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UPEC condecora jornalista brasileiro, Beto Almeida
30 de janeiro de 2013 Comunicação Notícias
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Beto Almeida recebe medalha da UPEC

Veja a notícia no Blog do Correio Progressista.

http://www.correioprogressista.com.br/cache/148510

Discurso do jornalista Beto Almeida:

La Habana, 11 de outubro, 2012
Companheiros e companheiras,

Receber a Medalha Félix Elmuza é uma das maiores honras que já tive na minha vida.

O reconhecimento do Estado Cubano e da UPEC possui o maior significado de minha vida profissional porque a Revolução Cubana está entre os valores mais importantes e mais elevados a que me considero na obrigação de defender em minha vida consciente.

Quero inscrever o recebimento desta Medalha na estrada da solidariedade entre Brasil e Cuba.

Desde que dois soldados cariocas lutaram aqui no Exército de José Marti e aqui morreram e plantaram o nobre sangue do povo brasileiro, estamos obrigados  –  los periodistas por la verdad   –   a construir, pela sábia força das palavras e das imagens ,níveis mais elevados e concretos desta solidariedade entre Brasil e Cuba.

Recordo uma passagem histórica que confirma a sintonia antiimperialista entre os povos brasileiro e cubano: a Carta Testamento de Getúlio Vargas, levado ao martírio por uma criminosa conspiração imperialista contra o Brasil e seu povo, foi lida pelo Comandante Fidel Castro, em 1954, ainda na prisão, tendo causado-lhe  um forte impacto e comoção. Aquele foi um momento histórico de profunda dor para o povo brasileiro e uma página  muito dura e amarga da luta antiimperialista, mas também uma confirmação de que é esta luta  o único caminho para a libertação do imperialismo, como Cuba o demonstra!

Recebo esta Medalha Félix Elmuza como expressão de uma caminhada de integração crescente que os povos estão construindo na América Latina. E, também,  como uma oportunidade para, uma vez mais, manifestar a gratidão  do povo brasileiro à Revolução Cubana pela acolhida e proteçã o que ofereceu aos perseguidos pela ditadura implantada com o golpe de 1964 em meu país. Muitos filhos de perseguidos devem a Cuba a oportunidade de educar-se e se tornarem cidadãos integrais, tendo recebido a solidariedade e a elevada consciência do povo cubano, pelo o que manifestamos nossa eterna gratidão.

Quero agradecer à UPEC,  por esta amizade cooperativa, que é para toda vida, porque plasmada em um compromisso de construir o futuro socialista da Huanidade.

Também recordo o Congresso Latino-Americano de Jornalistas, no início de outubro de 2001,  logo após os auto-atentados das Torres Gêmeas nos EUA, quando  Fidel Castro participou ativamente de todos os debates, ficando conosco até às 4 ou 5 horas da madrugada, todos os dias: “é necessária uma CNN dos humildes”, disse ele.Quatro anos depois nascia a Telesur,  para a qual também foram fundamentais a participação e a luta dos jornalistas cubanos, em mais de 53 anos de Revolução.
Quero compartilhar esta Medalha  –  aqui não cabe falar em méritos pessoais, esta medalha não me pertence     –  com todos os que tombaram na luta contra a opressão, a edificar os organismos dos trabalhadores e sua luta aos que  ajudaram a construir o PT, o MST, a  Cut, a levar Lula à Presidência, e agora a presidenta Dilma, quando se inaugura uma nova etapa de cooperação entre Brasil e Cuba.

Como prova desta nova etapa, com financiamento do BNDES   –    banco estatal criado na Era Vargas   –   está sendo construído em Cuba o Complexo de Mariel, com porto, estrada e ferrovia, além de plantas industriais com capacidade de alavancar novo impulso para o desenvolvimento econômico cubano. Assim como, com os médicos do MST formados pela Escola Latinoamericana de Medicina, se salvam vidas no Brasil!

Termino estas pal avras com uma proposta para a UPEC,  baseada exatamente nesta nova etapa de cooperação entre Brasil e Cuba, visando o seu aprofundamento, sua expansão e qualificação nas esferas do jornalismo e da Batalha das ideias, como se referia el Che. Entendo que estão na UPEC os quadros mais qualificados  pela experiência revolucionária e por seu elevado grau cultural para, junto com jornalistas brasileiros e de outros países, fazer nascer a Cátedra Periodismo de Integración.

Esse sonho da Integração Latino-americana, sonhado por Bolívar, Abreu e Lima, pelos soldados do Rio de Janeiro que lutaram no Exército de Marti, é o mesmo sonho de Cárdenas e Vargas, de Perón, de Alvarado, de Torrijos e de Che,  e que é agora um processo  concreto em construção, com Hugo Chávez, Raul e Fidel, Lula e Dilma, Cristina, Mujica,  Evo, Rafael e Ortega.

Para enfrentar o  jornalismo da desintegração , devemos elaborar juntos, nos planos teóri co e prático, o Jornalismo de Integração, com nossa participação e contribuição a esta Batalha das ideias , para que na América Latina não se fale apenas de Cem Anos de Solidão,  e que passemos a falar, cada vez mais e mais alto, em Cem Anos de Cooperação”

Beto Almeida


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