (segundo  dados do Conselho Nacional de Justiça aponta que 2017 terminou com 10,7 mil processos de feminicídio sem solução e comparado com os dados de 2016 este número dobrou). A lei nº 11.340/2006 conhecida como Lei Maria da Penha foi uma importante conquista porque visa coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, mas essa Lei para ser respeitada de fato, passa por um amplo debate com a sociedade porque na realidade o que assistimos constantemente são os estupros e agressões físicas, muitas delas seguidas de morte contra as mulheres, principalmente as jovens que são presas muito fáceis de tráficos e milícias organizadas. E foi combatendo essa prática no Rio de Janeiro que Marielle Franco, vereadora pelo Psol, foi brutalmente assassinada junto com seu motorista.

O processo de exclusão da mulher brasileira, em particular na política mudou radicalmente graças à sua resistência ao longo dos anos e o mais importante é que avançou junto às pautas políticas que deixaram de ser totalmente feministas ampliando com reivindicações que atendem à necessidade de toda a sociedade. É preciso destacar que hoje elas comandam vários espaços, alguns por meio de cotas, seja na vida profissional, seja nas instituições políticas e partidárias graças às muitas batalhas travadas para alcançar estas conquistas, e ainda assim sua representatividade é insignificante considerando que elas representam mais de 51% do total da população do país.

Muito importante este protagonismo que as mulheres assumem na vida política nacional, e entram nesta guerra disseminando o amor e distribuindo flores. Ao contrario de Bolsonaro e seus seguidores que pregam o ódio na política e praticam agressões e até assassinatos contra militantes de esquerda.   As milhares presentes nas manifestações tinham muito claro o objetivo e ecoaram para outras dezenas de milhares que se uniram para fazer frente às ameaças da direita ligadas a Bolsonaro e Mourão e de uma ala militar que querem impor uma nova agenda golpista de retrocessos e de exclusão social.  Que este exemplo das mulheres sirva também para impulsionar outros movimentos organizados, sindicatos, grêmios estudantis, partidos de esquerda a se somarem a esta luta para derrotar o fascismo que representa, neste momento, uma ameaça real.  #EleNão  #Haddad-ManuSim e Lula Livre!!

Marta Costa
Pelo Comitê de Redação
30/09/2018


Palavras-chave: EleNão;Mulheres

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EDITORIAL:

Apoio incondicional à candidatura Haddad-Manuela e à coligação!
Pela composição mais ampla com todas as forças de esquerda, progressistas, nacionalistas e democráticas e dissidentes do regime ditatorial neoliberal e fascista! É preciso contar com as divergências do inimigo. É preciso emplacar Haddad no primeiro turno.
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