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14 de março de 2015 Artigos
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Reunião da CELAC na Costa Rica

Reunião de Cúpula da CELAC(*) na Costa Rica respalda unanimemente o Governo Bolivariano da Venezuela contra ameaças golpistas

(*) A CELAC criada em 2010 no México, teve o histórico ato de fundação em 2, 3 dezembro de 2011 em Caracas, com Hugo Chávez (veja abaixo o vídeo de cobertura da TV Cidade Livre em Caracas). A I Cúpula realizou-se no Chile (janeiro-2013); a II em Cuba (janeiro-2014); a III na Costa Rica (28/29 de janeiro 2015).

A grande conquista na CELAC é que, respeitando o debate e as diferenças políticas entre governos mais ou menos progressistas, inclusive alguns subalternos aos EUA (México, Colômbia, Paraguai), tem prevalecido a defesa da soberania dos países, do respeito à legalidade dos vários governos de esquerda dos últimos anos na América Latina e Caribe (Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Argentina, Nicarágua, Brasil, Chile, Uruguai, Peru, El Salvador, Granadinas, Antigua, Barbados e vários países caribenhos, etc..), que constituem a maioria, consolidando uma promissora Frente anti-imperialista dos países. A presidência pró-tempore deste ano 2015 corresponderá ao Equador, portanto ao presidente Rafael Correa que já lançou, entre outras, a meta de que a CELAC deve erradicar totalmente, nos próximos 5 anos, a miséria e a pobreza, e estimular a educação pública em toda a região.

Nesta Reunião na Costa Rica, os 33 países da CELAC (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos) deram uma resposta contundente de apoio ao governo constitucional da Venezuela, presidido por Nicolás Maduro, diante das recentes ameaças de golpe da direita com marcante ingerência extraterritorial e norte-americana. Ontem, o mandatário venezuelano, de retorno da Costa Rica, concedeu em cadeia nacional de TV e por Telesul, um informe à nação e ao mundo sobre os êxitos da reunião da CELAC, num gesto exemplar de democracia participativa comunicacional, usando meios públicos, do povo para o povo, com rapidez e ao vivo.

Entre outras, o presidente Maduro, informou que foi alertado por presidentes e governantes caribenhos de que o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, insinuou-lhes a eminência de planos desestabilizadores para a derrubada do governo venezuelano, e que a Venezuela estaria só. Entretanto, esta CELAC demonstrou o contrário: soaram mais fortes os tambores de todos os países contra qualquer ingerência externa e tentativa de interrupção do processo democrático na Venezuela, o que cria um precedente para uma ação internacional que dificultará a ousadia dos EUA em repetir um novo Chile na Venezuela.

Outro país que recebeu clamoroso apoio nesta reunião da CELAC foi Cuba que por anos foi excluída da OEA. Com a presença de Raul Castro, comemorou-se  o reatamento das relações dos EUA com Cuba, mas com claras exigências aos EUA de que elas estariam asseguradas somente se acabassem com o embargo econômico contra Cuba.

Não é casual que a Venezuela e também a Argentina têm sido alvo de ameaças contra os respectivos governos, como parte de um plano global acionado logo após a guerra midiática detonada com o caso “Charlie Hebbo”, suspeitoso álibi para justificar, em nome do “antiterrorismo”, intervenções contra todo processo democrático e revolucionário no Oriente Médio, Síria, Irã e evidentemente na América Latina.

Não obstante, não têm faltado declarações de apoio de vários países latino-americanos, como de Evo Morales, na defesa do governo argentino, quando da campanha midiática provocatória (de Clarin e La Nación) sobre  o caso do procurador Alberto Nisman, contra Cristina Kirchner, visando a desestabilização e derrubada deste governo valente, que tem enfrentado perante a ONU, o poder dos “Fundos Abutres” e das corporações norte-americanas, e em nome do direito soberano de um povo. Leia sugestivo artigo sobre o tema, de autoria de FC Leite Filho no www.cafenapolitica.com.br

Revolução e contrarrevolução

Desde 5 de março de 2013, sob o golpe mais brutal e doloroso que foi a morte do presidente Hugo Chávez, o governo venezuelano, através do seu continuador Nicolás Maduro, tem resistido a violentos ataques de terror midiático e físico, às chamadas “guarimbas” (arruaças violentas), assassinatos de batalhadores sociais (mais de 40 depois de abril 2013, incluindo o jovem deputado do PSUV, Robert Serra, e sua companheira Maria Herrera), ameaças de magnicídio e golpes de estado. A revolução bolivariana tem resistido e construído, avançando em todos os projetos sociais iniciados em 1999, chamados “misiones”  de saúde, educação, cultura, planos habitacionais e de alimentação, reforçados pelo famoso “Plano da Pátria” deixados por Hugo Chávez. São inumeráveis os escritos, as reportagens (particularmente visíveis aos telespectadores da Telesul), os fóruns internacionais em Caracas, os jornais populares como “Correio do Orinoco”e “Ciudad Caracas”, que  mostram a realidade venezuelana, na contracorrente da guerra midiática internacional, agente da asquerosa campanha de destruição deste grande legado humano, social e político, que são estes 17 anos de revolução bolivariana, democraticamente respaldadas em 16 eleições.

A revolução bolivariana tem resistido, construindo um partido popular unificado, o PSUV, estabelecido extensas ações cívico-militares, milícias populares, comunas, conselhos de administração municipais, TVs e rádios comunitárias, uma TV estatal capaz de dar voz à maioria e render contas do governo ao povo.  Havendo fracassado nas tentativas violentas de rua do ano passado, gerando antipatia da classe média acomodada, os golpistas passam a usar outra estratégia, a da guerra econômica, dirigida por empresas privadas, títeres de forças políticas estrangeiras reacionárias, com cobertura midiática, de redes sociais ilícitas, e de “twiteiros” nazi-fascistas. A contrarrevolução marcha através da máfia comercial, dos sabotadores de produtos alimentares, e de primeira necessidade (fraldas, sabão e sabonete), do ocultamento criminoso das mercadorias (muitas delas produzidas pelo Estado), revendidas a preços exorbitantes e contrabandeadas para a Colômbia, provocando a insatisfação popular, sobretudo na classe média. A Venezuela de Chávez/Maduro tem debatido ao largo dos anos a necessidade de desenvolver indústrias alimentares, para o auto-abastecimento. Provavelmente, a guerra das corporações internacionais contra a OPEP, acelerará medidas internas para diversificar a produção das riquezas (a não dependência à mono-produção petroleira), desenvolver a indústria nacional, bem como a exploração de energias renováveis provenientes da biomassa. Porém, mesmo sem ter alcançado algumas metas,  é indubitável que, reforçados por acordos de cooperação com CELAC, Mercosul, China, Rússia e Irã, os índices de progresso econômico para o povo, desde 1999, são enormes. Não faltam alimentos básicos! Os agentes da guerra econômica tem sede nos EUA e querem acabar com a revolução bolivariana, provocando o terror e uma guerra civil cruenta.

Como se defendem internamente o governo e o povo venezuelano?

Após o grande giro pela China, e o encontro com Putin na Rússia, e alguns países da OPEP (Irã, Argélia, Arábia Saudita e Qatar) articulando forças internacionais para combater, entre outras, a pressão dos EUA e das transnacionais petroleiras (Shell, BP, ExxonMobil e Chevron) que manipulam a baixa do preço do petróleo contra a OPEP, visando sobretudo debilitar a economia de países produtores como a Venezuela, Irã e promover mais guerras para apoderar-se do “ouro negro”.  É de se suspeitar o quanto essas transnacionais estão por trás do bombardeio midiático contra a gestão da Petrobrás, para desestabilizar o governo Dilma e justificar uma privatização. O governo e o povo venezuelano não dormem diante da provocação; continuam permanentemente mobilizados, em “pié de lucha”e “rodilla en tierra”(alerta!) nas ruas, nas praças, nas fábricas e nos quartéis. Formam-se comitês, chamados “Estado Maior Popular e Militar”, para combater a guerra econômica, com controle popular de mãos firmes (incluindo denúncias e prisões) nos bairros e cidades, contra os agentes saboteadores dos produtos básicos e alimentares. Trabalhadoras sindicalizadas de fábricas de fraldas decidiram controlar fábrica por fábrica, comprovar a suficiência da produção realizada e detectar o desvio. Quadros importantes do PSUV, ministros, governadores, prefeitos, soldados, todos, se mobilizam hoje (sábado) para um grande mutirão, o dia do mercado a céu aberto de venda a preços justos , em 702 pontos do país, totalizando 7,1 toneladas de alimentos (farinhas, macarrão, arroz, cereais, lácteos, produtos de carne) para 280 mil famílias. O total dos mercados de alimentação fixo (PDVal) já são 185. Além destas medidas, é fundamental que o governo implante urgentemente o Monopólio Estatal do Comércio Exterior deixando de injetar dólares nas mãos de empresários para operar a importação de alimentos.

