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Resistência e Frente Única por Lula livre em defesa da soberania nacional e popular!
17 de abril de 2018 Artigos Editorial
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Resistência e Frente Única por Lula livre em defesa da soberania nacional e popular!

A heroica resistência da militância e de movimentos sociais contrários à prisão ilegal e arbitrária de Lula, em várias cidades do país, pedindo por sua imediata libertação e pelo seu direito de concorrer ao próximo pleito presidencial  previsto para outubro, influencia e já ultrapassa as fronteiras brasileiras com muita rapidez como mostram as manifestações em vários países da América Latina, África, Europa e até mesmo nos Estados Unidos, o que deixa evidente o quanto a população dentro e fora do país já percebeu os objetivos nefastos e mesquinhos deste encarceramento: impedir a candidatura de Lula, líder nas pesquisas, forçar a rendição da esquerda e a aniquilação das conquistas sociais desenvolvidas nos governos do PT, para impor decididamente o poder o poder hegemônico das finanças internacionais.

É preciso considerar que a caçada a Lula, desde que despontou como liderança sindical até sua prisão hoje, não foi e nem é nenhuma novidade para o Partido e para sua militância. Por que? Lula, após fazer um primeiro mandato com excelentes resultados, seja na economia, seja na política, passou a incomodar muitos interesses da alta burguesia industrial e financeira. Estes setores precisavam agir rapidamente e foi quando em 2005 no processo AP 470 com o objetivo de desgastar o governo popular, mandou para prisão  seus principais quadros como José Genoíno, José Dirceu, João Paulo Cunha e a própria perseguição aos governos Lula e Dilma. Desde então, a militância aos poucos se recompõe  e vem se preparando para um embate cada vez mais intenso, em particular com a mídia Global, aliada à oligarquia financeira e ao judiciário, que foi e é o principal ator no processo judicial de desestabilização da economia e do desmonte do patrimônio nacional. E Lula assumiu, mesmo com todas as dificuldades causadas pela perseguição, sobretudo a seus familiares e a tudo que se relaciona a ele, como o Instituto Lula e a empresa que administra suas palestras, papel sine qua non nesta guerra, não apenas para se defender das falsas acusações da Lava Jato mas também porque compreende mais do que ninguém o seu papel dirigente na construção da consciência e da organização social.

Foi nas caravanas, iniciadas no norte e nordeste, e avançadas nas regiões sudeste e sul, que Lula alcança o maior nível de organização popular. Sua liderança arrastou multidões que se sentem nele representadas e identificadas para construir uma sociedade que permita que as várias gerações sejam incluídas, na educação, na saúde, que tenha acesso a moradias dignas, luz, transportes, e sobretudo emprego (mais de 15 milhões de empregos formais criados) como realizado na sua gestão. Lula não frustrou seu eleitorado; saiu do governo com uma aprovação recorde de 87%. Hoje os mais pobres e os trabalhadores retribuem essa atenção, com carinho, participando destas manifestações pela sua liberdade,  enfrentando o uso de violência por parte do aparato policial do Estado.

Do outro lado o que se vê uma burguesia dividida, cada um defendendo os seus interesses próprios. Apesar que o atual núcleo do poder tem bem definido o seu projeto: desnacionalizar a economia nacional com a venda dos melhores e maiores poços do pré-sal, as articulações para a venda da Eletrobrás, da Embraer, da Casa da Moeda e a entrega das águas potáveis da nação para grandes empresas transnacionais. Inclusive a reforma trabalhista faz parte deste projeto. Tudo isto, muito bem comandado pelo capital financeiro improdutivo e seu controle da mídia, em particular da Globo, de órgãos do governo em especial do Banco Central e do Ministério da Economia. O poder do sistema financeiro global se faz presente, a ponto de até mesmo o governo petista de Minas Gerais ver-se pressionado à venda e cisão da empresa mista  Codemig que explora um dos minerais mais cobiçados do planeta, o nióbio.   

A prisão de Lula mostra o nível de desespero e destempero do governo Temer e das instituições diante deste cenário atual de degrado econômico e social da pequena e média burguesia, da classe média e dos assalariados, e a impotência de enfrentar um processo eleitoral, democrático em que se faça valer a vontade popular. Chegou-se ao ponto em que este STF, cuja metade de seus membros foi indicada por Lula/Dilma, benze a destruição da Constituição executada pelo Legislativo ao destituir Dilma Rousseff. Este mesmo STF cede às escandalosas pressões da mídia hegemônica e aprova a prisão de Lula; não se trata de um cidadão qualquer, mas um ex-presidente reconhecido e respeitado mundialmente como estadista e como líder decidido, sem demagogias, a acabar com a fome no mundo, com profundas convicções anticapitalistas.

