Home
Videos
Edições impressas
Jornais anteriores
Contato
Sobre nós
Unasul dá passo rumo ao novo sistema monetário internacional
10 de junho de 2014 Economia
Recomende essa matéria pelo WhatsApp

UNASUL DÁ PASSO RUMO AO NOVO SISTEMA MONETÁRIO INTERNACIONAL. MATERIALIZANDO PROPOSTA DE CHAVEZ. Uma ideia quando ganha força material se torna irresistível. Hugo Chavez, o líder da revolução bolivariana, foi o primeiro a defender a criação do Banco do Sul, como instrumento financeiro capaz de promover a integração econômica sul-americana. Sua proposta nasceu da onda nacionalista sul-americana integracionista que ganhou impulso nas duas últimas décadas, quando as forças políticas progressistas do continente formularam a União das Nações Sul-Americanas(Unasul), para contrapor-se à Alca, concebida pelos Estados Unidos, para materializar uma América do Sul permanentemente como satélite da América do Norte. A defesa de um banco sul-americano guarda relação direta com a constituição de uma superestrutura de poder na América do Sul que se concatena criação de um parlamento sul-americano, de um tribunal sul-americano, de uma força armada sul-americana e de uma moeda sul-americana, num processo de coordenação voltado à completa integração da América do Sul. Trata-se de construção de um discurso o mais independente possível para marcar a personalidade sul-americana rumo à sua união total. Hugo Chavez enxergou longe quando sentiu a fragilidade do poder americano de continuar dando as cartas apegado ao modelo imperial unilateralista, enquanto os anseios em favor do multilateralismo passaram a ganhar consistência e força pela consciência sul-americana libertadora. A decisão de Chavez, por exemplo, de buscar aliança com a Rússia, com o Irã e com a China, nações para as quais os Estados Unidos torcem o nariz, por representarem forças que chocam-se com a arrogância imperial americana, criou ambiente de grande animosidade contra ele entre os sul-americanos aliados dos Estados Unidos. Até mesmo no campo da esquerda as resistências emergiram forte, com o ímpeto dos analistas em geral de taxarem o líder venezuelano de um radical inconsequente e doido, denotando, inclusive, sentimentos racista Por isso, sua proposta pelo Banco do Sul ficou temporariamente escanteada. Mais eis que China e Rússia, diante do colosso americano em crise de realização do capital especulativo, responsável por fragilizar o dólar, buscam, agora, uma aproximação efetiva geopoliticoestratégica que dá razão completa a Chavez por ter visto, antes, para onde os ventos da geopolítica global estavam apontando, com a emergência da onda nacionalista na periferia do capitalismo, excessivamente, explorado pelos países capitalistas centrais, Estados Unidos e Europa. O estouro da bancarrota financeira especulativa nos Estados Unidos, puxando a Europa para o abismo e, também, deixando em maus lençóis o Japão, ou seja, os aliados fortes do grande capital, numa enrascada econômica histórica, aprofundaria a demanda mundial pelo multilateralismo. O destronamento do discurso unilateralista de Tio Sam vai se evidenciando cada vez com mais força, tornando, por exemplo, Barack Obama uma figura relativamente apagada, nesse momento, pois perdeu substância em seu próprio país. Ao mesmo tempo, ganha expressão os BRICs, com Rússia e China à frente  abrindo novas picadas. Preparam ambiente político novo, no rastro do qual, agora, nasce o Banco do Sul. Grande notícia sul-americana, que, naturalmente, deverá ser desdenhada, ao máximo, pela grande mídia, amarrada ao pensamento neoliberal, radicalmente, contrária a essa iniciativa econômico e financeira libertadora.

Grande legado de Chávez.

Os chanceleres da Unasul, reunidos na semana que passou no Equador, decidiram pela implementação do Banco do Sul, com um capital inicial de 7 bilhões de dólares, ferramenta financeira destinada ao financiamento de projetos de integração da América do Sul.

Trata-se de mais um dos grandes legados do presidente Hugo Chávez, falecido em 2013. Sem dúvida, o lado visionário de Chávez também se revela aqui nesta decisão, que vinha sendo procrastinada injustificadamente, inclusive pela relutância das autoridades financeiras do Brasil. Da mesma forma que até hoje, o governo brasileiro não tomou qualquer medida para vincular-se à Telesur oficialmente, favorecendo a integração informativo-cultura da América Latina, o que teria plena sintonia com o discurso autocrítico feito por Lula em encontro com blogueiros, quando reconheceu muito pouco foi feito para a democratização da comunicação no Brasil.

O Banco do Sul, assim como a Unasul, nasceram graças a uma pregação incansável de Chávez, e agora já terá a companhia do Banco dos Brics, bem como de outras medidas adotadas pela Rússia, China e Iran para a desdolarização gradual da economia. O Banco do Sul é também uma grande bofetada nos EUA e, tal como o BNDES já vem fazendo, ao financiar a construção do Porto de Mariel, em Cuba, representará uma capacidade ampliada para a realização de projetos de infraestrutura que avancem na integração da América Latina, sempre sabotados pelos EUA.

Certamente, com mais esta ferramenta, surge clara a possibilidade de ampliar  as  operações sem o dólar –  indispensável ante a crise e a instabilidade do capitalismo internacional   –  bem como o encorajamento para tirar do papel um conjunto de projetos integracionistas, a exemplo do que a Rússia, a China e o Iran já vem fazendo em matéria energética. Depois de Unasur, Telesur, Banco do Sul,  agora pode estar chegando a vez do Gasoduto do Sul, tão sonhado pelo revolucionário Hugo Chávez.

Mas, para que isto se torne realidade, é preciso manter a unidade das forças progressistas, seja no Brasil, na Venezuela, na Argentina, Uruguai e Bolívia, seguindo o exemplo de uma persistência revolucionária incansável que nos legou Chávez, desde a audaciosa, meticulosa e arriscada construção de um movimento revolucionário bolivariano no interior das forças armadas venezuelanas. É este  instrumento que hoje, materializado na unidade cívico-popular, mantém de pé a Revolução Bolivariana, capaz de impulsos construtivos como o Banco do Sul, de amplificar as energias da Revolução Cubana e de iluminar permanentemente os árduos caminhos da indispensável integração latino-americana.Como todo revolucionário, Chávez ultrapassa seu tempo físico e se mantém entre nós como criador, um construtor, um animador e um formador de consciências transformadoras.

.

Beto Almeida

Membro do Diretório da Telesur


{Acessos: 212}
Recomende essa matéria pelo WhatsApp


Faça seu Comentário



Comentários
Nenhum comentário para esse conteúdo.
EDITORIAL:

Liberdade imediata de Lula para retomar a soberania e o desenvolvimento do país
Diante deste cenário desolador não há outra saída possível e necessária senão a imediata libertação de Lula e eleições diretas. Neste sentido vale reforçar a importância da unidade das esquerdas em torno da candidatura Lula e de um projeto de desenvolvimento nacional.
Receba nossa newsletter

Videos recentes
Suplementos Especiais
Links Recomendados
Matérias recentes
Noticias recentes
Batalhas de Ideias
Comunicação
Ganma Hispan TV Press TV Russia Today TeleSUR
Palavras-chave
J. Posadas - Obras publicadas
Leituras sugeridas
A FUNÇÃO HISTÓRICA DAS INTERNACIONAIS Del Nacionalismo Revolucionario al Socialismo Iran - El proceso permanente de la revolucion Iran - El proceso permanente de la revolucion La musica, El Canto, La Lucha Por el Socialismo
Desenvolvido por Mosaic Web
Recomendar essa matéria: