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No Dia Internacional da Mulher, brasileiras dão o grito de guerra em defesa de seus direitos, da democracia e da soberania
10 de março de 2018 Artigos
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No Dia Internacional da Mulher, brasileiras dão o grito de guerra em defesa de seus direitos, da democracia e da soberania
 
Este 8 de março foi um dia histórico para as brasileiras que diferentemente das manifestações feministas anteriores foram para além do grito de guerra contra o machismo e avançaram o sinal em defesa de uma sociedade digna. O que chamou a atenção foi a qualidade dos atos em todos os lugares ainda que numericamente não fossem tão expressivas. As mulheres desta vez, nas ruas, decidiram que cabem a elas também o papel de defender os direitos, que também são delas, sequestrados por esta quadrilha que se instalou no governo. Resolveram então ampliar sua bandeira de luta incorporando reivindicações políticas já pautadas por quase todos os movimentos sociais como: a defesa dos direitos trabalhistas, contra a reforma da previdência, contra o desemprego, a defesa da soberania nacional, da democracia, da Petrobrás, contra a intervenção militar no Rio de Janeiro, eleições diretas com Lula, referendo revogatório e teve até mulheres defendendo o volta Dilma, e tudo isso ao som dos bumbos de cânticos e palavras de ordem como, "hoje é dia de luta e de ocupação" , "a nossa luta é todo o dia, somos mulheres e não mercadoria", Fora Temer, e também pautas feministas, sobretudo o direito de decidir sobre seu corpo, repúdio à misoginia e nenhuma a menos! A agressão às mulheres já se tornou um fato corriqueiro nesta sociedade machista.
 
Os coletivos de mulheres trabalhadoras entre eles as vinculadas ao MST e  MMM (Marcha Mundial de Mulheres), numa ação que faz parte da Jornada Internacional de Luta das Mulheres, levaram 800 trabalhadoras a ocupar e paralisar a produção do Grupo Guararapes numa cidade do Rio Grande do Norte, empresa que pertence a Flávio Rocha, dono da Riachuelo e empresário ligado ao PSDB e ao deputado relator da reforma trabalhista. Em 2016 a Riachuelo foi condenada por submeter funcionárias costureiras ao trabalho escravo, além de ter apoiado o golpe, as reformas, e ser o candidato do empresariado a substituir Michel Temer. Estas mulheres deram exemplo de garra e de como enfrentar o seu opressor, assim como outro coletivo de aproximadamente mil mulheres ligadas ao MST, MTST , MBA (Movimento dos Atingidos por Barragem), MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) e Levante Popular da Juventude ocuparam o parque gráfico das Organizações Globo e ali fizeram muito barulho contra essa que tem sido a principal articuladora e apoiadora do golpe e do retrocesso a que está submetida a sociedade brasileira.  Muitas outras manifestações e marchas de protesto das mulheres aconteceram em todo o País de norte a sul, de leste a oeste, e todas com a bandeira unificada em defesa de seus direitos. No mesmo momento do ato das mulheres na Paulista, ocorria uma assembléia dos professores estaduais contra a reforma da previdência e da política de desmonte da educação pelo governo  Alckmin, presidenciável do PSDB. Muito próximo dali os servidores municipais, também em assembléia, decretaram greve por uma semana contra a reforma da previdência e a política de privatização do prefeito Dória. A maioria dos manifestantes do serviço público, engrossou a Marcha das Mulheres.
 
Estas ações maduras das mulheres mostram o quanto uma parcela expressiva da população tem elevado o seu nível de politização diante do golpe. Fica cada vez mais evidente que a maioria já entendeu o porquê e onde querem chegar os golpistas que tem arrasado com as conquistas sociais dos trabalhadores e trabalhadoras e entregam de bandeja a nossa soberania ao sistema financeiro global. As bandeiras agitadas neste Dia Internacional das Mulheres que deram seu grito de guerra nas ruas, nas ocupações, exigem mudanças profundas na sociedade, na economia, uma reforma política ampla e eleições em 2018 com a participação de Lula, o único capaz recolocar o País nos trilhos, convocando um referendo popular que permita revogar todas as medidas antipopulares e entreguistas cometidas por este governo ilegítimo que foi ocupado por meio de um golpe.
 
As mulheres em vários países do mundo tem provado que são umas guerreiras, seja para enfrentar os monstros locais, como no Brasil que pedem o fim dos vampiros, seja para fazer frente a uma intervenção mais global que visa destruir conquistas e saquear direitos de soberania. Na Argentina milhares foram às ruas contra a política neoliberal de Macri; há informações que foram 500 mil. O Ato ocorrido na Espanha, segundo a Agência Brasil, mostrou a importância do apoio dos trabalhadores à luta das feministas: "Mais de cinco milhões de trabalhadores apoiaram nesta quinta-feira (8) as interrupções parciais de duas horas na primeira greve feminista convocada na Espanha por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Segundo os principais sindicatos do país (CCOO e UGT), dezenas de milhares de pessoas participaram de várias manifestações reivindicativas". 
 
Tudo isso prova que a luta das mulheres é também uma luta de todos,  tem que inevitavelmente estar vinculada à luta contra o sistema capitalista porque o monstro maior é o capitalismo causador das guerra e da destruição das causas sociais e humanas. Qualquer luta isolada terá pouco resultado diante da pressão dos interesses do mercado mundial. Por isso a necessidade de unificar todas as frentes de esquerda e progressista, nacionalistas, centrais sindicais, trabalhadores e trabalhadoras contra o retrocesso que neste momento está colocando o Brasil de volta ao mapa da fome.
 
 
Marta Rodrigues Costa
Socióloga
 
8 de Maio de 2018
São Paulo - Brasil
 
 
 

Palavras-chave: Dia internacional da mulher;8M;Mulheres brasileiras

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Apoio incondicional à candidatura Haddad-Manuela e à coligação!
Pela composição mais ampla com todas as forças de esquerda, progressistas, nacionalistas e democráticas e dissidentes do regime ditatorial neoliberal e fascista! É preciso contar com as divergências do inimigo. É preciso emplacar Haddad no primeiro turno.
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