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Plano de lutas da Frente Brasil Popular
24 de maio de 2016 Batalha de Ideias
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Diante das evidências do golpe montado contra a presidenta Dilma, todo apoio à agenda da Frente Brasil Popular

 

Se já tínhamos a convicção de que o impeachment da Dilma é um golpe, a publicação da conversa do Senador e Presidente do PMDB Romero Jucá com Sérgio Machado só veio a confirmar esta assertiva. Mas o foco principal é que todas as articulações dos poderes parlamentar, judiciário, STF, principalmente na figura do Ministro Gilmar Mendes e parte do  executivo tem sido para derrubar  o governo democrático e popular da Presidenta Dilma.

 

A reação da sociedade civil, dos movimentos populares, de juristas, da Frente Brasil Popular, dos sindicatos, do MST, de intelectuais, de artistas e de parte da mídia internacional, escapou dos cálculos dos golpistas direita. E não esperavam a postura digna da Presidente Dilma de resistir ao golpe. A direita começa a perceber que foi ao governo mas não vai governar. Com poucos dias de governo, já mostrou claramente para que veio. De um déficit de 96 bilhões de reais no orçamento fiscal do governo federal, propõe passar para 170 bilhões de reais. Esta diferença é para transferir ainda mais recursos do orçamento ao setor financeiro e atender aos seus privilégios. Se o Congresso Nacional aprovar esta nova peça orçamentária estará dando um cheque em branco para o governo fazer o que desejar com as nossas finanças.  

 

Como o golpe tem origem no exterior e com forte participação da direita interna, podemos esperar um grande período de enfrentamento. Este golpe está sendo financiado pela CIA e outros organismos de direita internacional. O imperialismo (e esta é a palavra mais correta politicamente a ser utilizada) está articulando golpes em todo o mundo.

 

Quais são os  interesses do imperialismo em um golpe no Brasil? Colocar um governo que atendam aos seus interesses, a começar pelo pré-sal, muito bem representado pelo Senador José Serra. Segundo, que há toda uma ação de desestabilizar os países do BRICS, como é o caso da Rússia que sofre embargo econômico dos EUA e parte da Europa. Vejam que o Macri na Argentina já autorizou a construção de duas bases no território argentino. Querem interromper a construção do cabo de comunicação independente que liga o Brasil e a Europa. Parar o projeto do submarino nuclear brasileiro, e para tanto prenderam sem provas o brigadeiro responsável pelo projeto. Dar continuidade à segunda etapa do desmonte da Era Vargas – FHC não teve tempo de concluir a segunda etapa-, e realizar o desmonte da época Lula/Dilma no que diz respeito às políticas de inclusão social, a privatização de bancos, a independência do Banco Central e de todo o arcabouço da nossa política externa independente. Temer se tornou refém do projeto integrista do PSDB de FHC e companhia. Dentre os vários postos ocupados por pessoas que defendem os ideário do PSDB, mesmo que estejam em outros partidos, podemos destacar a Presidência do Banco Central, o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Defesa e o Ministério da Economia.

 

É uma luta gigantesca contra poderes internacionais e nacionais. Somente o povo na rua e muito bem articulado pela Frente Brasil Popular e organizações sociais para darem conta deste enfrentamento. Muita articulação junto aos senadores que podem sim, votar contra o impeachment diante do grau de degeneração da classe política brasileira.

 

Na conversa do Jucá, ele faz referência a setores militares que estariam a favor do impeachment da Dilma mas há que tomar muito cuidado em tomar isto como uma verdade absoluta. Com razão, a esquerda que enfrentou a ditadura militar, tem vários motivos de desconfiarem dos militares mas esta não é uma verdade absoluta. Existem vários setores das forças armadas que estão contra o golpe e têm uma concepção de defesa da soberania nacional, e sabem os prejuízos que trará o Governo Temer à nação brasileira. Portanto, é necessário se dirigir a estes setores nacionalistas sem preconceito e chamando-os a defenderem o programa do governo democrático e popular da Presidenta Dilma.