A pressão contra a revolução bolivariana aumenta na proporção do desespero dos grupos econômicos e midiáticos que perdem terreno e impunidade, por força da união cívico-militar,  arma fundamental para impedir um novo Chile. A guerra suja, acionada pelos setores burgueses que não aceitaram o “Diálogo Nacional”, se exacerba com notícias falsas fabricadas pela cadeia jornalística da ABC espanhola, contra Diosdado Cabello, presidente da Assembléia Nacional (e vice-presidente do PSUV) e familiares de Hugo Chávez, acusando-os de compromisso com o narcotráfico. As ordens para lançar armas de difamação midiática, como as orquestradas contra Cristina Kirchner, parecem ser dadas de forma concatenada com um único mandante, os centros de inteligência norte-americanos, para impedir o avanço da independência e da coordenação dos governos progressistas da América Latina.  Torna-se evidente que querem desestruturar o exército, mas podem dar-se contra o muro porque o nacionalismo revolucionário, o chavismo, indica estar bem arraigado na consciência das Forças Armadas Bolivarianas.

A CELAC, tem reforçado a unidade e a insubordinação à hegemonia dos EUA e Europa, já iniciadas com Unasul, Alba, Mercosul e ampliadas com o BRICs, conseguindo da China um respaldo de 250 milhões de dólares. Esta, firmou com a Argentina um acordo bilateral e investirá 287 milhões de dólares na construção de 2 hidroelétricas; o presidente da Venezuela em recente viagem à China, também firmou acordos que reforçam os precedentes já em marcha no campo da construção habitacional (na Venezuela já construíram 700 mil casas populares com ajuda da China, Irã, Rússia e Brasil); ao mesmo tempo, a Rússia apoiará, com  tecnologia de ponta, a construção de refinarias de petróleo no Orinoco.

Enfim, é dentro deste contexto onde a economia dos EUA e dos países capitalistas da Europa desmoronam de forma irreversível, que a China e a Rússia surgem como uma alternativa de ajuda econômica para o desenvolvimento independente e unificado dos países da CELAC. Não obstante a guerra midiática das grandes corporações, coadjuvando ações de terror como em Paris, no caso Charlie Hebbo, auto-atentados (como o macabro 11 de setembro de 2001 em Nova York), justificando bombardeios da Otan no Oriente Médio e outros ataques contra a independência latino-americana e caribenha, a roda da história caminha: a tração da força da inteligência e da aspiração humana pela justiça social dão sinais de irreversibilidade. A vitória de Alexis Tsipras (Sryriza) na Grécia, com significativo apoio social, sem contar a admiração pelo chavismo, eleito com um programa que ameaça a União Europeia e o pagamento da dívida externa grega; acompanhado de um vice-ministro da Defesa  (Isychos) grego-argentino-kirchnerista; tudo isso, é uma chama para “Podemos” na Espanha que, com Pablo Iglesias à cabeça, já agarrou a tocha olímpica para dizer aos 300 mil em Madrid, “...sabemos que o momento é agora!” para continuar a corrida por uma Europa dos povos livres e soberanos.  A Venezuela de Hugo Chávez foi a chispa, se estendeu pela América Latina e o Caribe, chegou à Grécia, irá à Espanha. Os ventos são favoráveis à extensão da revolução e só isso poderá sustentar os avanços em cada país. A Venezuela não está mais só, como no Chile de Allende. A Venezuela construiu a solidariedade internacional que virá ao seu encontro.

H. Iono

Colaboradora TV Cidade Livre

Brasil, 31 de janeiro de 2015

http://multimedia.telesurtv.net/web/telesur/#!es/video/nicolas-maduro-llama-al-pueblo-para-ganar-la-guerra-economica

****

Vídeos da Cobertura da TV Cidade Livre, o canal comunitário de Brasília no ato histórico de fundação da CELAC na Venezuela, com a presença de Hugo Chávez (dezembro de 2011)

Parte 2

https://www.youtube.com/watch?v=456054FKsRM

Parte 3

https://www.youtube.com/watch?v=hF5XZYKTDRY

Parte 4

https://www.youtube.com/watch?v=I78egSlRhBE


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