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Os limites do conhecimento científico e da utilização da energia na sociedade capitalista
21 de junho de 1968 Artigos Edições Anteriores J. Posadas
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Pode existir vida em outros planetas ou em outras galáxias ou universos. A transformação da matéria do estado
inorgânico ao estado orgânico pode haver se dado em forma diferente daqui da Terra, de modo que a utilização da
energia seja superior à daqui. Aqui apenas se sabe utilizar a energia do petróleo e de forma muito limitada e primária;
a energia atômica pode estar sendo utilizada sabiamente, como todas as outras formas de energia existentes na
matéria. Enquanto ainda não há interesse de como utilizá-la beneficamente na Terra, em outras partes já a poderão
estar transformando em luz.

A organização da matéria pode ter se dado em outros sistemas planetários ou galáxias em combinações infinitas e
sob formas totalmente diferentes das que conhecemos na Terra. Não podemos saber como pode ter ocorrido, mas o
que imaginamos é que pode existir uma utilização da energia infinitamente superior à nossa. Descobriu-se na União
soviética um novo raio que é luz; mas só hoje se descobre, quando em outros planetas podem já haver descoberto
e desfrutado desde milhões de anos. O que nós demoramos para ir de um continente a outro, eles fazem em meio
segundo, de modo que a concepção da vida e da matéria, está determinada por isso. Esta energia tem que ter uma
propriedade e força infinitamente superior à que conhecemos. De modo que se pode conceber um ser que levante a
mão e produza luz, atraia ou afaste objetos e organize a energia. Tudo isso é possível.

Nós estamos acostumados a ver e conceber a vida na Terra dentro da visão comercial da propriedade privada, do
sentimento de possessão, que é a base na qual se desenvolveu a sociedade até chegar à etapa do Estado operário.
Isto é o que determina a noção de existência e sua relação com os outros planetas. Aqui, quando planejam ir a outro
planeta é para ver se podem explorar e dominar, porque a ciência está sujeita ao que lhe fornecem ou lhe pagam. A
ciência não é independente. Não é a mesma situação do sujeito que tem urna horta, planta e colhe o que quer; este,
mesmo estando submetido à natureza, tem o poder de determinar. A ciência não; ela está sujeita a quem a financia.
Por exemplo, os astrônomos e os físicos, de onde vão tirar dinheiro para instalar aparelhos e pesquisar? Eles não têm
recursos. Não têm nem equipe disponível, nem dinheiro para pagar-lhes; nem meios para poder viver. Com que meios
estudarão a física? O Estado capitalista sim, pode propiciar tudo isso; a burocracia soviética também. Podem instalar
equipes, mas terminam limitando sua capacidade ao interesse capitalista ou ao interesse individual de casta parasitária
da sociedade. Por isso o conhecimento da física, da matéria, da astronomia, é ainda uma coisa incipiente. Não há um
conhecimento real do que existe. Prova é que constantemente estão corrigindo as bases dos descobrimentos, seja de
Newton, seja de Einstein, e de todos eles. (…)

Há um cientista japonês que disse o que nós dissemos: que é um crime desperdiçar tamanha energia liberada
pelos terremotos. E que se pode fazer um sistema injetável, como se fosse uma espécie de radar, que vá vendo as
mobilizações, os gases que há no interior da Terra. Quer dizer, todas as formas que supomos existir, que não se
conhecem ainda, mas que existem realmente, sejam gases ou desprendimentos interiores produzidos por gases
ou movimentos de rotação do sol e da Terra que os cientistas ainda não conhecem. Ele diz que se pode prever o
terremoto, conter, e utilizar esta energia, tal como escrevemos quando houve o terremoto de 1961 no Chile.

A organização da matéria que permitiu na Terra certas formas de vida, sua reprodução, está limitada pela capacidade
científica. A capacidade científica está limitada pela capacidade de poder estudar e, esta pela capacidade econômica.
A capacidade econômica é a de quem tem os meios e o interesse. E o interesse dominante é capitalista. Isso constitui
urna limitação enorme. E além disso, existe a concepção do mundo limitada pela visão individualista da propriedade
e da sua utilização privada. Isto limita a capacidade de observação; e a audácia na observação é limitada pelo
conhecimento determinado pelo interesse e pelo preconceito social. Isso é evidente na questão do transplante do
coração.

Quando os soviéticos lançaram o primeiro sputinik, um socialista idiota do Uruguai escreveu urna poesia chamada “A
lua violada”. É preciso ser um imbecil para dizer isso. São pessoas impotentes e incapazes porque não têm nem
finalidade, nem perspectiva para poder a avançar. Como não tem perspectiva se dedicam a isso, porque o que
esses concebem é a propriedade privada. E para poder encarar e estudar as formas diversas através das quais está
constituída a matéria, se requer a energia caminhando, a organização consciente, como somos nós. Mas em nós há
energia não consciente, por que senão, como viveríamos, qual é o impulso que nos faz viver? Esta é uma das formas
de energia.

