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Multidão no Rio defende as estatais e a Petrobrás
04 de outubro de 2017 Artigos
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Multidão no Rio de Janeiro acolhe Lula para defender a Petrobrás

A comemoração dos 64 anos da Petrobrás foi celebrada com a importante formação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania, e com uma grande manifestação de trabalhadores no Rio de Janeiro, convocada pelas Centrais Sindicais, Federação Única dos Petroleiros e com a participação dos Movimentos Sociais organizados como MST, Povo sem Medo e MAB (Movimento Atingido pelas Barragens) e populares que aos poucos se juntavam a este grande ato de protesto. As principais bandeiras desta expressiva manifestação foram a defesa da Petrobrás, da Eletrobrás, e contra o desmonte do Estado imposto por este governo ilegítimo. Milhares de pessoas marcharam na Av. Rio Branco até a sede da Eletrobrás  onde ai um grande ato de protesto foi realizado com a presença do principal líder do país, o ex-presidente Lula e de várias lideranças políticas e sociais. 

Esta manifestação no Rio, é um termômetro de que a temperatura já começou a esquentar. Milhares de trabalhadores estão sendo expulsos de seus empregos, a economia está indo ladeira abaixo e a perspectiva de crescimento sob o comando do ministro Meirelles está provando ser um fracasso. Quem está pagando a conta do tal ajuste fiscal são os trabalhadores e a população de baixa renda que estão sofrendo na pele o alto custo de  sobreviver num país onde não há emprego e quem está empregado tem  o seu salário e direitos reduzidos sem contar o  brutal congelamento no investimento social por 20 anos o que significa o fim dos serviços públicos principalmente na saúde e na educação. Para este governo a política de privatização é o que interessa. É a famosa política rentista engordando os bolsos do setor financeiro que não apenas manteve como aumentou os juros, e do grande empresariado nacional e estrangeiro é um verdadeiro festival de leilões do patrimônio público que está sendo operado sem qualquer critério.

Vale a pena voltar um pouco no tempo para compreender a importância desta comemoração dos 64 anos da criação da Petrobrás. Esta gigantesca empresa de petróleo instituída no governo Getúlio Vargas em 3 de outubro de 1953 foi a senha dos nacionalistas nos anos 50 para que o Brasil pudesse pesquisar, comercializar refinar e explorar esta parte da nossa biosfera. Com esta medida, entre outras de tal importância, Vargas modernizou e desenvolveu este país econômico e socialmente. Vale lembrar que a exploração desta nossa riqueza estava em mãos dos trustes internacionais e Vargas nacionalizou e realizou o sonho de muitos nacionalistas brasileiros e atendeu a uma necessidade do país tão carente de desenvolvimento. O que o governo Temer vem fazendo neste momento é retroceder à República Velha entregando todo o patrimônio público à exploração pelo capital estrangeiro; para isso destrói todas as conquistas alcançadas com muita luta durante décadas . Os governos Lula e Dilma - sobretudo no de Lula - ao contrário tiveram a preocupação de preservar este bem público da sociedade ampliando os investimentos com a construção de estaleiros, exploração das bacias  por meio de pesquisas científicas e a perfuração de vários poços, o que permitiu a descoberta desta cobiçada reserva petrolífera que é camada do pré-sal tão valiosa pela sua qualidade. A partir daí foi criado um projeto de lei, assinado no governo Dilma que destinava a maior parte dos recursos dos royaties do pré-sal à educação. Milhares de jovens de baixa renda passariam a ter acesso à educação de qualidade. A sociedade neste momento vivia um momento de grande expectativa e otimismo.

Ou seja, Lula, assim como Vargas anteriormente, associava desenvolvimento econômico com a superação dos problemas sociais sobretudo com o fim da miséria. E foi nesta direção que conduziram seus governos, pensando na sociedade e principalmente nos trabalhadores.