 

Insistimos que  a articulação em torno da defesa do governo da Presidenta Dilma, Contra o Golpe e Fora Temer, não pode prescindir de construir imediatamente uma Rede Democrática de Comunicação (veja proposta no Jornal Revolução Socialista) para fazer chegar ao maior número de pessoas, toda a luta  que está sendo articulada pela Frente Brasil Popular (veja reprodução da programação) que congrega as mais variadas entidades da sociedade civil.

 

Jornal Revolução Socialista

24/05/2016

 


Circular da FRENTE BRASIL POPULAR 22_2016_Fora Temer: Orientações para o próximo período

São Paulo, 23 de Maio de 2016

Estimados companheiros/as


O Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular, reunido como mais de 100 participantes no dia 21 de Maio de 2016, na Escola Pio XI em São Paulo, após a realização de uma análise de conjuntura com a presença do ex-presidente Lula, deliberou os seguintes encaminhamentos, que esperamos todos/as encaminhem aos seus coletivos estaduais, instancias de movimentos e militância em geral, para que participem ativamente desse processo:

I- Linhas políticas para o próximo período:


1-    Manter a unidade da Frente Brasil Popular em torno da palavra de ordem: “Não ao Golpe, Fora Temer”.
2-    Seguir denunciando os golpistas, em especial a Rede Globo, por sua atuação destacada na construção do Golpe.
3-    Permanecer pressionando, de modo adequado, os senadores nas suas bases eleitorais para que votem contra o Impeachment.
4    Estimular e contribuir com todas as lutas e iniciativas espontâneas que estão efervescendo contra o Governo Temer.
5-    Não reconhecer o Governo golpista, e denunciar todas as medidas que afrontem os Direitos conquistados pelo Povo brasileiro.

II- Articulações institucionais:

1-    Montar um coletivo politico com a participação da Frente Brasil Popular pra construir a agenda da Presidenta, conjuntamente com sua equipe.
2-      Debater nos coletivos estaduais da Frente a realização de atos político com Dilma. Os convites devem ser enviados para os seguintes e-mails: daisy@presidencia.gov.br; ptrenatosimoes@terra.com.br; secretaria@frentebrasilpopular.com.br
3-    A Secretaria Operativa deverá indicar nomes dos movimentos populares para que componham os 15 grupos temáticos criados para monitorar e denunciar as medidas do Governo Temer, em cada campo específico.
4-    Sugerir a Presidenta a elaboração de uma nova Carta ao Povo brasileiro, em que ela assuma os compromissos com um novo programa de Governo, a ser executado caso a democracia seja reestabelecida.

III- Mobilizações de massas e atividades de agitação contra o GOLPE:


1-    Estimular e participar de todas as mobilizações que estão sendo convocadas por diversos setores (jovens, mulheres, sem teto, etc.) em diversas cidades.
2-    Contribuir na mobilização das Paradas LGBT, que ocorrerão no dia 29 de Maio, levando a bandeira “Não ao Golpe, Fora Temer!”.
3-      Realizar ações no dia 31 de Maio contra a Reforma da Previdência, convocadas pelo Conselho Nacional de Saúde.
4-     No dia 1º. de Junho, dia da apresentação da defesa da Dilma no Senado, realizar um ato em Brasília.
5-    Nos dias 8 e 9 de Junho: Mobilização Nacional do Campo e da Cidade, em Luta em defesa da Previdência Social, da aposentadoria rural, das políticas de Moradia Popular  e pela retomada do MDA.
6-    Realizar atos massivos em todas as capitais na Jornada Nacional de paralisação e mobilização “Não ao Golpe, Fora Temer!”, no dia 10 de Junho. Esta data é um indicativo a ser dialogado com a Frente Povo Sem Medo, podendo ser antecipado para o dia 9 de Junho.
7-     Promover no dia 12 de Junho, domingo, dia dos namorados, atividades de agitação com o mote: #AmorSimGolpeNão.
8-    Realizar durante as festividades de São João atividades de agitação “Arraial contra o Golpe”, em especial na região nordeste.
9-      Realizar atividades de agitação contra o Golpe e Temer em todas as cidades onde houver o percurso da tocha olímpica.
10-    Promover ações de agitação em torno da bandeira “Não ao Golpe, Fora Temer”, durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro.  Recepcionar as comitivas de jogadores estrangeiros no aeroporto e denunciar o golpe.
11    Realizar no Rio de Janeiro, na cena dos Jogos Olímpicos, a Vigília da Dignidade, iniciando no dia 1º. de Agosto.
12-    Iniciar o debate nas nossas bases e instancias, em especial com os sindicatos e movimentos populares sobre a construção de uma Greve Geral.
13-    Organizar um acampamento permanente em Brasília, a ser instalado um mês antes da votação do impeachment.

