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O Irã diante dos riscos de guerra
27 de janeiro de 2012 Artigos
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Os preparativos de guerra correm velozmente. A Inglaterra suspendeu a atividade da emissora iraniana PRESSTV, e os navios militares ingleses e franceses chegaram ao Estreito de Hormuz, enquanto os porta-aviões dos EUA o atravessaram no sábado, reentrando no Golfo Pérsico. A decisão do Conselho europeu de embargar o petróleo iraniano foi aprovada ontem, mas entrará em ação no fim da primavera. Se fosse uma decisão a ser aplicada imediatamente, seria uma invasão de campo das eleições parlamentares que ocorrerão dentro de uma mês, num mar de movimentações, sabotagens internas e golpes baixos. No meio de tudo isso está também a tentativa de sancionar o Banco Central Iraniano.

Uma outra manobra tem sido a alta do dólar, do euro e do ouro, com envolvimento de colaboradores internos. Corre o boato de que todos os preços aumentarão, criando uma psicose interna, junto com o cerco imperialista.

O Banco Central da Bielorussia colabora para manter aberta a via das transações. A Índia não podia pagar a sua dívida há muito tempo. As soluções bancárias que o Irã encontrará para contornar o congelamento imposto pelas transações não são públicas, mas a Bielorussia está dando uma mão. Um responsável indiano esteve em Teerã para ver a possibilidade de pagamentos pela venda do petróleo iraniano que a Índia não conseguia pagar há meses, enquanto que os setores contrarrevolucionários internos instigavam a discórdia entre o Irã e a Índia, como fizeram contra as relações entre o Irã e a Russia. Isso não ocorreu, e os expoentes iranianos, como o Ministro do Interior, que deveria retornar de Moscou, nestes dias, continuam num vai e vem à Russia, enquanto a Russia condenou ontem a decisão europeia da sansão petroleira.

Se por acaso, as coisas dessem volta, isto é, se fossem os imperialistas a fechar o Estreito de Hormuz contra o envio do petróleo iraniano e Forças Armadas iranianas encerradas ou impedidas a uma ação militar, haveria no seu interior uma situação de estresse, de racionamento para poder resistir, e de medidas de defesa contra o contrabando da moeda estrangeira. As aberturas democráticas existentes para a burguesia serão reduzidas ao passo que as provocações aumentarão. Os países como Itália, Grecia e Espanha que se nutrem de petróleo iraniano se encontrarão em dificuldade e talvez, mais ainda de joelhos frente aos planos de guerra imperialista da Otan, com consequentes rebeliões internas e greves de categoria em várias partes, sem uma vanguarda dirigente definida. Os russos estão atrasados para meter o nariz no Estreito de Hormuz, onde estiveram anos atrás, mas segundo a rede Voltaire, eles têm fortíssimos radares que cobrem a larga distancia.

Depois da Líbia, os imperialistas não têm como voltar atrás, e nem de frear. Eles se concentram, vão avante centralizando planos definidos, como se vê nos chamados contínuos a Qatar a intervir militarmente na Síria. Agora é preciso um chamado conjunto de Frente Antiimperilista Mundial, denunciando e preparando-se frente aos acontecimentos em pleno desenvolvimento. Isto levará todos os países mais progressistas ou revolucionários a ajustar suas contas com as oposições capitalistas internas, seja a China, a Russia, Ucraina ou Venezuela, Brasil, etc… Os eventos no Egito fazem com que todos acelerem. A invasão de 12 mil militares dos EUA na Líbia é uma prova disso.

Do correspondente especial
do jornal Revolução Socialista em Teerã
M.K.


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