A mentalidade capitalista, que impede aos burgueses terem perspectivas, faz com que não tenham interesse e limitem
a audácia de observação do mundo. Porque se fossem audazes e resolutos perceberiam que não têm função na vida,
e que a sua existência não tem justificativa. É seu interesse que limita e estreita a sua visão. E, consequentemente
limitam os alcances da física, da química, da medicina, e de todas as ciências. Em troca, não tem porque ser da
mesma forma nos outros planetas. Não têm porque ter havido luta de classes. Por quê? Aqui na Terra se deu dessa
forma porque assim se deu na história. Mas em outros planetas não há porque ter sido assim.

(..) Ainda se utiliza a energia de forma muito mecânica, limitada e rudimentar. Hoje se pode utilizar a transformação
da matéria em energia existente em estado natural. É preciso fazer isso. Por exemplo, eliminar todo processo de
refinação de petróleo para transformar a matéria em energia. Um belo dia, do ar vão fazer energia; o transformarão
em energia. Se a eletricidade surge, isso se deve à estrutura e comportamento da matéria; e se aproveita porque
chegou-se a este descobrimento que é limitado. No futuro a eletricidade não será necessária. Tudo o que existe é
energia. Para que algo ou qualquer objeto exista, tem que ser energia porque senão não existe.

A capacidade científica do ser humano está determinada pela organização social, e esta, pelo objetivo que se
persegue; mas em tudo na vida, a capacidade de organização social é prioritária. A organização social da propriedade
privada é muito limitada; o seu alcance é limitado, porque tudo o que ela gera: o ímpeto, o impulso, a coragem, a
audácia, estão determinados pelo interesse e a apropriação individuais, e nada mais. (…)

O marxismo e o conhecimento científico

No futuro socialista se encontrará a forma de resolver facilmente to-dos os problemas derivados da noção da Terra,
gravidade, pressão atmosférica, pressões pela altitude, etc. Se encontrará, sobretudo, uma resposta ao problema
essencial: a capacidade social organizada num só pensamento – que é a sociedade – será capaz de resolver tudo.
Não haverá como hoje, apenas alguns indivíduos dedicados a pensar; e nem as faculdades e universidades serão tais
como são atualmente. Essa forma de organização atual tem a finalidade de criar as diferenciações e separações, de
forma que alguns estudem para aumentar o rendimento dos que mandam. A Universidade existe hoje com a função
de preparar alguns profissionais para explorarem a sociedade em benefício do capitalismo. Ela existe para isto. No
futuro, não haverá necessidade de Universidade, haverá um só objetivo na sociedade, e este será a Universidade. O
progresso será comum para todos. Esta é a audácia perante a natureza.

Este é um problema que tem importância para a formação e o conhecimento marxista que é ilimitado, não se
detém no problema das lutas sociais econômicas e políticas. Não há nenhum problema que esteja desvinculado da
humanidade. Todos os problemas da humanidade têm influencia uns sobre os outros. Quanto mais cresce o domínio
do conhecimento da história da humanidade, da economia, da matéria, mais aumenta a segurança para encarar os
problemas com audácia e resolução. Mesmo não havendo conhecimento e preparação científica prévia sobre um
determinado ramo, se houver a preparação científica do instrumento, que é o marxismo, a dialética, pode-se encarar
todos os problemas. Este é o aspecto essencial.

(…) O marxismo tem como condição essencial o espírito crítico, para conservar sua potência histórica inestinguível,
até que surjam formas superiores de interpretação, que permitam compreender, como parte do marxismo, o processo
da natureza dialeticamente.

A matéria e a energia

Descobriu-se que existe uma velocidade superior à da luz: então há um processo superior à velocidade da luz. Isso
mostra que toda a concepção atual da estrutura da matéria está em questão. A matéria não tem, na sua estrutura,
nenhuma forma. Por isso, é possível encontrar vida em qualquer parte do universo e mesmo formas inconcebíveis de

vida. Formas que vão desde a mais primária até as superiores. As formas e combinações são infinitas. Todos aqueles
que admitem a existência de “discos voadores” não o fazem com a preocupação científica e a vontade de desenvolver
o conhecimento, mas dominados pelo impressionismo e obrigados a constatar um fato verídico, sem a objetividade
de utilizar o conhecimento científico para aplicá-lo a outros conhecimentos sociais. Por exemplo, se existe vida em
outros mundos, quer dizer que existem formas de organização superiores, que não têm que estar levando uma vida
como a nossa, em guerras. Todos estes indivíduos que admitem a existência de “discos voadores” simplesmente
fazem uma constatação, como aquele que está projetando a luz; esta se reflete na parede e diz: “Isto é luz”, e nada
mais. Não tiram disso nenhuma conclusão.

 

20 de junho de 1968

(*) extraído do folheto de J. Posadas: “Os discos voadores, o processo da matéria e energia, a ciência,
a luta de classes e revolucionária, e o futuro socialista da humanidade”)

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