IV- Atos Políticos:


1-    Estimular a realização do maior número possível de atos politico-culturais reunindo intelectuais, juristas e artistas nas capitais, em especial em São Paulo e Rio de Janeiro.
2-    Realização de uma reunião de coalização de todas as várias forças e iniciativas contra o Golpe, no dia 30/05, às 14h no Sindicato dos Bancários no Rio de Janeiro, para construção de um calendário comum. Cada organização da Frente deverá indicar um representante para esta reunião.
3-    Organização de tribunais, a nível nacional (Curitiba) e Internacional, para julgar o GOLPE,  com a participação de juristas de renome internacional, a ser realizado em local e data a ser definido. A comissão organizadora deverá se reunir em Brasília para tomar estas definições.
4-    Entre os dias 26 à 29/05: Conferência da CONEN em Esmeralda-MG.
5-    Entre os dias 1 à 5/06: Encontro dos Movimentos Populares em Diálogo com Papa Francisco, em Mariana-MG.
6-      No dia 06/06: Ato nacional contra as Privatizações das estatais, às 14h na Fundição Progresso no Rio de Janeiro.
7-    Entre os dias 10 à 12/06: Encontro da UNEGRO, em São Luiz- MA.
8-     Entre os dias 10 a 12/06: Congresso da ANPG.
9-    Entre os dias 10 a 12/06: Encontro LGBT UNE  em São Paulo-SP.

V- Plenárias Temáticas e Setoriais:


 1-    Estimular a organização de Plenárias temáticas e setoriais da Frente Brasil Popular (Advogados, Educadores, Saúde, etc.) para denunciar as medidas do Governo Temer nestas áreas específicas, e fomentar a organização destes segmentos na Frente.   Estas plenárias são autoconvocadas, e podem se realizar a nível estadual ou nacional, de acordo com a capacidade de articulação de cada setor.
2-    Realização de uma Plenária Nacional dos Juristas, advogados.   Há uma comissão construindo a proposta, que possivelmente se realizara em junho ou julho, Brasília ou São Paulo.

VI- Manifestos:


1-    Redigir uma Carta de denúncia publica contra o judiciário e de solidariedade sobre a condenação absurda a  José Dirceu.
2-     Redigir uma nota pública exigindo uma postura adequada à Constituição por parte do STF.
3-    Redigir uma nota de denúncia ao desmonte da EBC e da destituição ilegal pelo Governo Golpista, da presidência da EBC.
Esses manifestos serão enviados a cada entidade/movimento para que analise o conteúdo, agregue e decida se adere ou  não.

VII- Organicidade da FRENTE BRASIL POPULAR:


1-     Realização do  I Encontro de Comunicação da Frente Brasil Popular a ser realizando entre os dias 18 e 19 junho em São Paulo, reunindo pelo menos dois comunicadores por estado, e um comunicador por movimento/entidade nacional (enviaremos  circular com detalhes de local e programação).
2-    Seguir  estimulando a organização de Comitês Populares, núcleos, grupos de base, da FRENTE BRASIL POPULAR, no maior numero possível de municípios, bairros e setores sociais, como forma de incluir militância que quer atuar e não esta em outros espaços.   Cada comitê de base deve ter toda autonomia para tomar iniciativas politicas de ação nessa conjuntura.
3-    Preparar a realização da II Conferencia Nacional da Frente, cuja metodologia e proposta de local e data, deverá ser elaborada pela Secretaria Operativa e apresentada na próxima reunião. Indicativo de data, entre Julho e Agosto /16, a depender de local, situação da conjuntura, etc.
Próxima reunião do Coletivo Nacional no dia 17/06, em São Paulo, no Colégio Pio XI, cada entidade movimento deve enviar até dois delegados/as.

Não ao Golpe, Fora Temer!

Saudações
Secretaria Operativa



 


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