A criação desta Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania lançado no Clube de Engenharia no Rio de Janeiro cuja ideia está arregimentando muitos adeptos, tem um significado importante e histórico neste momento de crise e de violação da Constituição brasileira. Esta iniciativa  precisa urgentemente ser difundida e ampliada para que outros setores da sociedade como empresários, instituições acadêmicas, profissionais liberais, sindicatos e sociedade civil assumem esta causa na defesa das nossas riquezas naturais, das  instituições públicas, das estatais e de todo o patrimônio nacional que estão sendo saqueados e vendidos por uma quadrilha de ladrões do dinheiro público. Que esta frente coloque também na ordem do dia a necessidade urgente de uma Assembleia Constituinte que garanta uma reforma política, pelas eleições diretas com a participação de Lula que lidera todas as pesquisas apesar de toda a perseguição judicial e midiática.

Marta R. Costa

 

Leia mais no http://www.vermelho.org.br/noticia/302682-1

"Estamos aqui em defesa da soberania, do Brasil para brasileiros"

Cerca de 50 mil pessoas participaram do amplo protesto contra a privatização de estatais brasileiras que tomou o centro do Rio de Janeiro nesta quarta (3), data do aniversário de 64 anos da Petrobras.


Movimentos organizados da sociedade civil e trabalhadores de diferentes categorias realizam um ato em defesa das empresas públicas e da soberania nacional, convocado pela Frente Brasil Popular. Os manifestantes começaram a se reunir na manhã desta terça (3) em frente ao prédio da Eletrobras, na região central do Rio de Janeiro. A estatal é alvo da sanha privatista do governo de Michel Temer, intenção rechaçada neste “Dia Nacional de Luta pela Soberania Nacional”.

Os participantes saíram em passeata no início da tarde, passando pela sede do BNDES até chegar ao destino final: o prédio da Petrobras. A estatal de petróleo completa 64 anos hoje. Lá, se uniu ao ato, às 16h, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A unidade das categorias é o principal. Temos que manter as centrais presentes. Vamos para cima desse governo golpista. Não vamos permitir que esse governo privatize todas nossas estatais e aprove a reforma da Previdência”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Luiz da Rocha Cardoso, o Pará.

O presidente da CTB-RJ, Paulo Farias, denunciou a privatização e desmonte das empresas e dos serviços públicos brasileiros. O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, defendeu um referendo para revogar as medidas de Temer: “É o momento de nós discutirmos que nós precisamos revogar as medidas do governo golpista. Eu fico muito feliz que o presidente Lula tenha colocado no discurso dele uma proposta da Frente Brasil Popular e da frente Povo Sem Medo, que é, se eleito, imediatamente fazer um referendo revogatório de todas as medidas do governo golpista. Esse é o nosso recado, continuar enfrentando, não permitir que eles impeçam a candidatura do ex-presidente Lula, a eleição sem Lula é fraude”.

“O ato está bonito e muito representativo. Estamos aqui em defesa da soberania nacional, em defesa do Brasil para os brasileiros. Queremos o Brasil para a nossa geração, para nossos filhos e filhas. Estamos contra esse governo golpista que está entregando o país a preço de banana. Onde já se viu entregar a Casa da Moeda, a Petrobras, a Caixa Econômica Federal? Estamos na luta e vamos defender essa batalha”, afirmou o coordenador geral do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Pedro Batista.

A manifestação ocorre na semana em que o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realiza o seu 8º Encontro Nacional. “Mais de 4 mil atingidos que participam do encontro se somam ao ato deste 3 de outubro. Os atingidos marcham desde o Sambódromo, onde estão alojados, até a sede da Eletrobras. A estatal, que é a maior empresa do setor elétrico do país, está sob risco de privatização”, afirmou em nota o MAB.

A Eletrobras é responsável pela produção de 30% da energia do Brasil e dona de 50% das linhas de transmissão. “O que está acontecendo é um processo de destruição da soberania. O Brasil está perdendo todas as riquezas do seu controle. A privatização só faz mal, podemos ver, por exemplo, o que aconteceu com a Vale, em Mariana. E é por isso que estamos nessa luta, contra as privatizações e em defesa do nosso patrimônio”, afirmou o coordenador nacional do MAB Gilberto Cervinski.

Fonte: RBA e CTB

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EDITORIAL:

Frente Única e mobilização em defesa das Universidades Federais
Alto lá! As Universidades Federais brasileiras estão sendo vítimas de ataques por parte da Policia Federal a mando deste governo ilegítimo e provavelmente também deste juízes da Lava Jato sob o comando da CIA, com a prisão de reitores, professores, estudantes e funcionários. Mobilização já!
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