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O Papa militante alerta à Terceira Guerra Mundial
15 de julho de 2017 Artigos
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As atividades do Papa Francisco adquirem um caráter e uma função de vanguarda revolucionária, influenciando diretamente diversos setores importantes dos movimentos do cenário internacional; este se fragiliza e se bi-polariza rumo a uma guerra total que ele denomina de “Terceira guerra mundial em pedaços”.  Já antes, vários Papas haviam se pronunciado contra o sistema capitalista e o Deus dinheiro como os verdadeiros responsáveis de todos os desastres no mundo contra a humanidade e a vida do planeta Terra. Assim foi a Encíclica Populorum Progresso do Papa Paulo VII. Porém, jamais, nenhum Papa havia chegado tão longe como o Papa Francisco, agora, nos argumentos, nas reuniões, nos movimentos, com detalhado enfrentamento aos governos, defendendo o papel dos sindicatos, como recentemente na Itália (http://www.mst.org.br/2017/06/29/papa-francisco-elogia-sindicatos-e-clama-por-novo-pacto-social.html), sem deixar de lado a crítica aos aparatos e à direção sindical. Muitos intelectuais de “esquerda” ou marxistas dogmáticos ainda não perceberam, ou têm dificuldade em acreditar que um Papa, da cúpula do aparato religioso do “ópio da humanidade” possa vestir-se de verdadeiro revolucionário anticapitalista, e polemizam de modo sectário e pouco construtivo.

Os passos do Papa Francisco, itinerante, com sede em Roma, são de um gigante ao ir até o Egito, Rússia, Azerbaijan e à fronteira do Irã onde propôs um encontro histórico entre o Papa católico e o Ayatolá Khamenei muçulmano, com o objetivo de estabelecer a paz entre as igrejas do ocidente e do oriente, em nome da luta contra a guerra, as injustiças e os aparatos.

Em Florência, na Itália, o Papa propôs como exemplo a história de “Pepponi e Don Camillo”, da igreja popular presente nas massas italianas, fora dos aparatos mofados e fechados da igreja. Em seguida, contradizendo a herança dos velhos inquisidores do Vaticano, veio o seu apoio a Leonardo Boff, injustamente excomungado e autoridade histórica do movimento da Teologia da Libertação. São exemplos contundentes da intervenção do Papa Francisco com o intuito de mudar o rumo e potenciar um novo Vaticano, como governo mundial, na direção das verdadeiras origens do cristianismo pela justiça social.

Sempre que um movimento religioso social e de massa, ao longo da histórica, conformou-se em poder e estrutura, transformou-se em aparatos com interesses particulares contra si mesmo e suas origens, seus fins e objetivos, conduzindo a novas cisões, rebeliões e movimentos. Desde Ariano, Mani, Mazdak e movimentos na China, todos, em menor ou maior grau, contra a propriedade privada, até chegar a Frei Dolcino e São Francisco de Assis. E agora, até movimentos similares na América Latina, personalidades como Camilo Torres até Leonardo Boff, Don Pedro Casaldaliga, Frei Beto e o falecido, Don Heldar Câmara, que atualizam Cristo em Marx, para salvar a humanidade do jugo capitalista, recolocando-a no caminho da felicidade como ser humano, baseado na igualdade, justiça e criatividade coletiva e individual. Tudo isto, devemos ao mérito e à história pessoal de Francisco, com a experiência da trajetória turbulenta da Argentina, sensível à profunda crise sistêmica do capitalismo em decadência, gerando um terremoto na Igreja católica; é preciso tomar consciência de que esta é uma travessia de crise total e final da humanidade, entre guerras e destruições materiais e morais: ou a igreja morre junto a todo o resto, ou, para salvar-se e redimir-se, tem que salvar todo o resto. E isso, não pode se realizar metendo tudo num mesmo saco; é preciso indicar onde está o mal: o sistema capitalista, a avidez pelo lucro, as sus guerras de rapinha, as divisões de classe, as injustiças, as corrupções morais e materiais.

Este Papa sim é um dom divino, segundo os preceitos religiosos, que criou o homem à sua imagem e semelhança, não para matar e fazer o mal, mas para reinar um mundo belo e justo e maravilhar-se a cada minuto, sendo e gozando da vida entre fazer, criar, recriar e prosperar.

No Brasil, as massas religiosas têm história e tradição, que as fez capaz de gerar teólogos da libertação, padres das comunidades eclesiais de base que, hoje, recebem o reimpulso e entram em sintonia com o Papa Francisco. A Comissão Pastoral da Terra convoca o povo às ruas pela Diretas Já e pela revogação da reformas trabalhistas. (http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/07/comissao-pastoral-da-terra-quer-povo-nas-ruas-pelas-diretas-ja-e-revogacao-de-todas-as-reformas)

 

Comitê de Redação

15 de julho de 2017

 

Leia mais sobre o Papa Francisco:

http://www.mst.org.br/2017/06/29/papa-francisco-elogia-sindicatos-e-clama-por-novo-pacto-social.html

 

 

Em breve no site do Jornal Revolução Socialista, “A Religião, o Progresso social e o socialismo” (Edições Ciência Cultura e Política – 1984), de J. Posadas.

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