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O aniversário da revolução russa
12 de novembro de 2014 Artigos
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A revolução de outubro que há 97 anos fez estremecer o mundo, no seu 97° Aniversário continua a fazê-lo enquanto somos já há em plena terceira guerra mundial que, como dito pelo Papa Francisco, ocorre em partes, mas com à da Ucrania ou do Isis, tem-se tornado uma guerra só.

 

É preciso acompanhar hoje a demonstração de força da Rússia em Moscou e o discurso de Vladmir Putin, que agora é apoiado também por Gorbachov que o defenderá em Berlin, diante dos mendigos, tipo Lech Valessa, e os outros coveiros no aniversário do muro de Berlim, enquanto os operários das ferrovias alemãs fazem uma prolongada greve há uma semana, na cara da presidenta alemã, Merkel.

 

Este aniversário será grande porque o que está em jogo é decisivo. Hoje, a rádio iraniana anunciou duas notícias importantes. Uma, que Obama, há muito tempo teria enviado uma carta a Khamenei para propor uma luta comum contra o Isis. Esta notícia bomba, não se revelam sem a vontade do líder iraniano, justamente depois da derrota de Obama e o passo avante de Netanyahu. Em breve ocorrerá o de Erdogan, da Turquia, e outros da direita que criaram o Isis e que se sentem encorajados. Como havia indicado o próprio Putin, esta carta de Obama indica que o Isis não é uma brincadeira com jovens de chinelo, como indicava o nefasto presidente do parlamento iraniano que, contrapondo-se ao ex-presidente iraniano, Ahmadinejad (que defendia uma política ativa de apoio à Síria e contra a guerra da Otan na Líbia), atuou objetivamente no campo do Isis e de outras forças similares, apesar da sua aparência islâmica.

 

A outra notícia, sempre da própria rádio de Teerã, é que o comandante das Forças Armadas dos EUA teria dito, que um ataque militar contra as bases nucleares do Irã seria inútil, dado que eles já possuem aquela tecnologia e a renovarão. Enquanto isso, Obama disse, repetindo no outro dia, que o Irã tem o direito de ter a energia nuclear pacífica, não a militar; mas que os líderes iranianos que não confiam nos EUA são inúmeros e, portanto, o “não acordo” é melhor que um “mal acordo”. É uma faca de dois gumes porque tudo isso significa também fazer pressão sobre o poder iraniano a não romper os acordos nucleares, que se encontra com as reservas já quase anuladas; a produção e a pesquisa do nuclear em plena obscuridade perante a opinião pública e as várias instituições de poder, enquanto que o ministro do exterior iraniano diz: o “não acordo” é pior que “qualquer acordo”.

 

Os fatos iranianos não estão no centro do mundo, mas são importantes pelo papel da revolução islâmica iraniana que atua ainda no mundo árabe islâmico, como se vê agora na rebelião de Al Ansar no Yemen, ou na viagem do emissário da Onu em Teerã. Este propõe algo como o acordo de Putin, de criar uma zona de não guerra na Síria para possibilitar a chegada de ajuda humanitária, em contraposição à criação da “no fly zone”(zona livre de vôo aéreo) proposta pelo governo turco. A resistência de Kobani (cidade síria na fronteira com a Turquia) está indicando que o plano turco, Otan Curdo de Barzani e do Isis encontram dificuldade, não somente em Kobani, mas entre eles mesmos. Muitos curdos “peshmerga” (pre-mortos) estão lutando com todas as forças contra o Isis, enquanto Barzani colabora com Erdogan para apoderarar-se também de Kobani, enquanto já alargou o território curdo em 40%, vendendo o petróleo através do Irã, através de caminhões-cisternas que fazem fila desde a fronteira até os portos iranianos do Golfo Pérsico. E lá, não se sabe se existe também o petróleo que o Isis estaria vendendo a um-terço do preço.

 

A vitória de Dilma é essencial nesta luta. Este grande país aparece como geograficamente dividido em duas metades, mas a verdadeira divisão é a de classe. É preciso uma política de classe e revolucionária, inclusive acabando com o trabalho escravo, denunciado pelo jornal Brasil de Fato, fazendo intervir operários, camponeses, sindicatos. Aprofundar a frente-única com a Argentina de Kirchner, a Venezuela revolucionária e tantos outros. Tudo isso, agora e não depois, antes que seja muito tarde.

 

As maneiras diplomáticas como nunca darão cobertura aos golpes baixos da contra-revolução que atua em todos os campos e sobretudo agora que os vários McCain ou Dick Cheney se sentem próximos à vitória final e creem que teriam dentro de pouco as mãos livres para atacar e englobar todos numa única guerra. Eles não esperarão as eleições dentro de dois anos. Intervirão ontem! Portanto, vejamos os músculos que o Putin fará ver hoje e o que dirá hoje em Moscou.

 

M.B.

Desde Teerã

7 de novembro de 2014


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