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Resistência na Venezuela e soberania no Brasil
23 de setembro de 2017 Artigos
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Apoiar-se na resistência da Venezuela para debater a crise e a soberania no Brasil

A reação heroica do governo de Nicolás Maduro e das massas venezuelanas que resistem à ofensiva imperialista que ameaça com a invasão militar para interromper os avanços sociais e revolucionários da Venezuela, devem servir de estímulos e exemplo para as esquerdas no Brasil, sobretudo à militância petista e à Frente Brasil Popular que neste momento assumem um papel importante e de vanguarda na luta para fazer frente à maior crise institucional do país onde é preciso buscar saídas imediatas, seja pela volta da democracia seja pela reconquista dos direitos perdidos dos trabalhadores e da sociedade.

 

 

Por isso é fundamental que as iniciativas de apoio às lutas do governo e das massas venezuelanas continuem como as que estão sendo realizadas, no Centro de Estudos e de Mídia Barão de Itararé onde foram discutidas formas de defender as conquistas populares durante o processo Constituinte, ou o Plano Popular de Emergência em solidariedade à Venezuela, com Celso Amorim, promovido pela Frente Brasil Popular do Paraná ou ainda o Dia Nacional de Solidariedade à Venezuela também organizada pela FBP.

Evidentemente que sem os governos Lula e Cristina Kirchner,  e a Venezuela, o peso do Mercosul para intermediar conflitos desta monta fica reduzido, não tem o mesmo significado e já não cumpre o mesmo papel de defesa regional até porque no lugar deles entraram os golpistas pró-imperialistas e entreguistas que fazem a política de submissão ao imperialismo.  Mas mesmo assim estas iniciativas de apoio à Venezuela, contribuem para uma reflexão sobre a crise profunda que vive neste momento o Brasil do golpe, e a necessidade de recuperar a coesão de todas as forças políticas latino-americanas que deram vida ao processo integrativo da Unasur, Alba, Celac, e Brics da década vivida.

A esquerda brasileira que está na dianteira destas ações de emergência e de solidariedade aos nossos irmãos venezuelanos, devem ao mesmo tempo discutir e atentar para um questão extremamente séria no Brasil que é a entrega da nossa soberania também. O governo Temer neste pequeno período de mandato ilegítimo está conseguindo impor o maior retrocesso na história do País. Não bastassem os escândalos dos roubos à luz do dia com a finalidade de comprar parlamentares para garantir a votação de medidas anti-populares como a reforma trabalhista, a PEC que retirou quase toda a verba para a educação e saúde, este  governo com o apoio da burguesia, do agronegócio e do rentismo tem promovido o maior desmonte das indústrias petrolíferas, das estatais, a entrega do pré-sal à exploração estrangeira, medidas que têm levado à demissão de milhares de trabalhadores e o retorno da pobreza. Contra esse retrocesso até a Igreja Católica que esteve ausente da política nos últimos anos,  tem se pronunciado abertamente, como aconteceu no encontro de franciscanos e franciscanas que aderiram em um manifesto à missão de reconstruir o Brasil das ruínas seguindo o exemplo do Papa Francisco que fez abertamente a opção pelos pobres resgatando a Teologia da Libertação, bem como inúmeros bispos e a própria CNBB que tem orientado os fiéis a se rebelar contra este governo.

Na mesma linha de desenvolver iniciativas  importantes destaca-se a criação do Portal "Vamos" proposta da Frente Povo Sem Medo que reúne 27 movimentos sociais como coletivos e sindicatos dos trabalhadores mais setores progressistas e intelectuais com o objetivo de debater via redes sociais questões de interesse da sociedade como democratização da economia, democratização da mídia, cultura, questões de gênero, além do lançamento do portal que será lançado em vários Estados com debates em locais públicos.

Mesmo com todas estas iniciativas que são importantes e é preciso apoiá-las, a capacidade de mobilização dos movimentos organizados ainda reflete muita timidez diante do cenário profundo da crise. Por exemplo, algumas cidades como São Paulo, Rio, Belo Horizonte e mesmo Brasília, não têm conseguido arrastar grandes manifestações nos dias de votação, capaz de pressionar o Congresso a não retroceder em medidas. Este é um fator grave que alimenta a direita e a faz mais audaciosa! Alimenta ainda tipos como Dória e Bolsonaro, este com possibilidades de ir para o segundo turno contra Lula caso haja eleições! Dória por sua vez na prefeitura de São Paulo  tem mostrado a que veio. Além de privatizar São Paulo, uma das suas primeiras medidas, após acabar com a arte de rua, derruba um prédio com moradores dentro, e jogar jatos de água fria em moradores de rua durante o sono em pleno inverno! Político cruel com perfil nazista, infelizmente encontra ambiente social para sua campanha para presidente. E a esquerda tem que estar ligada, não pode vacilar tem que lutar com garra e dignidade contra estas atitudes fascistas de Dória e Bolsonaro.  É importante que os movimentos unifiquem um discurso que convença a juventude, os trabalhadores, as donas de casa enfim à sociedade, um discurso que anule e desmistifique estes tipos representantes da direita fascista. A sociedade tem que saber por seus verdadeiros representantes quem são e o que querem esta gente com seus falsos discursos.

 

 

Lula tem sido exemplo íntegro desta luta, mesmo diante da pressão sofrida ao longo dos anos desde os tempos do sindicalismo, mostrou ser um dirigente que ainda impressiona por sua coragem, por sua dignidade, nada o afasta dos objetivos e da luta pelas ideias. Ele tem a consciência de que precisa voltar a governar este país para os milhões que estão retornando à condição de miseráveis. É com este objetivo que consegue transbordar de povo todas as caravanas da cidadania, demonstrando que a sua perseguição jurídico-midiática tem o objetivo político de impedir sua eleição em 2018 e a retomada do seu projeto de governo em direção à retomada da inclusão social. A recepção a Lula no nordeste mostra que as conquistas importantes adquiridas nos governos Lula e Dilma estão muito vivas na memória das massas pobres, por isso multidões emocionadas marcaram presença nas caravanas  para ver seu líder e mandar um recado: a de que ele volta em 2018 com ou sem condenação!

O golpe mostra a sua cara e prova que é um monstro, apesar do disfarce jurídico-parlamentar-midiático, sem tanques na rua. Se não for barrado a tempo a direita poderá surpreender, seja tendo uma votação expressiva em 2018, seja ocupando os espaços abertos para organizar grupos neonazistas a exemplo de Charlotesville. E não há outra forma de combater senão organizando grandes mobilizações, debates nos bairros, nas universidades, nas escolas, nos sindicatos. O clima de decepção de uma grande parte dos que apoiaram o golpe começa a se manifestar. Este é o momento de trazê-los para a discussão do que fazer apresentando um projeto político de governo e mostrar que a única saída para a crise é lutar para que a democracia seja restaurada, por eleições diretas e reformas políticas, sustentadas numa Assembleia constituinte. Rechaçar a discussão de parlamentarismo posto pelo PSDB e parte do governo Temer diante da certeza de que não terão candidato capaz de derrotar Lula em 2018. O parlamentarismo carcomido pelos mecanismo lobistas e de direitização, serve à debilitamento dos Executivos progressistas como foram Lula/Dilma. Isto seria o golpe no golpe!

https://www.youtube.com/watch?v=xL9KqzE4C2U&feature=youtu.be (Os melhores momentos do depoimento de Lula a Moro)

A firmeza de Lula diante do ataque do juiz Moro e do Ministério Público em Curitiba, é segurança de classe para enfrentar com dignidade, a tortura jurídico-midiática com visão política global de que êle representa uma verdade e necessidade histórica, e ataca como um David frente a Golias, com sabedoria, gritando alto e a ponto de transpor as fronteiras do Brasil. Cristina Kirchner, ouve e responde no mesmo ritmo, e lança com fúria a arma de David na Argentina, contra a direita midiática e descendo em campo numa aguerrida campanha pela Unidade Cidadã nas próximas eleições legislativas de outubro. Não há dúvidas de que a resistência do povo e do governo de Maduro rumo à consolidação de uma Assembleia Constituinte tem o seu papel e incidência neste processo de imprescindível da Frente Única anti-imperialista na América Latina e particularmente nos rumos do Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=cPnxTSDyLkU&feature=youtu.be (Cristina de Kirchner concede brilhante entrevista a Luis Novaresio – 14/09/17) 

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Em pé de luta, unamo-nos nas ruas! Trabalhadores, sindicatos, militantes do PT, dos movimentos sociais, MST, mulheres, estudantes, partidos políticos progressistas, militares nacionalistas, movimentos religiosos, todos na defesa de Lula e do projeto nacional e popular. Abaixo o assassinato da CLT !
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