Home
Videos
Edições impressas
Jornais anteriores
Contato
Sobre nós
Os perigos do alinhamento com os EUA na questão energética e a necessidade da EMPRESA BRASILEIRA DE AGROENERGIA
10 de junho de 2007 Ciência Economia Edições Anteriores
Recomende essa matéria pelo WhatsApp

Micro-usina de álcool construída por Marcelo Guimarães em Minas Gerais

 

Nos bastidores da questão energética estão em jogo forças aliadas a interesses econômicos de grande porte, grupos transnacionais, Bill Gates, Soros, bancos franceses, grupos financeiros como a Mitsubishi. E o que é concreto é que as forças do grande império, diante do previsto esgotamento das energias não renováveis e da eminente derrota política e social na guerra do petróleo no Iraque, procuram alternativas de alcance estratégico que, previsivelmente, não excluem as opções militares, a começar pela ocupação “pacífica”:  chama a atenção, neste sentido, a velocidade com que grandes grupos multinacionais, estão comprando grandes extensões de terras brasileiras a preço irrisório para a monocultura da cana-de-açúcar e investindo na construção de mega-usinas, para a exportação e alimentação do seu parque automobilístico e bélico. Para isto, os norte- americanos já criaram quatro empresas de âmbito mundial e com sede nos EUA, e uma Câmara de Comércio de Energia Renovável, sob a presidência de Jeb Bush, irmão do presidente Bush, tendo como representante do Brasil Roberto Rodrigues, ex-Ministro da Agricultura do governo Lula, representando a FIESP e ligado à Monsanto e ao agronegócio estrangeiro, inimigos do pequeno produtor nacional. Ou seja, enquanto o império organiza seus instrumentos, no Brasil foi demolida a Secretaria de Tecnologia Industrial, que implantou o Pró-Alcool, e seguimos sem uma alavanca centralizadora.

Porém, não se pode dizer que a batalha esteja perdida. Isto pode ocorrer, se não se entra urgentemente em campo. É preciso considerar que foi o próprio Lula a lançar a idéia de uma Empresa Brasileira de Agroenergia (EBA) e de uma produção de biocumbustíveis baseada na agricultura familiar, o que, rigorosamente não está ocorrendo. Entretanto, a proposta responde não só aos interesses dos agricultores, mas também de setores nacionalistas, intelectuais, cientistas como Bautista Vidal, militares, sindicatos, movimentos sociais e clero progressista, bem sintetizados no artigo de Frei Betto (veja ao lado).

Às ameaças de dominação completa das transnacionais e agronegócios, cuja ponta do iceberg é a vinda de Bush, é preciso opor urgentemente a mobilização das forças populares, unificando o grande anseio de defesa da nação brasileira, que não morreu, desde a Campanha Popular pelo “O Petróleo é Nosso” e a criação das Petrobrás por Getúlio Vargas. É preciso levantar a campanha da “A agroenergia é nossa!”, a partir dos pequenos e médios agricultores, combinando a luta pela Reforma Agrária com a implantação de uma Empresa Brasileira de Agroenergia em mãos do Estado.

Há dentre os elementos contraditórios deste governo, alguns fundamentais nos quais se apoiar para levar esta luta. O posição discordante de Lula quanto aos ataques de Bush contra o Irã na questão da energia nuclear, a resolução do Brasil de aderir ao Banco do Sul proposto pela Venezuela, Equador e outros países, a predominância da linha de integração com a Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia, Nicarágua, Uruguai e Chile; a participação brasileira na I Cúpula Energética da A. Latina, a assinatura de novos acordos de cooperação no campo petrolífero com a Venezuela, e a atitude de busca de acordo e entendimento mesmo em problemas espinhosos e complexos como o da nacionalização dos recursos petrolíferos pela Bolívia, indicam uma linha diplomática alinhada com a frente mais avançada de resistência ao imperialismo existente atualmente.

É preciso dar uma forma institucional para que o redirecionamento do projeto agroenergético esteja submetido às necessidades das massas pobres do país. Somente a planificação estatal pode criar uma política de créditos, de preços, de comercialização, de geração de emprego, de garantias nas relações de trabalho no campo, de garantia da produção de agrocombustíveis sem prejuízo da produção de alimentos.

Junho de 2007

A BIOMASSA É NOSSA!

Campanha Nacional já pela criação de uma
EBA(EMPRESA BRASILEIRA DE AGROENERGIA)


{Acessos: 308}
Recomende essa matéria pelo WhatsApp


Faça seu Comentário



Comentários
Nenhum comentário para esse conteúdo.
EDITORIAL:

Todo apoio a Lula que não se rende e registra sua candidatura neste 15 de agosto
Somente o povo mobilizado pode dar impulso à paralisia das instituições democráticas. Não só Lula Livre, mas Lula Presidente, requer um verdadeiro levante popular com ampla difusão nas TVs e rádios comunitárias, estendendo uma verdadeira Rede da Legalidade. Todos a Brasília, no dia 15 de agosto!
Receba nossa newsletter

Videos recentes
Suplementos Especiais
Links Recomendados
Matérias recentes
Noticias recentes
Batalhas de Ideias
Comunicação
Ganma Hispan TV Press TV Russia Today TeleSUR
Palavras-chave
J. Posadas - Obras publicadas
Leituras sugeridas
A FUNÇÃO HISTÓRICA DAS INTERNACIONAIS Del Nacionalismo Revolucionario al Socialismo Iran - El proceso permanente de la revolucion Iran - El proceso permanente de la revolucion La musica, El Canto, La Lucha Por el Socialismo
Desenvolvido por Mosaic Web
Recomendar essa matéria: