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Venezuela chama a constituir uma grande aliança pela paz
03 de março de 2012 Notícias Politica
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Carta do presidente Hugo Chávez da Venezuela à ONU por ocasião dos ataques da OTAN contra a Líbia (27 de setembro de 2011)

Senhor Presidente da Assembléia Geral:

Ilustres representantes dos povos do mundo:

Senhoras e senhores:

Eu dirijo estas palavras à Assembléia Geral das Nações Unidas, este fórum grande onde todos os povos da terra estão representados, para expressar as verdades da Venezuela bolivariana e para reafirmar nosso compromisso irrenunciável com a justiça e a igualdade, isto é, com a paz.

A paz, a paz, a paz … Não buscamos a paz dos cemitérios, como dizia Kant, com ironia, mas uma paz baseada no mais cuidadoso respeito do direito internacional. Infelizmente, a ONU, ao longo de toda a sua história, em vez de somar e multiplicar os esforços pela paz entre as Nações, acaba endossando – algumas vezes, por ação e, outras, por omissão, as injustiças mais impiedosos.

É necessário sempre lembrar que o Preâmbulo da Carta das Nações Unidas, fala de salvar as gerações futuras do flagelo da guerra … Pura letra morta. De 1945 para cá, as guerras só passaram a crescer e a se multiplicar de forma inexorável. Vejamos, mais uma vez, para a Líbia destruída e ensanguentada por obra da vontade dos poderosos deste mundo.

Eu quero fazer uma chamado aos governos do mundo à reflexão: a partir de 11 de setembro de 2001, começou uma nova guerra imperialista que não tem precedentes históricos: uma guerra permanente e perpétua.

Devemos olhar de frente para a assustadora realidade do mundo em que vivemos. Necessário é formular um conjunto de preocupações diante dos perigos e das ameaças que nos surgem: porque é que os Estados Unidos, o único país que semeia o planeta com bases militares, tem medo a ponto de ter um orçamento tão arrepiante destinado a aumentar cada vez mais o seu poder militar? Por que desencadeou tantas guerras, violando a soberania de outras nações que têm os mesmos direitos sobre os seus destinos? Como fazer para fazer valer a lei internacional contra a sua insensata aspiração de ter a hegemonia militar do mundo para garantir as fontes de energia a fim de sustentar seu modelo predador e consumista? Por que a ONU não faz nada para deter Washington? Se respondessemos, com absoluta sinceridade, a estas perguntas, entenderíamos que o império se concedeu o papel de juiz do mundo, sem ninguém ter outorgado a ele essa responsabilidade, e que, portanto, a guerra imperialista nos ameaça a todos.

Washington sabe que o mundo multipolar já é uma realidade irreversível. Sua estratégia consiste em parar, a todo custo, o ascenso mantido por um conjunto de países emergentes, negociando grandes interesses, com os seus sócios e seguidores, para fazer com que a multipolaridade tome o curso que o império quer. Mas não é só isso: trata-se de uma reconfiguração do mundo sustentada na hegemonia militar ianque.

A humanidade está enfrentando uma verdadeira ameaça da guerra permanente. Em qualquer situação, e a Líbia demonstra isso, o império está disposto a criar as condições políticas para confluir numa guerra. Na visão imperial do mundo, se está invertindo o famoso axioma de Clausewitz: a política é a continuação da guerra por outros meios.

O que há no fundo deste Armageddon novo: o poder todo-abrangente da cúpula militar-financeira que está a destruir o mundo para acumular cada vez mais lucros; é a cúpula militar-financeira que está subordinando, de fato, a um conjunto, cada vez maior, de Estados. Lembrem-se que o modo de existir do capital financeiro é a guerra: a guerra que arruína, e ademais, enriquece, de modo mais impensável, a uns poucos.

No momento atual o que existe é uma gravíssima ameaça para a paz mundial: o desencadeamento de um novo ciclo de guerras coloniais, que começou na Líbia, com o objetivo sinistro de dar um segundo fôlego para o sistema capitalista – hoje, em crise estrutural – mas sem colocar qualquer tipo de limites à sua voracidade consumista e destrutiva. O caso da Líbia deve nos alertar sobre a pretensão de implementar um novo formato de colonização imperial: a do intervencionismo militar com o aval dos órgãos anti-democráticos das Nações Unidas e justificado com base em mentiras midiáticas pré-fabricadas.

A humanidade está à beira de uma catástrofe inimaginável: o planeta caminha inexoravelmente para o mais devastador ecocidio; o aquecimento global o anuncia, através de suas consequências assustadoras, mas a ideologia dos Cortês e dos Pizarros no que diz respeito ao ecossistema, como bem diz o notável pensador francês Edgar Morin, leva-os a continuar depredando e destruindo. A crise energética e a crise alimentar se agudizam, mas o capitalismo continua passando impunemente de todos os limites.

Diante deste panorama tão trágico, o grande cientista americano Linus Pauling, premiado em duas ocasiões com o Prêmio Nobel, continua iluminando o nosso caminho: “Eu creio que existe no mundo um poder superior ao poder negativo da força militar e da as bombas nucleares: o poder do bem, da moralidade, do humanitarismo. Eu acredito no poder do espírito humano. Vamos mobilizar, então, todo o poder do espírito humano: já estamos no tempo! É imperativo desatar um grande contra-ofensiva política para evitar que os poderes das trevas encontrem justificativas para partir para a guerra: para desatar a guerra generalizada mundial com a qual eles pretendem salvar o capital do Ocidente”.

A Venezuela chama para a constituição de uma grande aliança contra a guerra e pela paz: com o supremo objetivo para evitar a guerra seja onde for. É necessário derrotar politicamente os guerreristas e, sobre-tudo, a cúpula militar-financeira que os protege e comanda.

Vamos construir o equilíbrio do universo que visou o Libertador Simón Bolívar: o equilíbrio que, de acordo com suas palavras, não pode estar no seio da guerra; o equilíbrio que nasce da paz.

Necessário é fazer memória e memória imediata: Venezuela, juntamente com os países membros da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), estava defendendo lutando ativamente por uma solução pacífica e negociada para o conflito líbio. A União Africana também. Mas, se impôs a lógica bélica decretada pelo Conselho de Segurança da ONU e colocanda em prática pela OTAN, este braço armado do império ianque. A lógica bélica que teve sua ponta de lança nas transnacionais de comunicação: é preciso recordar que o “caso da Líbia” foi levado para o Conselho de Segurança sobre a base da intensa propaganda dos meios de comunicação, que mentiram ao afirmar que a aviação da Líbia bombardeava civis inocentes, para não mencionar a grotesca encenação midiática na Praça Verde de Tripoli. Esta campanha premeditada de mentiras, justificou medidas apressadas e irresponsáveis ​​do Conselho de Segurança da ONU, que abriram o caminho para que OTAN implementara, pela via militar, sua política de mudança de regime neste país.

Vale a pena se perguntar: em que se transformou a área de exclusão aérea estabelecida pela resolução 1973 do Conselho de Segurança? Por acaso as mais de 20.000 missões aéreas da OTAN contra a Líbia, muitas delas com o fim de bombardear o povo líbio, não são por si mesma uma negação dessa Zona de Exclusão? Aniquilada completamente a força aérea da Líbia, a continuidade dos bombardeios “humanitários” demonstra que o Ocidente, através da OTAN, impõe seus interesses no Norte da África, transformando a Líbia em um protetorado colonial.

É um ironia afirmar que se impos a partir da ONU um embargo de armas na Líbia, quando a própria OTAN introduziu milhares de armas pesadas para apoiar a insurreição violenta contra o governo legítimo deste país. Logicamente, o embargo somente podia impedir que o governo líbio defendesse a sua soberania, avalizando mais uma vez este modo cruel de funcionamento internacional segundo o qual a lei só é imposta ao débil.

Qual é o real motivo desta intervenção militar?: recolonizar a Líbia para tomar posse de suas riquezas. Tudo o resto subordina-se a essa meta. Ninguém coloniza inocentemente, dizia, com toda razão, o grande poeta Aimé Césaire no extraordinário Discurso sobre o colonialismo.

Certamente. A residência do nosso embaixador em Trípoli foi invadida e saqueada, mas a ONU fez silêncio para o fórum, mantendo um silêncio vergonhoso.

Exigimos a imediata cessação dos bombardeios no território líbio. Da mesma forma, continuaremos a exigir que o respeito ao direito internacional no caso desta nação irmã: nós não permaneceremos calados diante da intenção perversa de destruir as bases que lhe dão sentido e razão. É por isso mesmo, que lançamos a seguinte pergunta a esta Assembléia: Por que o banco da Líbia é concedido ao autodenominado “Conselho Nacional de Transição”, enquanto se bloqueia o ingresso da Palestina, desconhecendo não só a sua legítima aspiração, mas também o que já é a vontade da maioria da Assembleia Geral? Venezuela ratifica aqui, com todas as suas forças e com a autoridade moral que outorga a vontade da maioria dos povos do mundo, a sua solidariedade incondicional com o povo palestino e seu irrestrito apoio à causa nacional palestina, incluindo desde já a admissão imediata do Estado palestino com pleno direito no seio da Organização das Nações Unidas.

O mesmo formato imperialista se está repetindo no caso da Síria. Se não fosse o fato de que alguns membros permanentes do Conselho de Segurança demonstram hoje a firmeza que lhes faltou no caso da Líbia, tudo estaria definido para que o Conselho de Segurança desse seu aval à OTAN para disparar mísseis e enviar bombardeios contra a Síria.

É intolerável que os poderosos deste mundo pretendam dar-se o direito de ordenar aos governantes legítimos e soberanos que renunciem na força. Assim aconteceu com a Líbia, e querem da mesma forma proceder contra a Síria. Tais são as assimetrias existentes no cenário internacional e tais são os atropelos contra as Nações independentes.

Não somos nós que vamos antecipar um julgamento sobre a situação interna da Síria. Em primeiro lugar, devido a complexidade inerente a qualquer realidade nacional, e em segundo, porque só o povo sírio pode resolver os seus problemas e decidir seu destino no respeito ao direito à autodeterminação dos povos; um direito inalienável em todos os sentidos. Mas isso não nos impede de pensar que é cem vezes melhor apostar no sucesso do amplo diálogo nacional convocado pelo presidente Bashar Al Assad, que impor sanções e gritar como as hienas para uma intervenção militar. Desde a Venezuela bolivariana apoiamos, sem ambiguidades, os enormes esforços que o presidente Bashar Al Assad faz para preservar a unidade e a estabilidade da sua pátria, diante do assedio do imperialismo voraz.

Senhor Presidente,

Vamos direcionar nossa atenção agora para o Corno da África e teremos um exemplo dramático da derrota histórica do ONU: a maioria das agências de notícias sérias dizem que entre 20 mil e 29 mil crianças menores de 5 anos morreram nos últimos três meses .

A grande jornalista Frida Modak, no seu artigo “Morrer na Somália, põe à luz toda a miséria que, pior que aquela que devasta a extensa região do Corno da África, corrói as principais organizações interna-cionais, e em primeiríssimo lugar a ONU: O que é necessário fazer para enfrentar esta situação são 1 mil e 400 milhões de dólares, não para resolver o problema, mas para atender ao estado de emergência em que se encontram a Somália, Quênia, Djibuti e Etiópia. De acordo com todas as informações, os próximos dois meses serão decisivos para evitar a morte de mais de 12 milhões de pessoa; e a situação mais grave é a de Somália.

Esta realidade não pode ser mais atroz, se ao mesmo tempo não nos perguntamos o quanto se está gastando em destruir a Líbia. Assim responde o congressista dos EUA, Dennis Kucinich: “Esta nova Guerra nos vai custar 500 milhões de dólares só na primeira semana. É claro que não temos recursos financeiros para isso e vamos acabar redu-zindo o financiamento de outros importantes programas domésticos”. De acordo com o próprio Kucinich, com o que se gastou nas primeiras três semanas no norte do continente africano, para massacrar o povo líbio, se teria ajudado a toda a região do Corno da África, salvando dezenas de milhares de vidas.

As razões que motivaram a criminosa intervenção na Líbia não são de nenhuma maneira humanitárias Elas se baseiam no postulado malthusiano de que “sobra muita gente no mundo“ e que é necessário eliminá-la, gerando mais fome, destruição e incertezas. Gerando, ao mesmo tempo, mais lucros financeiros. Neste sentido, é francamente deplorável que na mensagem de abertura da 66 Assembléia Geral da ONU não se chamou a uma ação imediata para resolver a crise humanitária que sofre o Corno da África, enquanto se garante que “chegou o momento de atuar” na Síria.

Senhoras e Senhores,

Clamamos, da mesma forma, para acabar com o bloqueio vergonhoso e criminoso contra a irmã República de Cuba; bloqueio que, por mais de cinqüenta anos, o império tem exercido, com crueldade e sevicia, contra o heróico povo de José Martí.

Até 2010, já ocorreram dezenove votações na Assembléia Geral da ONU que confirmam a vontade universal para exigir dos Estados Unidos que ele cesse o bloqueio econômico e comercial contra Cuba. Esgotados todos os argumentos da sensatez internacional, só resta acreditar que tanta crueldade contra a Revolução cubana é conseqüência da prepotência imperial diante da dignidade e da valentia que demonstrou o insubmisso povo cubano na sua soberana decisão de reger seu destino e lutar por sua felicidade.

Da Venezuela, acreditamos que chegou a hora de exigir dos Estados Unidos não somente o fim imediato, e sem condições, do criminoso bloqueio imposto contra o povo cubano, mas também a libertação dos 5 lutadores antiterroristas cubanos seqüestrados nos cárceres do Império, pelo único motivo de buscar impedir ações ilegais que grupos terroristas preparam contra Cuba, sob o abrigo do governo dos Estados Unidos.

Senhor Presidente da Assembleia Geral e ilustres representantes dos povos do mundo:

Nós queremos reiterar que é impossível ignorar a crise das Nações Unidas. Diante desta mesma Assembléia Geral dissemos, no ano 2005, que o modelo das Nações Unidas se havia esgotado. Naquela ocasião, levantamos, também, a necessidade inadiável da sua refundação.

Desde então, até aqui, nada foi feito: a vontade política dos poderosos foi imposta. Claro, a ONU, como hoje funciona, serve docilmente aos seus interesses. Para nós, é claro que as Nações Unidas não me-lhora, nem vai melhorar a partir de dentro. Se o seu Secretário-Geral, juntamente com o Fiscal da Corte Penal Internacional, participam de um ato de guerra, como no caso da Líbia, não há nada a esperar do atual formato da organização. E já não há mais tempo para reformas. A ONU não aceita nenhuma reforma; a doença que ela tem por dentro é mortal.

É inadmissível que exista um Conselho de Segurança que dê as costas, sempre que ele quiser, ao clamor da maioria das nações, desconhecendo deliberadamente a vontade da Assembleia Geral. Se o Conselho de Segurança é uma espécie de clube com membros privilegiados, o que pode fazer a Assembléia Geral, qual é a sua margem de manobra, quando eles violem o direito internacional?

Parafraseando a Bolívar, quando se referia concretamente ao nascente imperialismo ianque em 1818, “basta já que as leis sejam praticadas pelo débil, e os abusos praticados pelo forte”. Não pode ser que nós, os Povos do Sul, respeitemos a lei internacional, enquanto o Norte nos destrói e nos saqueia, violando-a.

Se não assumimos, de uma vez por toda, o compromisso de refundar as Nações Unidas, esta organização perderá definitivamente a credibilidade que lhe resta. A sua crise de legitimidade se acelerá até a implosão final. Na verdade, assim aconteceu com o organismo que foi o seu antecessor imediato: a Liga das Nações.

O primeiro e decisivo passo para que comecemos a refundar as Nações Unidas seria eliminar a categoria de membros permanentes e direito a veto no Conselho de Segurança. Da mesma forma, seria necessário maximizar democraticamente o poder de decisão da Assembléia Geral. Além disso, urge uma profunda revisão da Carta das Nações Unidas com o objectivo de proceder à redação de uma nova Carta.

Povos do mundo:

O futuro de um mundo multipolar em paz, reside em nós. Na articulação da maioria dos povos do planeta para nos defendermos do novo colonialismo e alcançar o equilíbrio do universo que neutralize o imperialismo e a arrogância.

Este chamado amplo, generoso, respeituoso, sem exclusões, dirige-se a todos os povos do mundo, mas muito especialmente às potências emergentes do Sul, que devem assumir com valentia o papel que eles são chamadas a desempenhar o mais rápido possível.

Da América Latina e do Mar do Caribe, surgiram poderosas e dinâmicas alianças regionais, que buscam configurar um espaço regional democrático, que respeite as peculiaridades, e desejoso de por o acento na solidariedade e na complementaridade, promovendo o que nos une e resolvendo politicamente o que nos divide. E este novo regionalismo admite a diversidade e respeita os ritmos de cada um. Desta forma, a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) avança como experimento de vanguarda de governos progressistas e antiimperialistas, procurando fórmulas de ruptura com a ordem internacional vigente e fortalecendo a aptidão dos povos para enfrentar, coletivamente, os poderes fáticos. Mas isso não impede que seus membros dêem um impulso determinado e entusiasta para a consolidação da União das Nações Sulamericanas (UNASUL), bloco político de federações de 12 Estados soberanos da América do Sul, a fim de agrupá-las naquilo que o Libertador Simón Bolívar chamou “uma nação de repúblicas”. E em breve, nós, os 33 países da América Latina e do Mar do Caribe, nos prepararemos para dar o passo histórico da fundação de uma entidade regional que agrupe todos nós, sem exclusões, onde nós possamos projetar em conjunto as políticas que haverão de garantir o nosso bem -estar, a nossa independência e a nossa soberania, com base na igualdade, na solidariedade e na complementaridade. Caracas, a capital da República Bolivariana da Venezuela, tem o orgulho, desde já, de hospedar nos próximos dias 2 e 3 de dezembro, a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo que fundará definitivamente a nossa Comunidade de Estados Latinoamericano e Caribenhos (CELAC ).

Nós, os venezuelanos, depositamos nossas esperanças numa grande aliança das agrupações regionais do Sul, como a UNASUR, a CARICOM, o SICA, a União Africana, a ASEAN ou a ECO e, muito especialmente, nas instâncias inter-regionais de articulação de potencias emergentes como o BRICs que se devem converter num pólo de atração articulado com os povos do Sul.

Quero terminar lembrando o grande cantor do povo venezuelano, Alí Primera. Em uma de suas canções nos pergunta: “Qual é a luta dos homens, para conseguir a paz?” E qual paz? Se querem deixar o mundo como está. Hoje mais que nunca, o pior crime contra a paz é deixar o mundo como está.  Se o deixamos como está, o presente e o futuro estão e estarão determinados pela guerra perpétua. Se, ao contrário, alcançar a paz significa reverter radicalmente tudo o que impede, para dizer como o próprio Ali Primera, que seja humana a humanidade.

 

Hugo Chávez Frías.

Presidente da República Bolivariana da Venezuela

27 de setembro de 2011.


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