O pronunciamento do juiz do STF, Gilmar Mendes, expressa uma tentativa de parte do Judiciário de parar este processo de desestabilização total, de direitização e de ameaças da ala militar da direita golpista. Há um temor de um setor da burguesia de perder o controle político e institucional, e de abrir alas à total invasão dos interesses da corporação internacional, favorecida por uma polarização conflitiva no mundo, evidenciado no recente ataque dos EUA e seus aliados contra a Síria.  Há um estado real de exacerbação, em extratos da classe média (apesar de minoritários), do ânimo fascista e racista incontrolável. Muitos juízes estão sendo ameaçados por grupos do tipo MBL, Vem Pra Rua, grupos financiados pelo agronegócio e pelos rentistas para intimidar parlamentares de esquerda, dirigentes ligados ao MST, MTST, etc. Acabamos de assistir o assassinato da vereadora do Psol, Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes e muitas outras vítimas das milícias de extrema direita, ou de capangas de fazendeiros, livres para agir, sem o menor interesse do Estado em investir na punição destes marginais.

Quanto maiores forem os ajustes da economia neoliberal concentrada, maior o saqueio contra o povo, e consequentemente, as tensões e a polarização da luta de classes. Não há saída para o Brasil sem uma profunda mudança nas suas  estruturas econômicas, na recuperação do Estado. A burguesia já provou sua incompetência para assumir este papel; até mesmo eleitoralmente está fadada ao fracasso já que seus quadros políticos estão engajados até o pescoço na lama da corrupção, o que não é nenhuma novidade no campo burguês. A maioria diante deste fato já está sendo descartada, como Alckmin, Serra, Dória nenhum consegue decolar e atingir um mínimo de 10% nas pesquisas de opinião. Enquanto, mesmo com as tentativas de manobra da Data Folha para excluir Lula do páreo, não pôde ocultar os 31% de Lula prisioneiro mantendo de longe a dianteira da corrida eleitoral.

 

 

Neste momento a prioridade é a liberdade de Lula garantindo que será o candidato das esquerdas e da maioria do povo brasileiro. Unir o campo popular, as Centrais Sindicais, os movimentos sociais organizados estudantes, profissionais liberais e todos os defensores da democracia e exigir a saída imediata de Lula da prisão. Todo apoio à vigília e resistência em todo o país, à caravana massiva no Primeiro de Maio rumo a Curitiba. A história chilena de Allende, já demonstrou que a justiça burguesa não é confiável. A justiça brasileira já provou de que lado está, desde o impeachment da presidenta Dilma e, agora, com todas as manobras levadas até a prisão de Lula.  Os descarados atos conspirativos dessa espécie de Partido judicial golpista continuam: vejam que hoje, 16 de abril, Sergio Moro está proferindo uma conferencia em Harward, com convidados especiais, o juiz Roberto Barroso, Marcelo Bretas (Lava Jato do Rio) e da PGR Raquel Dodge.

É imprescindível assegurar a integridade de Lula nas mãos do algoz Moro, títere das ordens imperialistas imprevisíveis. Todas as iniciativas populares e militantes são válidas: desde cartas de apoio a Lula, doação à família e ao Instituto Lula, acampamentos e debates de resistência! Todas as denúncias públicas, abertas são essenciais! Desde as promovidas pela ocupação do triplex do Guarujá por parte do movimento Povo Sem Medo, dirigido por Boulos, para visibilizar midiaticamente que Lula é inocente. Apoiar todas as ações públicas de Gilmar Mendes para romper a hegemonia do poder político golpista dentro do Judiciário; conclamar a que os parlamentares da esquerda se disponham a denunciar os documentos que incriminam Moro e a Lava Jato, mobilizando a opinião pública. Não bastam protocolos judiciais. É preciso anunciar publicamente, mobilizar política e midiaticamente o povo em torno a toda e qualquer ação de luta para contra-restar o golpe.  

A libertação de Lula requer uma forte pressão por parte da sociedade, com greve geral nos transportes, nas indústrias, nas escolas, universidades, nos Bancos; com divulgação de todos os atos por parte da mídia comunitária, da Rede da Legalidade das TVs e rádios comunitárias, do Brasil de Fato, da TVT, com cobertura ampla da imprensa internacional, da Telesul, da RT (Russia Today), Blogs progressistas e jornais populares. É fundamental unir resistência popular com uma ampla Frente Única das esquerdas e das forças progressistas. Somente com o povo na rua e mobilizado quiçá se sensibilizarão soldados ou as alas nacionalistas das Forças Armadas para acudir na defesa da soberania nacional, do povo oprimido e do Estado de direito, freando qualquer tentativa de golpe militar da direita. Mais do que nunca é preciso ampliar o debate nos bairros, nas comunidades eclesiais de base, nas fábricas, no comercio e nas ruas, até que tenhamos LULA LIVRE!

Comitê de Redação
16 de abril de 2018


Palavras-chave: Lula livre;Lula

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